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	<title>Birosca Nerd</title>
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	<description>Uma breja na mão e uma ideia na cabeça.</description>
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		<title>Ação maluca e desenfreada!</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 16:47:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dan Ramos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De vez em quando entro numa maré de ação e violência midiática, e dessa vez entrei na onda depois de passear novamente por alguns filmes e séries de pancadaria e jogar um tiroteio numa sessão de Storytelling. Por isso, vou falar de duas notícias que me chamaram a atenção essa semana, e depois falar um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=539&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">De vez em quando entro numa maré de ação e violência midiática, e dessa vez entrei na onda depois de passear novamente por alguns filmes e séries de pancadaria e jogar um tiroteio numa sessão de Storytelling. Por isso, vou falar de duas notícias que me chamaram a atenção essa semana, e depois falar um pouco sobre o assunto no RPG. Então, continue lendo antes de me xingar!</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignright size-full wp-image-540" title="mach2" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/02/mach2.jpg?w=590" alt=""   />A primeira é que <strong>MACHETE</strong> <a href="http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2012/02/09/machete_mata/" target="_blank">vai ganhar uma continuação</a>. Esse foi o filme B exploitation mais esperado de 2010, que trouxe o badass mexicano Danny Trejo e cumpriu as expectativas de sangue, putaria e explosões. Apesar de ter vindo seis meses depois de The Expendables, explodiu cabeças desde que apareceu em um fake trailer de Planet Terror, em 2007. E agora, Robert Rodriguez disse que já tem um roteiro pronto e quer começar a filmar em abril. Nele, Machete seria recrutado pela CIA (!!!) para dar cabo de um grande comerciante de armas que gerencia também vários cartéis no México, e quer usar satélites para provocar guerras e vender armas, em uma aventura bem 007 ou MI. Rodriguez disse ainda que planeja uma trilogia, e ainda tirou uma onda dando a entender que o terceiro pode levar o personagem para matar gente no espaço!!! Machete mata e pega as mulheres!</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-539"></span></p>
<p style="text-align:justify;">A segunda é que o clone mais bem-sucedido de GTA, True Crime, teve sua terceira sequência <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/jovem-nerd-news/games/true-crime-hong-kong-ressuscita-atraves-da-square-enix-com-novo-nome/" target="_blank">revivida pela Square-Enix sob o nome de Sleeping Dogs</a>. O game tem mais um protagonista policial disfarçado nas Tríades chinesas para dar cabo do chefão. É um jogo de ação pura e frenética, com muita pancadaria e cenas &#8220;mentirosas&#8221;, para PC, PS3 e Xbox 360, e chega em 9 de Agosto.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://biroscanerd.wordpress.com/2012/02/10/acao-maluca-e-desenfreada/"><img src="http://img.youtube.com/vi/M8iI4PczqG8/2.jpg" alt="" /></a></span>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://biroscanerd.wordpress.com/2012/02/10/acao-maluca-e-desenfreada/"><img src="http://img.youtube.com/vi/JEjF-bMaAlI/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p style="text-align:justify;">O que me leva a pensar que eu sempre quis narrar um jogo assim, de ação maluca, desenfreada e sem a menor noção de coisas chatas como física e verossimilhança, nos moldes de filmes como Carga Explosiva, Adrenalina, Missão Impossível, 007, 13º Distrito, Duro de Matar e todos os bons filmes dos anos 80 e 90. Já comecei a escrever um cenário com jogadores no papel de policiais disfarçados nos anos 70, jogos de máfia, espionagem clássica ou forças especiais de ação, mas nunca achei um sistema que funcione bem com isso. Acho d20 (e aquele Ação!!!), GURPS e Storyteller/ing meio burocráticos e heavy rules, e não simpatizo mais com 3D&amp;T e afins (acho que joguei muito quando mais novo), até porque não sei encaixam também.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho que um jogo desse tipo tem que ter alguns elementos: regras simples, pra termos combates ligeiros e liberdade de pensamento nas ações; alguma mecânica simples de<em> &#8220;stunts&#8221;</em>, para que os jogadores se sintam encorajados a fazer maluquices diferentes no meio da ação, incluindo bônus nas rolagens para quem faz as coisas com ESTILO (que é mais importante que qualquer coisa em uma história assim); alguma mecânica de gerenciamento de cenas de ação sem combate, como os desafios de perícias do D&amp;D 4E, mas menos monótonos (ou seja, mais que rolar testes de perícia). O mais comum nesse tipo de história é misturar tudo, ou seja, um tiroteio no meio de uma perseguição, permeada de pancadaria e usando bastantes elementos do cenário, como carros capotando, entrar e sair de prédios quebrando vidraças e pular de um prédio para outro no meio da perseguição. Em adição a essas cenas bem criadas, uns <em>plot twists</em> bem safados (o capitão da polícia aponta uma arma para o PJ bem na hora que ele rende o vilão; eles estão mancomunados!), uns interesses românticos superficiais e apelativos, e alguma organização implacável para sequestrar o irmão de um PJ. Cada sub-estilo (espionagem, policial, exército, etc.) tem uma classificação etária, mas no geral é isso aí. =D</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez com esse boom de jogos indies que estamos vendo (nem precisa dizer que perdi muita coisa só olhando jogos em português, mas nunca tive muito saco pra procurar jogos alternativos gringos), pode ser que finalmente encontre um sistema pra mestrar meu jogo maluco. Alguém tem sugestões?</p>
<br />Filed under: <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/cinema/'>Cinema</a>, <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/games/'>Games</a>, <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/noticias/'>Notícias</a>, <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/papo/'>Papo</a>, <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/rpg/'>RPG</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biroscanerd.wordpress.com/539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biroscanerd.wordpress.com/539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biroscanerd.wordpress.com/539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biroscanerd.wordpress.com/539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biroscanerd.wordpress.com/539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biroscanerd.wordpress.com/539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biroscanerd.wordpress.com/539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biroscanerd.wordpress.com/539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biroscanerd.wordpress.com/539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biroscanerd.wordpress.com/539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biroscanerd.wordpress.com/539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biroscanerd.wordpress.com/539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biroscanerd.wordpress.com/539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biroscanerd.wordpress.com/539/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=539&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A liberdade para narrar em RPGs adaptados</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 05:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dan Ramos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No começo do ano passado escrevi um post no Paragons falando sobre a liberdade que podemos ter ao mestrar um RPG adaptado de alguma franquia de sucesso, porque estava com dificuldades em tocar a trama central de uma crônica de Supernatural (aquela, vcs sabem, tem o link em algum lugar aqui). Essas franquias costumam trazer certos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=533&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">No começo do ano passado <a href="http://www.paragons.com.br/?p=19416" target="_blank">escrevi um post no Paragons</a> falando sobre a liberdade que podemos ter ao mestrar um RPG adaptado de alguma franquia de sucesso, porque estava com dificuldades em tocar a trama central de uma crônica de Supernatural (aquela, vcs sabem, tem o link em algum lugar aqui). Essas franquias costumam trazer certos limites na criação de histórias alternativas ambientadas em seus universos, por causa da possível desprotagonização dos personagens e a falta de importância de tais spin-offs em face aos eventos maiores que elas trazem.</p>
<div id="attachment_534" class="wp-caption alignnone" style="width: 579px"><img class="size-full wp-image-534" title="teste01" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/02/teste01.jpg?w=590" alt=""   /><p class="wp-caption-text">O Starkiller não tá nem aí pros filmes</p></div>
<p style="text-align:justify;">No caso de séries, filmes, games ou livros baseados, isso acaba nem tendo uma importância muito grande, porque geralmente falamos de histórias fechadas ou menos importantes (e algumas franquias, como Star Wars, são abertas o bastante para permitir várias explorações do universo). Mas no RPG sentimos uma necessidade muito grande de ditar os rumos do cenário, e isso acaba se apresentando um desafio para o narrador. No post, divaguei sobre algumas alternativas, e o pessoal nos comentários me deu uma ajuda enorme com outras ideias, e eu acabei concluindo que duas eram as melhores abordagens: situar a história muito longe da original (seja em termos de local ou de tempo), ou mantar o cânone pras cucuias. Do mesmo jeito que o mestre Tarantino riu da cara da história em <a class="zem_slink" title="Inglourious Basterds" href="http://www.imdb.com/title/tt0361748/" rel="imdb">Inglorious Basterds</a>, passei a ter essas diretrizes em mente no meu jogo de &#8220;D&amp;D across America&#8221; (fala sério, Supernatural não é isso? =D).</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-533"></span>Hoje eu finalmente li a <a href="http://www.gameofthronesbr.com/2012/01/grrm-entrevista-bernard-cornwell.html" target="_blank">badalada entrevista que George RR Martin fez a Bernard Cornwell</a>, e como não poderia deixar de ser, podemos tirar muitas gotas preciosas de sabedoria desses grandes mestres. Tive lições muito boa tanto para os contos que eu escrevo (há um tempão negligenciados), quanto como um narrador de RPG.</p>
<p style="text-align:justify;">Perguntado sobre como lida com o desafio de criar histórias empolgantes e surpreendentes mesmo com as amarras de narrar eventos com final estabelecido, Cornwell disse o seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Eu sempre penso em um romance histórico como tendo duas histórias &#8211; a grande história e a pequena &#8211; e o escritor as inverte. A grande história em Gone With the Wind é se o Sul pode sobreviver à Guerra Civil e todos nós sabemos o que aconteceu, mas a pequena história é se Scarlet pode salvar Tara, e essa pequena história é colocada em primeiro plano, enquanto a grande história serve como plano de fundo. Suponho que o suspense esteja nessas pequenas histórias &#8211; o Sharpe vai sobreviver à Badajoz? (bem, o leitor sabe que ele vai, suponho!). E eu acho que os leitores conseguem encontrar um fascínio no desenrolar de uma história.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Quer dizer, esta é uma forma muito legal de lidar com um RPG adaptado. Nele, a história que você e os jogadores estão contando seria de pequena importância ante o grande quadro geral da franquia, mas se você inverte isso e consegue elevar a importância da campanha enquanto transforma a história oficial em um mero pano de fundo, tudo muda de figura. Na minha crônica, já comecei a mexer em detalhes da história (por exemplo: na oficial, os irmãos detiveram um conjunto de demônios importantes; na minha, alguns tiveram de ser exorcizados pelos PJs), mas agora já começo a pensar em dar uma guinada nos rumos dos acontecimentos. Eu não preciso, necessariamente, que meus PJs causem e lutem contra o apocalipse ao invés de Sam e Dean Winchester. Eles podem muito bem enfrentar outros problemas enquanto esse apocalipse acontece, lá no background. Existem outras mitologias importantes e outros problemas graves que podem focar bastante no nível pessoal dos personagens &#8211; lutar para salvar seu amado da corrupção de um demônio poderoso pode ser mais emocionante do que enfrentar céu e inferno, se você souber fazer a coisa toda.</p>
<div id="attachment_535" class="wp-caption alignnone" style="width: 579px"><img class="size-full wp-image-535" title="teste" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/02/teste.jpg?w=590" alt=""   /><p class="wp-caption-text">May e Jeff não tão nem aí pro apocalipse que Sam e Dean provocaram</p></div>
<p style="text-align:justify;">Acho que esse caminho é até melhor, inclusive, para evitar histórias que destroem o mundo e são apoteóticas demais (epicness é bom, mas não gosto em todos os casos). Posso citar dois exemplos de histórias com premissas épicas, mas abordagens bem feitas. Em <a class="zem_slink" title="Sherlock Holmes: A Game of Shadows" href="http://www.imdb.com/title/tt1515091/" rel="imdb">Sherlock Holmes 2</a>, que assisti ontem, temos uma trama que terá consequências enormes para o mundo (não posso dizer mais para não dar spoilers), mas a abordagem é bem pé no chão, se aproveitando de partes não exploradas da História e tudo mais. O outro é o Underworld 2 (não ria), onde os personagens enfrentam um megavampiro épico, mas o combate se passa num castelo afastado e não numa NY explodindo, de modo que o autor consegue manter as rédeas da trama. É como o MIB, salvando o mundo todos os dias sem que a humanidade saiba disso!</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, acho que isso me deu uma boa e definitiva luz sobre a questão. Fica a lição: não importa se os PJs vão explodir a Estrela da Morte ou se vão salvar todos os planetas que a Aliança Rebelde não salvou enquanto o manezão do Luke troca espadadas com o Vader e no final vão levar os louros junto dele, o negócio é não esquentar a cabeça.</p>
<br />Filed under: <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/papo/'>Papo</a>, <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/rpg/'>RPG</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biroscanerd.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biroscanerd.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biroscanerd.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biroscanerd.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biroscanerd.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biroscanerd.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biroscanerd.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biroscanerd.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biroscanerd.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biroscanerd.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biroscanerd.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biroscanerd.wordpress.com/533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biroscanerd.wordpress.com/533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biroscanerd.wordpress.com/533/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=533&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Morre Al Rio</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 19:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dan Ramos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Soube há poucas horas que Al Rio morreu. O desenhista cearense era uma das minhas maiores inspirações nacionais &#8211; apesar de não ter tentado o mercado de quadrinhos, comecei aspirando por essa área, e caras como Deodato Jr (e seu pai), Al Rio e Bené Nascimento sempre foram referências, mesmo no estilo mais comercial e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=528&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-529" title="AlRioHomage" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/alriohomage.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">Soube há poucas horas que <a href="http://alrioart.com/" target="_blank">Al Rio</a> morreu. O desenhista cearense era uma das minhas maiores inspirações nacionais &#8211; apesar de não ter tentado o mercado de quadrinhos, comecei aspirando por essa área, e caras como <a href="http://www.mikedeodatojr.com/" target="_blank">Deodato Jr</a> (e seu pai), Al Rio e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joe_Bennett_(artist)" target="_blank">Bené Nascimento</a> sempre foram referências, mesmo no estilo mais comercial e ilustrativo que desenvolvi.</p>
<p style="text-align:justify;">Conheci Al Rio já nas páginas do Gen 13, quando ele sucedeu com competência Jeff Campbell. Passei a admirar os traços firmes e garotas perfeitinhas do cara, e até o conheci pessoalmente num evento de quadrinhos desse (na época que eu ia; perdoe a falta de memória, se você já me leu antes sabe que sou perdido assim). Gente boa como a maioria dos artistas aqui da terrinha.</p>
<p style="text-align:justify;">Estão dizendo que foi suicídio. Fico imaginando o que leva alguém a fazer isso, e só lamento. =/</p>
<p style="text-align:justify;">Os heróis estão morrendo&#8230; Descanse em paz, Al.</p>
<br />Filed under: <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/ilustracao/'>Ilustração</a>, <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/noticias/'>Notícias</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biroscanerd.wordpress.com/528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biroscanerd.wordpress.com/528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biroscanerd.wordpress.com/528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biroscanerd.wordpress.com/528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biroscanerd.wordpress.com/528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biroscanerd.wordpress.com/528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biroscanerd.wordpress.com/528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biroscanerd.wordpress.com/528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biroscanerd.wordpress.com/528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biroscanerd.wordpress.com/528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biroscanerd.wordpress.com/528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biroscanerd.wordpress.com/528/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biroscanerd.wordpress.com/528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biroscanerd.wordpress.com/528/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=528&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Preparando aventuras rapidamente (ou Manual do DM desmemoriado e sem tempo)</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 09:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dan Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[Jogadores]]></category>
		<category><![CDATA[Macetes]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[Plots]]></category>
		<category><![CDATA[Preparação]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo que venho sofrendo pra preparar sessões de jogo, por falta de tempo, algo que também minou minha criatividade. Passei a usar aventuras prontas mais do que o normal para tentar remediar, mas isso foi minando minha capacidade de improvisar. Então, tenho me esforçado para mudar meu jeito de preparar jogos e voltar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=510&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Há algum tempo que venho sofrendo pra preparar sessões de jogo, por falta de tempo, algo que também minou minha criatividade. Passei a usar aventuras prontas mais do que o normal para tentar remediar, mas isso foi minando minha capacidade de improvisar. Então, tenho me esforçado para mudar meu jeito de preparar jogos e voltar a ter menos dor de cabeça para mestrar. Depois de ler alguns textos sobre o assunto, incluindo <a href="http://epickingdom.wordpress.com/2012/01/17/criando-aventuras-em-pouco-tempo/" target="_blank">este post do Epic Kingdom</a> e um artigo do Richard Hunt na saudosa <em>Dragon Magazine brasileira</em> (arrumando a bagunça, andei olhando umas revistas véias!), tenho aplicado com sucesso alguns métodos na preparação das minhas aventuras.</p>
<div id="attachment_522" class="wp-caption alignnone" style="width: 588px"><img class="size-full wp-image-522" title="prep01" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/prep01.jpg?w=590" alt=""   /><p class="wp-caption-text">Um escritor de aventuras de responsa</p></div>
<p style="text-align:justify;">Acredito que a chave de tudo reside em uma palavra: <strong>organização</strong>. Hoje em dia, temos que otimizar o nosso tempo escolhendo <em>exatamente</em> o que vamos usar, mantendo referências e lembretes por perto e evitar mal-entendidos, e é nisso que meu esforço tem se baseado. Então, vou repassar essas dicas que, de certa forma, mostram minha visão sobre o caso.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-510"></span></p>
<h3 style="text-align:justify;">Determinar pouco, improvisar muito</h3>
<p style="text-align:justify;">Uma das coisas que aprendi é que não adianta escrever uma história detalhada, prevendo <em>todas</em> as possibilidades, organizando uma trilha de eventos para os PJs seguirem, clímax, desfecho, etc. Primeiro porque eu esqueço metade dos detalhes, e fico me perdendo ao consultar as coisas na hora do jogo. Segundo, porque leva tempo e dá trabalho. Terceiro, que como estamos carecas de saber, os PJs nunca seguem o roteiro mesmo. Então, a principal diretiva que tomei foi cortar a gordura das minhas histórias e anotar só o necessário, de forma extremamente sucinta, e afiar na improvisação. Não funciona com todo mundo, mas geralmente dá pra inventar legal os detalhes na hora agá se você tem uma boa base para se guiar.</p>
<p style="text-align:justify;">Não sei com vocês, mas comigo os <em>insights</em> de ganchos de histórias ou desenrolares possíveis de tramas surgem nas horas mais esquisitas, como lendo um livro, no ônibus, no banho&#8230; O ideal é anotar tudo, de boas cenas a coisas legais que podem acontecer lá na frente da campanha. Na hora da preparação, é organizar as ideias e criar um roteiro em tópicos, listando lugares, cenas, personagens-chave e objetivos. Vou usar um exemplo recente de uma história (quase concluída):</p>
<blockquote>
<h4 style="text-align:justify;">Plot de Madrigal</h4>
<p style="text-align:justify;">• Ladrão/mago <strong>Mythalen</strong> (da guilda de ladrões local) voltou do leste com uma pedra encantada com magia negra chamada <strong>kedrium</strong>, dominou a guilda e passou a transformar pessoas em<strong> monstros do sangue</strong> (uma mutação que deixa fortão e selvagem).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Gancho (Taverna Três Sereias)</strong><br />
• <strong>Nyven:</strong> pede ajuda (<em>histérica</em>)<br />
• <strong>Kaede:</strong> menina que se perdeu nos <strong>Refugos</strong>, bairro pobre<br />
• <strong>Encontros:</strong> com monstros do sangue, 1 ou 2<br />
• <strong>Dante:</strong> aventureiro procurando a menina, <strong>sabe da verdade</strong><br />
• <strong>A Verdade: Kaede é filha de Lorde Trunen</strong> (governante da cidade) e foi sequestrada por sua babá Nyven, sob chantagem de <strong>Balian e Hansi</strong> (malfeitores)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Desdobramento 01 (PJs devolvem a menina)</strong><br />
• Grupo e Dante recebem recompensa por devolver Kaede (este vai embora)<br />
• Nyven: é pega pelos guardas e será enforcada dia seguinte<br />
• Trunen: pede aos PJs que resolvam o plot e<strong> levem a kedrium para os magos de Valkaria</strong>, e diz que cuidará de Hansi e Balian &#8211; mas <strong>eles precisam achar o covil de Mythalen, nos Refugos</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Desdobramento 02 (PJs caçam Nyven)</strong><br />
• Dante: insiste em levar Kaede<br />
• Nyven: <strong>está escondida no mercado</strong>, conta a verdade se confrontada<br />
• Balian e Hansi: <strong>moram na estalagem Martelo Quebrado, e têm o pai de Nyven como refém</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Resolução do Plot (PJs aceitam tarefa)</strong><br />
• Local (covil da guilda): fica <strong>em um templo argotiano em ruínas nos Refugos, no Beco da Perna Canina, entrada pelo esgoto.</strong> Essa info deve vir do submundo<br />
• Situação terrível, com doentes mortos e monstros do sangue espalhados. Woren e Rhaenys atacam PJs assim que os vêem (+monstros), mas <strong>Rhaenys vai avisar Mythalen da invasão se estiverem perdendo a luta.</strong><br />
• <strong>Confronto final:</strong> no santuário, com um buracão usado como arena de luta nos dias antigos da guilda. <strong>Mythalen pirou e sofreu mutações.</strong><br />
• Kedrium: deixa doente com exposição. Necessária <strong>caixa de chumbo</strong> para transportar.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">E assim passei uma aventura de possíveis 10 páginas para um arquivo pequeno. Aconteceram várias coisas improvisadas na sessão, como o ladino do grupo salvando Nyven da forca (a coitada estava sendo chantageada, oras) e deixando o grupo <em>meio assim</em> com o nobre, uma clériga PdM aparecendo no meio do covil (Mythalen a havia capturado para tentar controlar as mutações em si mesmo) e a ladina Rhaenys ganhando uma relação de amor com o berserker Woren, dando um tantico a mais de profundidade aos vilões. Tudo feito sem (muito) atropelo!</p>
<h3 style="text-align:justify;">Arranjar umas &#8220;colinhas&#8221;</h3>
<p style="text-align:justify;">Sabemos que o Mestre precisa estar bem afiado com as regras do jogo, para evitar discussões, consultas intermináveis a colunas laterais de exceções de combate e outras besteiras que sempre surgem. Porém, a não ser que você tenha Memória Eidética, em algum momento ela vai te deixar na mão &#8211; bem, <em>me</em> deixa o tempo todo. Às vezes, consultar uma regra ou aspecto importante no jogo é uma dor de cabeça, especialmente em alguns sistemas (é tu mesmo, Storytelling) onde as regras ficam escondidíssimas e perdidas no meio do texto. Então, estou preparando resumos de regras (ou aprimorando os que vejo na internet e nos DM screens) e deixando pequenas colas com fácil acesso (tudo organizado nas minhas coisas) para pegar no livro o mínimo possível. O ideal é pegar as coisas mais importantes ou utilizadas e deixar em algum lugar, de forma bem sucinta e fácil de ler.</p>
<div id="attachment_523" class="wp-caption alignnone" style="width: 582px"><img class="size-full wp-image-523" title="prep02" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/prep02.jpg?w=590" alt=""   /><p class="wp-caption-text">Eu aproveito os momentos de conversa entre os PJs pra pensar no próximo passo!</p></div>
<p style="text-align:justify;">E isso não serve só para regras. Como já disse em algum lugar no passado, nada salva mais vidas do que ter uma colinha com vários nomes para rápido batismo de NPCs bem ao lado da descrição de uma nova cidade onde os PJs chegam, ou um pequeno acervo de fichas prontas para inimigos ocasionais (alguns sistemas trazem suplementos com isso, como o Cityscape de D&amp;D). E, para não ser pego de calças curtas de jeito nenhum, siga a dica: se faltar vikings na hora, use orcs. Se faltar um gárgula superpoderoso, use um dragão sem magias e sopro. Se faltar um fantasma do espelho alemão, cate um poltergeist e invente alguns novos poderes na hora.</p>
<p style="text-align:justify;">Ah, uma última coisa: sempre que uma sessão chegar ao fim, reserve uns 5 minutos para anotar TUDO de importante que aconteceu. Coisas inventadas na hora que prevalecerão na aventura (como um NPC, uma verdade sobre um item, etc.), ou segredos que você criou ou que apareceram nessa sessão, mas lá na frente voltarão para atormentar os personagens. Pode ser também um vilão que fugiu, um refém que eles salvaram&#8230; Enfim, qualquer coisa que se torne recorrente &#8211; no futuro, se você não registrar em algum lugar, isso vai fazer uma falta danada. Pra mim, o que tem funcionado há anos é manter sempre um diário de campanha sucinto e objetivo sobre os fatos principais. Dá uma olhada <a href="http://www.obsidianportal.com/campaign/dragoes-da-guerra/adventure-log" target="_blank">nessa página da campanha</a> que planejo fazer uma romantização aqui no blog &#8211; uso o Obsidian Portal, uma ferramenta bem útil (especialmente por ter espaços para você colocar os segredos da campanha), mas você não precisa de uma página assim, é só fazer em casa.</p>
<h3 style="text-align:justify;">Ter sempre cartas na manga</h3>
<p style="text-align:justify;">Ok, admito que essa parece ser a mais difícil. Mas nem é, dá pra fazer com mais ou menos o mesmo método daí de cima: deixando pré-estabelecida uma série de medidas, convenções e atitudes suas. Como podemos ver no meu exemplo de anotações, eu já previ um prospecto diferente do comum (os PJs decidem pegar os bandidos antes de entregar a menina e se ver diante do plot de verdade) &#8211; mas eles podiam simplesmente deixar a pirralha com o aventureiro Dante e se mandar da cidade! Ou não acreditar nele e tentar matá-lo, ou exigir resgate do nobre&#8230; Enfim. Mas se você parar pra pensar, podemos reduzir as ações costumeiras dos PJs a um pequeno conjunto que inclui aceitar a missão, cobrar mais por ela, achar que é demais pra eles (ou que eles já tem plots demais na agenda) e fugir, ou fazer alguma estupidez tipo arrombar a porta da frente. Desse modo, geralmente fica fácil pensar nas possíveis consequências de cada um dos atos dos jogadores. Um pouco de conhecimento de mundo aqui e ali, e você estará preparado para várias situações.</p>
<div id="attachment_524" class="wp-caption alignnone" style="width: 588px"><img class="size-full wp-image-524" title="prep03" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/prep03.jpg?w=590" alt=""   /><p class="wp-caption-text">DUVIDO que esse combate foi planejado!</p></div>
<p style="text-align:justify;">No momento em que aprendemos a não entrar em pânico com imprevistos na aventura, começamos a <em>nos adaptar</em> a eles. Se os PJs possuem algumas teorias sobre o que está acontecendo e você está meio reticente com os rumos da aventura, simplesmente escolha a teoria com mais potencial de divertimento e <em>faça dela uma verdade</em>. Eu vivo fazendo isso! Outra boa dica é ter em mente que &#8211; se plots são problemas a serem resolvidos &#8211; mesmo que façam uma grande besteira, os PJs <em>estão sempre gerando plots.</em> Se for rolar um TPK, que tal eles serem presos e vendidos como escravos? Temos um plot de escapada. Eles fugiram da cidade sitiada? A vila da irmã de um PJ é o próximo alvo. Eles mataram o emissário do plot? Agora serão caçados, afinal aquele era o primo do Rei, que mandou-lhe por confiar na sua rapidez!</p>
<p style="text-align:justify;">Por fim, o negócio é ter sempre um conjuntinho de ganchos, cenas ou combates para quando tudo mais falhar. Se os heróis não fisgaram o gancho, você tem cinco ou seis outros esperando por eles, e na próxima sessão você já vai ter desenvolvido algo para aprofundar o que eles pegarem. O combate está ficando chato, ou mais difícil do que deveria? Jogue sujo, derrube o teto, aumente (ou diminua) a vitalidade dos inimigos, bote um terceiro inimigo para dar pancada em todo mundo, faça o vulcão explodir, ou qualquer outra coisa. Os PJs estão sem pistas? Um ladrão rouba o livro de rituais da mão do mago e sai correndo, levando os PJs perseguidores direto a um rival que sabe mais do que eles e pode ser forçado a falar&#8230; Tenha sempre anotados, ou decorados, alguns métodos de como agitar as cenas, de acordo com o que todos gostam (sabe aquela conversa manjada sobre conhecer seus players?). E se os PJs começarem aquela discussão/briga chata, jogue ninjas neles!</p>
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		<title>Matando os vícios do D&amp;D</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 04:56:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dan Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem me conhece sabe que sou um fã inconteste de fantasia medieval clássica. Ao contrário de vários de vocês que já enjoaram dela, eu nunca me canso de histórias com o sabor de Senhor dos Anéis, Conan, Elric, Robin Hood, Beowulf e correlatos. Por mais que eu flerte com conceitos mais vanguardistas como Reinos de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=500&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_501" class="wp-caption alignnone" style="width: 588px"><img class="size-full wp-image-501" title="matando-01" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/matando-01.jpg?w=590" alt=""   /><p class="wp-caption-text">Não precisa ser Conan pra apreciar uma boa história hiboriana</p></div>
<p style="text-align:justify;">Quem me conhece sabe que sou um fã inconteste de fantasia medieval clássica. Ao contrário de vários de vocês que já enjoaram dela, eu nunca me canso de histórias com o sabor de Senhor dos Anéis, Conan, <a class="zem_slink" title="Elric of Melniboné" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Elric_of_Melnibon%C3%A9" rel="wikipedia">Elric</a>, Robin Hood, Beowulf e correlatos. Por mais que eu flerte com conceitos mais vanguardistas como Reinos de Ferro e Eberron, ou até outros gêneros, os elfos e dragões reinam em 90% do que eu mestro (para o horror da minha patroa). De uns tempos pra cá ainda passei a preferir o tom mais sóbrio e <em>hardcore</em> da fantasia, com intrigas, magia perigosa e personagens mais humanos, em parte culpa de Berserk (e os romances que inspiraram o mangá, <a class="zem_slink" title="The Black Company (novel)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Black_Company_%28novel%29" rel="wikipedia">The Black Company</a> de <a class="zem_slink" title="Glen Cook" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Glen_Cook" rel="wikipedia">Glen Cook</a>), As Crônicas de Gelo e Fogo, os livros de Bernard Cornwell e mais recentemente os contos de Conan, que estou lendo hoje &#8211; <em>shame on me</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-500"></span>Na última sessão de D&amp;D, os jogadores foram a um templo e perguntaram se a igreja não &#8220;alugaria&#8221; um clérigo para ajudar na perigosa missão que eles estavam prestes a desempenhar. Eu quase enfartei com a ideia. Na hora, o PdM (um padre velhinho) deu uma desculpa esfarrapada pra não &#8220;emprestar o profissional&#8221;, mas depois fiquei encasquetado com isso. Detesto esse conceito que os clérigos foram ganhando em D&amp;D. Não aquele sacerdote guerreiro que porventura se junta a tropas ou equipes de heróis para levar a palavra do seu deus e destruir o mal (essa função sempre foi meio dividida pelo sacerdote e pelo paladino), mas um <em>band-aid</em> que faz com que o grupo continue explorando a dungeon ao invés de voltar para casa e lamber as feridas ao fim do dia. Nesse quesito, tenho que tirar o chapéu para a 4E, que criou mecânicas para que o grupo malandrinho pare de olhar para o clérigo desse jeito (embora a classe tenha ficado ensossa, mas isso é outra história).</p>
<p style="text-align:justify;">No D&amp;D 3.5, eu uso um sistema de Pontos de Vida e de Ferimento parecido com o Vitality/Wound Points do <a class="zem_slink" title="Star Wars Roleplaying Game (Wizards of the Coast)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Star_Wars_Roleplaying_Game_%28Wizards_of_the_Coast%29" rel="wikipedia">Star Wars d20</a>, onde os PV (graduais com o nível) são a sorte ou capacidade de diminuir gravidade de ferimentos, enquanto os PF (imutáveis, iguais à CON do personagem) é a sua vitalidade real. Os pontos de vida curam numa taxa de 1/nível/hora, de forma que o combate fica bem cinematográfico e os personagens estão prontos para outra com maior facilidade que no sistema normal. Além dos motivos normais, esse sistema também representa um esforço meu para evitar essa necessidade perpétua de um &#8220;amigo curandeiro&#8221; do lado dos personagens, que claramente vão à &#8220;barraquinha alugar um clérigo&#8221;.</p>
<div id="attachment_502" class="wp-caption alignnone" style="width: 588px"><img class="size-full wp-image-502" title="matando-02s" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/matando-02s.jpg?w=590" alt=""   /><p class="wp-caption-text">Azeem e Robin: clérigo e ladrão (com especialização ranger no OD)</p></div>
<p style="text-align:justify;">Pra mim, o clérigo classe de PJ é como o do AD&amp;D (o texto a seguir é tirado do Livro do Jogador): uma classe similar a certas ordens religiosas de cavalaria da idade média, como os Hospitalários, que se devotam aos serviços da igrejas. O Arcebispo Turpino (de A Canção de Rolando), o mouro Azeem (de Robin Hood &#8211; O Príncipe dos Ladrões) e o sacerdote Thoros de Myr (de As Crônicas de Gelo e Fogo) são bons exemplos de clérigos na minha opinião. Acho muito mais bacana um PJ que se dedique a fazer um desses hospitalários, ou que o grupo encontre alguém assim para lhes acompanhar (um PdM) de forma natural, mas que os templos tenham sacerdotes não-combatentes em sua maioria (claro, temos deuses da guerra e tal, mas no geral é tosco que uma igreja esteja repleta de clérigos disponíveis), ou que, em um sistema que minorize a necessidade de curas mágicas o tempo todo, que andem sem um clérigo do lado.</p>
<p style="text-align:justify;">Não estou usando esse exemplo para reclamar dos meus jogadores (afinal, a culpa não é deles), e sim para refletir um pouco acerca dessas convenções que o D&amp;D nos viciou. Num mundo <em>d&amp;dístico</em>, as cidades estão cheias de barraquinhas de magos que te teleportam ou realizam um desejo com base em uma tabela de preços, ferreiros com coleções de espadas mágicas (banalização de itens mágicos) e igrejas com clérigos de aluguel. Poucos perigos são levados a sério (por causa das ressurreições e curas mágicas), todo dragão solta magias e há um beholder ou um monte de trolls em cada esquina.</p>
<p style="text-align:justify;">Como tenho lido vários autores de fantasia que não caem nesses vícios (ou são anteriores a eles), de modo que possuem sua própria mitologia bem mais concreta e nada pasteurizada, estou cada vez mais tentando matar essas vacas sagradas. Sei que é bom criar uma nova história, em um novo mundo, tudo do zero &#8211; para poder moldar tudo do jeito que eu quiser. Mas o tempo é curto, e meus jogadores têm sido bastante maleáveis em aceitar <em>retcons</em> no mundo em que já jogamos. Assim, estamos atribuindo bônus inerentes (mais uma bola dentro da 4E) nas estatísticas dos personagens e deixando só os itens mágicos especiais, lendários e com nomes bonitos, eliminando o já conhecido <em>efeito árvore de natal</em>. Magos serão sujeitos raros, misteriosos e quase sempre malvistos, com magias normais de combate e outras ritualísticas, e sofredores de altas consequências por abuso do poder perigoso que é a magia. Clérigos serão sacerdotes de batina nas terras civilizadas, xamãs e druidas estranhos nas terras selvagens, e guerreiros sagrados errantes em bandos de aventureiros ou tropas de guerra (adeus, paladinos, virarão kits para guerreiros). Muitos monstros ganharão identidade mais legal e sua aparição será mais importante no jogo &#8211; nada de encontros aleatórios com dragões. E assim, pouco a pouco, vamos transformando nossas campanhas nas aventuras clássicas que crescemos assistindo/lendo e que tanto gostamos! E isso me faz ficar mais tranquilo pra variar o estilo, afinal ninguém é de ferro. =D</p>
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		<title>Plot points para uma narrativa mais compartilhada</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 23:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dan Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Material de Campanha]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá, amigos! Sumi nesta semana, mas é por um bom motivo, peguei 15 dias de férias e queria dormir o máximo que podia neste fim de semana (apesar de ter mestrado bastante). Depois de um jogo esperto da minha crônica de Supernatural em Storytelling, terminei de traduzir e adaptar as minhas regras de plot points, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=487&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Olá, amigos! Sumi nesta semana, mas é por um bom motivo, peguei 15 dias de férias e queria dormir o máximo que podia neste fim de semana (apesar de ter mestrado bastante). Depois de um jogo esperto da minha crônica de Supernatural em Storytelling, terminei de traduzir e adaptar as minhas regras de plot points, ou pontos de trama (mas decidi deixar no original aqui pelo costume).</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-492" title="posts" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/posts.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">Como falei nesse post, esse tipo de mecânica é muito interessante e sempre traz bons frutos à narrativa, e estou aqui compartilhando com vocês tudo que defini para a minha mesa de jogo. Essas regras são para Storytelling, mas assim como tirei elas do <a class="zem_slink" title="Serenity (role-playing game)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Serenity_%28role-playing_game%29" rel="wikipedia">Cortex System</a> e adaptei umas coisinhas de outros sistemas, dá pra usar no seu D&amp;D ou <a class="zem_slink" title="GURPS" href="http://www.sjgames.com/gurps/" rel="homepage">GURPS</a> se você quiser &#8211; para tanto, deixei algumas notas no meio do texto para possíveis adaptações necessárias. Vamos lá!</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-487"></span>Plot points compõem uma ferramenta que permite uma participação maior dos jogadores na estrutura narrativa. São flutuantes e sempre mudam de valor para cada personagem, de modo que é útil representá-los com algo tangível para trocar de mãos entre o narrador e os jogadores, como fichas de pôquer ou feijões.</p>
<h2 style="text-align:justify;">Ganhando plot points</h2>
<p style="text-align:justify;">Os personagens começam o jogo com 6 plot points, e podem ganhar mais durante as sessões (até um máximo de 12). Cada jogador deve manter um controle dos seus pontos ao longo das sessões.</p>
<p style="text-align:justify;">O narrador confere pontos aos jogadores por criar empolgação e aprimorar a diversão na mesa, criando cenas empolgantes com bom roleplay, boas ideias e objetivos completados. Veja abaixo várias sugestões de recompensas para guiar a sua distribuição de plot points &#8211; não hesite em conferir os pontos várias vezes durante a mesma sessão de jogo, toda vez que achar necessário, porque eles movem a história e evitam becos sem saída de trama (quando os jogadores ficam perdidos e não acham mais pistas).</p>
<h3 style="text-align:justify;">Recompensas-Padrão</h3>
<p style="text-align:justify;">Estas são as formas mais comuns de se ganhar plot points.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>• Fodástico (1 a 2 pontos):</strong> o jogador aparece com alguma ideia ninja, interpretação superior, linha de raciocínio interessante ou qualquer outra coisa que todo mundo curtiu. Pontos ganhos assim encorajam mais esse tipo de iniciativa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>• Agiu de acordo (1 ponto):</strong> o personagem age de acordo com sua Virtude/Alinhamento e isto se reflete de forma significativa no jogo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>• Superou um desafio (2 a 4 pontos):</strong> um personagem (ou o grupo) supera um desafio importante. Quanto mais perigosa ou desafiadora for a situação, mais plot points devem ser dados.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>• Objetivo pessoal (3 a 5 pontos):</strong> o PJ conquista um objetivo pessoal, algo significante para ele em um senso dramático, recompensado de acordo com o tamanho do plot. PJs que ajudarem também recebem (sempre dê mais pontos ao dono do objetivo).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>• Objetivo do grupo (4 a 6 pontos):</strong> o time completa uma missão importante e desafiadora, fazendo o jogo andar.</p>
<h3 style="text-align:justify;">Recompensas por Defeitos</h3>
<p style="text-align:justify;">Nem todo sistema tem uma mecânica pra isso, mas um personagem com defeitos tem mais profundidade, melhorando a trama. Defeitos bem interpretados de forma a contribuir com a trama merecem plot points.</p>
<p style="text-align:justify;">Recompensas assim são dadas por iniciativa do jogador que inventa manias e defeitos para <a href="http://newtonrocha.wordpress.com/2012/01/20/nitrovideo-personagens-tridimensionais/" target="_blank">compor um personagem tridimensional</a>, pelo narrador que traz fantasmas do passado para perturbar o PJ, defeitos constantes do personagem (mudez, paraplegia, deformidade…) ou mesmo que deixem ele em perigo direto ou causem dificuldade. Porém, é necessário que se tratem de situações realmente notáveis para a trama, afinal não dá certo um jogador ser recompensado toda vez que encontrar seu inimigo ou tomar um trago!</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-493" title="posts2" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/posts2.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<h3 style="text-align:justify;">Recompensa por Situações Adversas</h3>
<p style="text-align:justify;">Às vezes, a linha narrativa coloca um personagem em uma situação particularmente perigosa ou desvantajosa (aquela hora que todo mundo pensa que o narrador está apelando), deixando-o encurralado. Quando algo completamente alheio ao personagem o prejudica de forma monumental, o narrador pode considerar recompensar os jogadores com plot points, para melhorar suas chances ou ao menos manter sua consciência mais limpa :P. Obviamente, os jogadores não deveriam ganhar pontos a cada vez que uma coisa ruim lhes acontece! Depende do contexto, e as circunstâncias devem ser expressivas o bastante.</p>
<h2 style="text-align:justify;">Gastando plot points</h2>
<p style="text-align:justify;">Hora de jogar a bosta no ventilador! Aqui estão algumas formas para os plot points acumulados dos jogadores ajudarem quando isto acontece.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>• Melhorar ações:</strong> o jogador pode gastar plot points antes de uma jogada para ganhar um bônus de +1 por ponto gasto (ou +2, depende do sistema), a um máximo de +5 (ou +10). O narrador deve decidir se estes bônus se acumulam com os já fornecidos pelo sistema, como o Esforço Heroico de Storytelling ou os Hero Points de Pathfinder.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>• Permanecer vivo:</strong> sabemos que um acerto crítico na hora errada ou uma falha num teste pode encerrar prematuramente a vida de um personagem. O jogador pode gastar plot points para evitar um golpe quando a sorte está contra ele, ou ao menos ser nocauteado ao invés de morrer. Isto deve ser feito apenas quando o dano é declarado, e não depois. A cada ponto gasto, um ponto de dano (ou 1/4 dos PVs, ou algo assim) é negado. No roleplay, considere sorte do personagem.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>• Ações extras:</strong> o jogador pode realizar uma ação extra (no seu turno de combate ou em outro) com o gasto de 2 a 6 plot points (sendo 2 para movimentação, 4 para um ataque e 6 para algo especial, como uma magia, poder ou algo que o valha). Você pode limitar a quantidade de ações, sendo uma ou uma por ponto (ou bônus) de Destreza. Se achar muito apelão, o DM pode permitir apenas agir fora de sua rodada gastando 2 plot points.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>• Manipulação de história: </strong>os jogadores podem modificar a trama de uma forma sutil, porém mais impactante que o normal. Esse tipo de coisa deve ser feita para deixar o jogo mais interessante e divertido, mesmo que não ajude ou ainda atrapalhe o grupo.</p>
<p style="text-align:justify;">O narrador tem o poder total de veto para quem ficar mandão ou inventar algo que vá prejudicar a narrativa, especialmente no tocante a conseguir itens ou conhecimentos que possam resolver tudo sem aquela boa pesquisa, investigação e etc. Melhor usar os plot points para garantir que consigam a coisa sem teste no final da pesquisa do que estragar a cena. Plot points não deveriam alterar os aspectos básicos da história, a natureza de um personagem, mudar eventos principais ou transformar a aventura em um passeio na feira.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-494" title="posts3" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/posts3.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tabela: Plot points e Impacto de História</strong></p>
<table class="widefat">
<thead>
<tr>
<th>Custo</th>
<th>Impacto</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>0-1</td>
<td>Inconsequente (claro que tem espaço no porta-malas)</td>
</tr>
</tbody>
<tbody>
<tr>
<td>2-4</td>
<td>Menor (ainda tenho sal em algum lugar do carro)</td>
</tr>
</tbody>
<tbody>
<tr>
<td>5-6</td>
<td>Moderado (sal e uma espingarda que meu tio Jed emprestou)</td>
</tr>
</tbody>
<tbody>
<tr>
<td>7-8</td>
<td>Significativo (tio Jed tem um amuleto ou dois em casa, não é longe)</td>
</tr>
</tbody>
<tbody>
<tr>
<td>9-10</td>
<td>Maior (não é o tio Jed ali na esquina?)</td>
</tr>
</tbody>
<tbody>
<tr>
<td>11+</td>
<td>Definidor (tio Jed trouxe ajuda e um livro de exorcismo! Uhul!)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;">Confira a tabela de Impacto de História e veja abaixo algumas maneiras que os jogadores podem melhorar a trama.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Velhos amigos:</strong> jogadores podem trazer um personagem de suporte para a cena, alguém que você não tinha pensado que apareceria, se possível. É diferente de vantagens como Contatos e Aliados, porque pode trazer uma aparição one-shot de qualquer pessoa que os PJs conheçam.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tá na mochila (ou do porta-malas):</strong> às vezes os PJs precisam de uma tranqueira para resolver o problema, mas não possuem anotado na ficha &#8211; um pergaminho de teleporte, um terço budista sagrado&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tem sempre um ritual:</strong> os jogadores podem gastar pontos para fazer aparecer aquele ritual, texto antigo ou livro de magias com o poder necessário para continuar a aventura.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Uma bala a mais no tambor:</strong> se você ainda não determinou quantas flechas há na aljava, as músicas do toca-fitas ou o que há à venda na farmácia, não faz mal deixar os jogadores adicionar os detalhes que mais gostam ao jogo.</p>
<p style="text-align:justify;">Certifique-se que os plot points sejam gastos para alterar a história de forma convincente ou subtrair detalhes sutis. Não faz sentido os PJs conhecerem todo mundo em uma cidade onde nunca estiveram. Porém, se um deles já passou o natal por lá, as coisas já ficam mais críveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando um jogador quer gastar pontos, faz a sugestão e entrega ao DM a quantidade que está disposto a gastar, com base em até onde pode ir sem forçar a barra. Se concordar, o narrador guarda os pontos e incorpora a sugestão, do jeito que achar melhor. Ele deveria lembrar ao jogador que tem uma ideia melhor do que vem por aí, então pode precisar ajustar e cortar a gordura. Se acha que a ideia é boa mas deve ser mais cara, é só reduzir o impacto ou pedir mais plot points. Se não embarcou na linha de pensamento do jogador, pode simplesmente rejeitar o &#8220;suborno&#8221; e devolver os pontos. É de bom tom dar-lhe um extra, pelos problemas que está prestes a enfrentar&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">E lembre-se, o bom Mestre nunca deveria deixar que os plot points sejam uma permissão de atrapalhar a história, arruinar a diversão dos outros jogadores ou destruir a aventura.</p>
<br />Filed under: <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/material-de-campanha/'>Material de Campanha</a>, <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/rpg/'>RPG</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biroscanerd.wordpress.com/487/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biroscanerd.wordpress.com/487/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biroscanerd.wordpress.com/487/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biroscanerd.wordpress.com/487/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biroscanerd.wordpress.com/487/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biroscanerd.wordpress.com/487/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biroscanerd.wordpress.com/487/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biroscanerd.wordpress.com/487/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biroscanerd.wordpress.com/487/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biroscanerd.wordpress.com/487/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biroscanerd.wordpress.com/487/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biroscanerd.wordpress.com/487/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biroscanerd.wordpress.com/487/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biroscanerd.wordpress.com/487/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=487&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Estou assistindo #02: Once Upon A Time</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 17:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dan Ramos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E aí amigos! Como sabem, sou maluco por boas séries de TV, e de vez em quando falo sobre uma ou outra aqui. Desta vez vou abordar uma daquelas que eu sempre começo meio com preconceito mas acabo me rendendo à sua qualidade, geralmente por indicação de amigos (foi assim com Dexter e Battlestar Galatica). [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=477&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">E aí amigos! Como sabem, sou maluco por boas séries de TV, e de vez em quando falo sobre uma ou outra aqui. Desta vez vou abordar uma daquelas que eu sempre começo meio com preconceito mas acabo me rendendo à sua qualidade, geralmente por indicação de amigos (foi assim com Dexter e Battlestar Galatica). Estou falando de <strong>Once Upon a Time</strong>, produção do canal ABC que estreou no fim do ano passado. Além de ser uma série muito legal, ainda tem ótimas sacadas.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-482" title="once01" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/once01.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">A série deveria ser uma adaptação de <a class="zem_slink" title="Fables Vol. 1: Legends in Exile" href="http://www.amazon.com/Fables-Vol-1-Legends-Exile/dp/1563899426%3FSubscriptionId%3D0G81C5DAZ03ZR9WH9X82%26tag%3Dzemanta-20%26linkCode%3Dxm2%26camp%3D2025%26creative%3D165953%26creativeASIN%3D1563899426" rel="amazon">Fables</a>, um dos meus títulos favoritos da Vertigo, mas acabou se tornando algo diferente, embora com muitos pontos em comum (o próprio Bill Willingham teve várias conversas positivas com os criadores do show). A trama fala sobre personagens de contos de fada que foram aprisionados em uma cidadezinha americana chamada Storybrooke, no Maine, sem nenhuma memória do seu passado mágico. Isto ocorreu graças a uma maldição perpetrada pela terrível Rainha Má da Branca de Neve (de fato, a fábula mais importante da história).</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-477"></span>Eis que entra na história Emma Swan, uma mulher meio incrédula do mundo que vive de caçar fugitivos. Certa noite, ao voltar para casa, dá de cara com um menino decidido. Henry diz que é seu filho dado anos antes para a adoção, e que fugiu de casa porque sua mãe adotiva é, na verdade, a Rainha Má que aprisionou todos os contos de fada na cidade de Storybrooke. Além disso, diz que Emma é a filha da Branca de Neve que escapou da maldição, e apenas ela pode quebrar o encantamento se voltar com ele para a cidade. Ela leva o menino de volta, mas não para ajudar o menino com essa maluquice (ao menos de início), mas para levá-lo de volta pra casa. Por N motivos, acaba ficando mais tempo do que gostaria na cidade, onde passa a conviver entre descobertas e sua própria incredulidade na história maluca de Henry…</p>
<p style="text-align:justify;">A série tem o elenco formado por Jennifer Morrison (Cameron de House), Ginnifer Goodwin (Johnny &amp; June), Lana Parilla (24 Horas), Josh Dallas (o Fandral de Thor), Jared Gilmore (Mad Men) e Robert Carlyle (dispensa apresentações). No começo Jennifer parece meio insossa, porque a personagem também começa assim, mas ela vai ganhando força como uma justiceira teimosa de passado sombrio. Ginnifer usa uma peruca meio esquisitinha mas é uma bela Branca de Neve. Lana Parilla é uma badgirl gatíssima e muito má, e Carlyle entrega uma interpretação foda como sempre.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://biroscanerd.wordpress.com/2012/01/18/estou-assistindo-02-once-upon-a-time/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2zNw6iCqWXU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Once (apelido carinhoso) parece uma série bobinha e infantil por usar contos de fada, mas não se engane &#8211; tem muita coisa bacana, e é muito mais adulta e sombria do que parece. No desenrolar dos eventos, somos apresentados a uma expansão muito interessante nas histórias clássicas, que cria todo um universo ao redor delas, bastante verossímil e reconhecível. O mundo dos contos de fadas ainda tem magia e esperança, mas tem coisas que não o deixam devendo a nenhum cenário bacana de fantasia medieval, com personagens clássicos ganhando motivações e personalidades excelentes, sem desrespeitar as origens das lendas. A série alterna entre cenas de “antigamente”, com os eventos no mundo fantástico, e cenas atuais na cidadezinha, onde vemos como ficou a versão “normal” de cada personagem.</p>
<p style="text-align:justify;">Só para citar alguns exemplos, temos uma Rainha Má com motivos concretos para odiar e querer a morte da Branca de Neve (aparentemente, a garota fez algo com um ente querido da rainha), e como ela foi virando a bruxa diabólica de vestido preto; Rumpelstiltskin é um antagonista mágico que ferra com a vida de todo mundo que inventa de aceitar um trato com ele para conseguir algo com magia, como ressuscitar um parente ou mudar de vida, mas mesmo ele tem sua história (não vou dar o spoiler); o próprio modo como a Branca e o Príncipe Encantado se conhecem é muito legal, digno de uma aventura de capa-espada de Alexandre Dumas. Combates com dragões, senhores do mal, gigantes e muito mais coolness se relacionam com muita intriga e personagens escrotos na versão sem-magia. O mais legal é que cada personagem de contos de fadas tem uma virtude &#8211; a Branca é boazinha sem parecer idiota, a Emma consegue pegar mentiras no ato (Dr. Lightman?), e assim por diante.</p>
<div id="attachment_483" class="wp-caption alignnone" style="width: 588px"><img class="size-full wp-image-483" title="once02" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/once02.jpg?w=590" alt="Tá precisando de um banho, hein Rumpelstiltskin?"   /><p class="wp-caption-text">Tá precisando de um banho, hein Rumpelstiltskin?</p></div>
<p style="text-align:justify;">Enfim, a série rende muitas ideias bacanas para o RPG, tanto na parte aventuresca da coisa quanto soluções super interessantes para histórias com menos magia e personagens mais profundos. E é legal de assistir, pelo menos se você abrir a cabeça e ver os primeiro quatro episódios (o número que considero necessário para a série te convencer ou não) predisposto a desgostar da parada.</p>
<br />Filed under: <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/papo/'>Papo</a>, <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/tv/'>TV</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biroscanerd.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biroscanerd.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biroscanerd.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biroscanerd.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biroscanerd.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biroscanerd.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biroscanerd.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biroscanerd.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biroscanerd.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biroscanerd.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biroscanerd.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biroscanerd.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biroscanerd.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biroscanerd.wordpress.com/477/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=477&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mantendo a história em movimento: sucessos automáticos</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 03:59:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dan Ramos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das minhas resoluções de ano novo foi tentar ler e jogar outros sistemas &#8211; não necessariamente coisas indies/obscuras -, e o primeiro livro que estou pondo as mãos é o Rastro de Cthulhu, publicado aqui pela Retropunk GD. O sistema GUMSHOE, até onde estou lendo (pouco antes da metade do livro), me causou um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=465&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Uma das minhas resoluções de ano novo foi tentar ler e jogar outros sistemas &#8211; não necessariamente coisas indies/obscuras -, e o primeiro livro que estou pondo as mãos é o <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/204" target="_blank">Rastro de Cthulhu</a></strong>, publicado aqui pela <strong>Retropunk GD</strong>. O sistema <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/203" target="_blank">GUMSHOE</a></strong>, até onde estou lendo (pouco antes da metade do livro), me causou um pouco de estranhamento nas suas regras, mas tem um princípio mecânico muito interessante, que motivou este post.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-467" title="rastro1" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/rastro1.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">O Rastro é baseado no clássico <strong><a class="zem_slink" title="Call of Cthulhu (role-playing game)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Call_of_Cthulhu_%28role-playing_game%29" rel="wikipedia">Call of Cthulhu</a></strong>, mas na maioria dos sistemas, um lance ruim de dados pode atrapalhar uma aventura &#8211; você não achou o diário, por isso não conseguiu o feitiço. As regras GUMSHOE garantem que você encontre o diário, com perícias investigativas onde você só precisa gastar pontos se a tarefa for bastante difícil, mas ao menos na investigação e pesquisa (que é o que <em>realmente</em> move a história em direção ao clímax) você não vai precisar realmente de um teste, a não ser que o sucesso ou falha sejam de alguma forma geradores de drama para a história.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-465"></span>Quer dizer. Atire a primeira pedra o narrador que não precisava que seus jogadores descobrissem essa pista e eles falharam miseravelmente. Quem nunca fez aquela firula maravilhosa com um poder diário ou <em>stunt</em> e, mesmo com tudo a seu favor, errou por causa de um resultado desastroso nos dados? E alguns encontros aleatórios, que eram plausíveis pela região perigosa e necessários para dar XP para aguentar a dungeon no fim da jornada, mas mesmo assim ficam chatos de jogar?</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns sistemas mais tradicionais criaram, ao longo do tempo, mecanismos que tentam diminuir este problema. O D&amp;D, a partir da terceira edição, tem a regra de &#8220;Escolher 10&#8243;, mas ela só se aplica a testes que se faz sem uma tensão aplicada, e não falhas possíveis que não movem a história. O GUMSHOE é o primeiro que vi (atenção, eu não sou um grande conhecedor de sistemas de RPG) que usa esses mecanismos.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sou, e sempre fui, da opinião de que uma história &#8211; qualquer história &#8211; precisa avançar. Cada cena da aventura deve ter uma função, e se isso acontecer ela não fica empacada. Uma mera conversa de taverna não é um empecilho de trama, porque dá profundidade aos personagens e cria laços entre eles. Filmes de grandes mestres, como Tarantino (como a conversa na lanchonete em Cães de Aluguel, onde conhecemos a personalidade de cada personagem), são boas aulas disso.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-468" title="rastro2" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/rastro2.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">Sendo assim, na minha opinião <strong>um teste ou um encontro ou cena repetida não deveria travar o jogo, a não ser que represente um drama ou enriqueça o mesmo.</strong> Quando essas falhas acontecem, além de serem extremamente anti-climáticas (no final de um combate épico, o personagem vai dar o golpe final no vilão à beira do precipício e&#8230; <em>erra</em>), fazem o narrador ter que dar uma volta enorme ou procurar desesperadamente uma outra forma de fazer a trama caminhar. Ao invés de fazer os personagens ficarem dando voltas ou simplesmente não conseguirem achar o que você, bem, quer que eles achem, é bem mais fácil fazer estas pequenas permissões.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu já uso, de certo modo, esse princípio em qualquer mesa que narro. Muitas vezes permito sucessos automáticos em testes que impediriam os personagens de seguir pistas, saltar precipícios que lhes trariam mortes banais (muito embora acrescente drama com falhas, com eles segurando na borda no último momento) e certos ataques extremamente bem descritos que, caso falhassem, poriam a perder todo o esforço dos PJs. Ou então deixo que eles passem por uma área perigosa, e lhes digo para que <em>eles</em> descrevam os encontros aleatórios que acontecem, como eles vencem os monstros e tudo mais, e nós negociamos quantos PVs e recursos perderam. (esta é uma forma de narrativa compartilhada, ainda que tímida). Porém, nunca fiz isso conscientemente, sabendo que fazia a coisa andar mesmo quando os dados não ajudavam. Sei que vários de vocês também fazem isso e não veem nada de mais, mas é como eu sempre digo: pra cada coisa que a gente sabe, tem duas que a gente não sabe e está na nossa cara. Portanto, tem muito narrador por aí que perde bastante tempo ou vê sua história travada por orgulho, competitividade ou mesmo medo de quebrar as regras acostumar mal os jogadores (sabemos que todo jogador tem um<em> espiritozinho malandro</em> na manga).</p>
<p style="text-align:justify;">Falando nisso, sucessos automáticos, se dosados com bom senso, não fazem mal a ninguém. Não é deixar um a cada dez ataques acertarem, nem simplesmente eliminar o risco do jogo &#8211; é usar chances de falha relevantes e dramáticas, e deixar as inúteis ou trava-jogo pra lá. Se o jogador possui boas chances de conseguir e a história depende do sucesso para se mover, tudo certo.</p>
<p style="text-align:justify;">Para narradores que não querem deixar tudo no acordo tácito ou negociação com os jogadores, eu recomendaria o uso de alguma mecânica como<strong> pontos narrativos ou de trama</strong>, ou algo que o valha (vários sistemas possuem, e o <strong>Tio Nitro</strong> <a href="http://newtonrocha.wordpress.com/2008/11/08/pontos-de-narrativa-recompensando-a-boa-interpretacao-no-seu-jogo-de-rpg-versao-alfa-dicas-do-tio-nitro-artigo/" target="_blank">criou uma mecânica do tipo</a>), porém cada sucesso automático teria de passar por estrita aprovação do narrador, de preferência com ele sugerindo o sucesso e não o jogador, com o grupo julgando caso a caso. Acredito que quando o grupo é entrosado ou ao menos se conhece/respeita, não deverá ser um problema.</p>
<p style="text-align:justify;">Então é isso. Espero que tenha ajudado a esclarecer a mente de alguém, dado boas sugestões e isso melhore as histórias de todos nós. E vocês, já fazem isso ou planejam fazer?</p>
<br />Filed under: <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/dicas/'>Dicas</a>, <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/papo/'>Papo</a>, <a href='http://biroscanerd.wordpress.com/category/rpg/'>RPG</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/biroscanerd.wordpress.com/465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/biroscanerd.wordpress.com/465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/biroscanerd.wordpress.com/465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/biroscanerd.wordpress.com/465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/biroscanerd.wordpress.com/465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/biroscanerd.wordpress.com/465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/biroscanerd.wordpress.com/465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/biroscanerd.wordpress.com/465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/biroscanerd.wordpress.com/465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/biroscanerd.wordpress.com/465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/biroscanerd.wordpress.com/465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/biroscanerd.wordpress.com/465/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/biroscanerd.wordpress.com/465/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/biroscanerd.wordpress.com/465/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=465&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>E a Wizards anunciou o D&amp;D 5E!</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 16:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dan Ramos</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Tudo começou em novembro do ano passado, quando <a href="http://www.rolando20.com.br/dd-5e-vindo-por-ai/" target="_blank">Monte Cook voltou à Wizards of the Coast</a> para escrever a coluna <a class="zem_slink" title="Deities &amp; Demigods (Advanced Dungeons &amp; Dragons)" href="http://www.amazon.com/Deities-Demigods-Advanced-Dungeons-Dragons/dp/0935696229%3FSubscriptionId%3D0G81C5DAZ03ZR9WH9X82%26tag%3Dzemanta-20%26linkCode%3Dxm2%26camp%3D2025%26creative%3D165953%26creativeASIN%3D0935696229" rel="amazon">Legends &amp; Lore</a>. Os rumores começaram a fervilhar sobre uma nova edição do RPG mais famoso do mundo. Margaret Weiss, criadora do Dragonlance, largou um “os amigos do Monte disseram que ele está trabalhando na 5E”. Então, quando hoje pela manhã os blogs gringos especializados começaram a dizer que no <a class="zem_slink" title="New York Times" href="http://www.newyorktimes.com" rel="homepage">NY Times</a> publicaria algo sobre D&amp;D, não foi surpresa nenhuma quando o jornal revelou (leia <strong><a href="http://www.nytimes.com/2012/01/10/arts/video-games/dungeons-dragons-remake-uses-players-input.html?pagewanted=1&amp;_r=1" target="_blank">aqui</a></strong>, e a tradução <strong><a href="http://www.falerpg.com.br/site/modules/wordpress/?p=373" target="_blank">aqui</a></strong>) e a Wizards confirmou: <strong><a href="http://www.wizards.com/dnd/Article.aspx?x=dnd/4ll/20120109" target="_blank">uma nova edição de D&amp;D!</a></strong> As redes sociais (que já estavam agitadas) bombaram completamente. De gente desacreditada com uma nova edição em tão pouco tempo (afinal, a 4E foi lançada em 2008) a <em>haters</em> usando de trollagens de oportunidades, D&amp;D prova mais uma vez ser crucial para o aquecimento do mercado do RPG.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-458" title="dnd01" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/dnd01.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">D&amp;D sempre foi, sobretudo nos Estados Unidos, sinônimo de RPG. Já teve desenho animado (um dos melhores da história, desculpaí) e fez muita gente ter lembranças de mundos fantásticos regados a Coca-Cola e salgados guardadas com muito carinho &#8211; me inclua aí -, fazendo muita grana ao longo desses trinta e tantos anos. Quer dizer, sem considerar as besteiras da TSR, a empresa que levava o jogo até os anos 90, quando à beira da falência foi comprada pela <a class="zem_slink" title="Wizards of the Coast" href="http://www.wizards.com/" rel="homepage">Wizards of the Coast</a>, dona do cardgame Magic: The Gathering. Mas nada conseguiu derrubar o D&amp;D de seu pedestal como principal RPG e marca mais rentável do gênero. A partir de 2000, quando a terceira edição foi lançada para atualizar o jogo e renovar os públicos, muitos amantes de AD&amp;D a chamaram de videogame de papel, comparando com jogos como <a class="zem_slink" title="Diablo II" href="http://www.blizzard.com/games/d2/" rel="homepage">Diablo II</a>, que fazia sucesso na época. Mesmo assim cresceu muito, lançou a revolucionária licença <a class="zem_slink" title="Open Game License" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_Game_License" rel="wikipedia">OGL</a>, e em oito anos se desgastou, dando o passo natural de uma nova versão. Já dona da Wizards, a Hasbro via um declínio de vendas desde 2005 (lento mas ainda assim um declínio), e uma empresa gigante precisa de grana, logo era hora de rever os conceitos básicos do jogo.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-456"></span>Os designers então mudaram muita coisa e criaram regras mais equilibradas, modulares e enxutas. Eliminaram várias vacas sagradas do sistema, retiraram vícios (como a magia <em>vanciana</em>) e alteraram o visual e vários aspectos da parte mais lúdica de D&amp;D, como a adição de algumas raças, exclusão de classes do básico e um cenário básico genérico, com a intenção de lançar uma experiência atrativa a públicos de MMORPG e games de fantasia (já que estes se inspiraram em D&amp;D, nada mais justo), e de modo geral mais dinâmica, fantástica e vivaz. Rompendo um pouco, assim, o vínculo com os jogos clássicos de fantasia, tanto no visual, quanto no modo de jogar. (Não me cabe discutir o mérito disso, uma vez que eu sempre achei que era isso mesmo que os jogadores gringos queriam. O jeito deles de jogar D&amp;D sempre foi diferente do jeito brasileiro, e <em>certamente do meu</em>.)</p>
<p style="text-align:justify;">O fato é que a 4E já nasceu polêmica. A Wizards suscitou a maior edition war que eu já vi, com muitos jogadores repudiando o sistema ou a sua nova licença de publicação, chamada GSL, que limitava muito as outras editoras (da OGL surgiram vários jogos originais, alguns tão ou mais interessantes que o D&amp;D), e outros defendendo com unhas e dentes a <em>revolucionária</em> edição. Quando a Paizo lançou o Pathfinder, sua versão do D&amp;D 3.5, foi com um playtest aberto, e tirou muitos jogadores do D&amp;D. A Wizards começou a demitir vários de seus designers (cortes de custos ou diferenças criativas, não sei dizer) e, em menos de 4 anos, lançou uma linha para iniciantes que acabou tendo uma versão alternativa de várias regras do sistema (adotada por vários jogadores da 4E). Assim, depois da Paizo lançar também o seu box de iniciantes, <a class="zem_slink" title="Mike Mearls" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mike_Mearls" rel="wikipedia">Mike Mearls</a> finalmente admitiu que muitos jogadores estavam descontentes e/ou brigando e isto não era bom para o D&amp;D.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-459" title="dnd2" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/dnd2.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">Assim, a Wizards está anunciando a nova edição para 2013, com um playtest aberto onde os fãs podem ajudar a moldar o futuro do jogo. Eles vão ouvir todos os feedbacks dados por eles, buscando uma experiência que leve a essência fundamental de D&amp;D a cada mesa, não importando as diferenças de estilo das campanhas, sendo tão simples ou complexo quanto quiser, com a ação focada no combate, intriga ou exploração. Um D&amp;D mais customizável e aberto para o que você quiser fazer dele, deixando de lado a exultação à mecânica e permitindo muito mais improvisação e criação por parte do DM e dos jogadores. Muitos estão criticando essa postura, mas eu pessoalmente acho uma ótima estratégia. Tá, não dá pra agradar todo mundo, mas é possível sim pesquisar e descobrir uma forma de abranger um público cada vez maior, dando o que a maioria quer. Se souber fazer, tem como ficar <em>massa</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">É inegável que D&amp;D é uma marca poderosa, do contrário a Hasbro já teria descontinuado &#8211; oras, a Redbox nem existiria, não fosse a 4E! (#Trollface) Mais importante ainda é para o segmento, e uma notícia sobre a franquia sempre tem impacto sobre o resto do mercado. Podemos dizer que um possível fôlego extra é, então uma ótima notícia!</p>
<p style="text-align:justify;">E o impacto disso no Brasil? A Devir tinha acabado de anunciar o Essentials em português, e duvido muito que consiga manter o ritmo de livros da 4E e se alinhar com a Wizards até a vinda da 5E (afinal, foram muito menos lançamentos lá fora que na época da terceira edição), já que lançaram quase nada de D&amp;D em 2011. A blogosfera de RPG brasileira deve voltar a se mexer ao longo desse ano, afinal o lançamento da 4E culminou em um <em>boom</em> de blogs (é só comparar antes e depois de 2008), e quem sabe não teremos mais iniciativas de blogs. É material sendo produzido a todo vapor! Nós não temos planos de revisões ou atualizações do Old Dragon (ao menos não em um futuro próximo), mas quem sabe não surgem descontentes com a 5E e não lançam um New Dragon! Ops, já me disseram que existe um.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu pessoalmente fiquei animado com a notícia. Me decepcionei bonito com a 4E, e sou um dos jogadores que prefere regras leves e elásticas para permitir a improvisação, além de não ter problema nenhum com guerreiros que só atacam (por isso adorei o 3:16; pra mim, o que importa é a descrição pura das ações do personagem, e não um respaldo mecânico para 5 ou 6 movimentos diferentes no combate, que no fim ficam repetitivos IMHO) e regras desiquilibradas. Mas, como eu disse, eu sou um tipo de público que a 4E não abrangia. Sempre achei que o problema era eu, mas parece que não é bem assim, certo?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Edit: </strong>vejam aqui a notícia no <a href="http://www.forbes.com/sites/davidewalt/2012/01/09/wizards-announce-new-dungeons-and-dragons-an-inside-look-at-the-game/2/" target="_blank">Forbes</a>, onde David Ewalt diz que já jogou uma aventura preliminar, e curtiu muito os novos caminhos!</p>
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		<title>Discworld, o boardgame</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 16:21:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dan Ramos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá, amigos! Agora sim, como prometido, o primeiro post de verdade do ano. Até que estou com uma produção boa, com vontade de blogar, etecétera. Vamos ver se a falta de tempo me deixará continuar assim. Nesse fim de semana de Réveillon, além de começar a assistir as duras nove horas de Senhor dos Anéis [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=biroscanerd.wordpress.com&amp;blog=26219708&amp;post=443&amp;subd=biroscanerd&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Olá, amigos! Agora sim, como prometido, o primeiro post de verdade do ano. Até que estou com uma produção boa, com vontade de blogar, etecétera. Vamos ver se a falta de tempo me deixará continuar assim. Nesse fim de semana de Réveillon, além de começar a assistir as duras nove horas de Senhor dos Anéis extendido, jogamos um excelente <strong>boardgame</strong> que meu amigo <a href="http://twitter.com/diego_moloch" target="_blank">Diego “Moloch”</a> (o nome do personagem dele em uma campanha minha) comprou na Europa e esperou meses para chegar, mas valeu a pena: a edição Deluxe Megaboga de <strong><a class="zem_slink" title="Discworld" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Discworld" rel="wikipedia">Discworld</a>: <a class="zem_slink" title="Ankh-Morpork" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ankh-Morpork" rel="wikipedia">Ankh Morpork</a></strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-447" title="disc01" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/disc01.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">Se você não conhece Discworld, corra em uma livraria e repare este erro terrível. De qualquer modo, é uma das melhores séries literárias de fantasia da história, escrita pelo velhinho, cavaleiro, mestre e fodão <a class="zem_slink" title="Terry Pratchett" href="http://www.terrypratchett.co.uk/" rel="homepage">Terry Pratchett</a>. Só pra você ter uma ideia, ano passado o cara <strong>FORJOU UMA ESPADA COM METAL DE UM ASTERÓIDE</strong>. Então, encolha-se perante a grandiosidade do cara. Discworld é um mundo fantástico de extrema gozação e humor inglês do melhor estirpe, tirando onda com o gênero e com todo o resto do mundo de forma magistral, com personagens interessantíssimos e tramas completamente sem noção. É um humor inteligente, porém fácil de entender. Saca <a class="zem_slink" title="Monty Python" href="http://www.pythonline.com/" rel="homepage">Monty Python</a>? Então, é Monty Python literário. Imperdível.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-443"></span><strong>Discworld: Ankh Morpork</strong> se situa na maior e mais porcalhona cidade-estado do Disco (como é chamado o mundo de Discworld, uma gigantesca pizza equilibrada por quatro elefantes colossais nas costas de uma tartaruga cósmica voando pelo espaço, chamada Grande A’Tuin; e aí, é ou não é sem noção?), um lugar inacreditavelmente caótico, cheio de burocratas, clérigos, vendedores, magos, ladrões, vigaristas, assassinos e <em>advogados</em>, os piores de todos os facínoras. A cidade quase-medieval com elementos da Europa dos séculos 18 e 19 e ainda da Nova Iorque contemporânea (imagine a baderna disto) é cortada pelo rio Ankh, um rio tão sujo que dá para andar por cima da água. Os mafiosos não jogam ninguém no rio com uma pedra amarrada no pé, porque nunca afundaria. Ela fica entre este rio e o Mar Círculo, sendo um enorme centro comercial. De dragões atacando até as maluquices na Universidade Invisível, escola de magia local (cujo bibliotecário se tornou um macaco porque os livros de magias são repositórios selvagens de octarina, a matéria mágica do cenário), tudo acontece nesta cidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse cenário maluco, Lorde Vetinari ou O Patrício, o homem que governa a cidade, desapareceu. Assim, diversas facções tentam tomar o controle de Ankh-Morpork. Cada jogador encarna uma personalidade com condições de vitória específicas, e deve ao mesmo tempo que mantém seu personagem em segredo, tentar adivinhar as personalidades e motivações dos outros jogadores para impedi-los de vencer (o mais engraçado é que o próprio Vetinari é uma das personalidades, agindo na surdina!).</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-448" title="disc02" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/disc02.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">O jogo lembra muito <strong>Risk</strong>, <a class="zem_slink" title="Game of Thrones" href="http://www.hbo.com/game-of-thrones" rel="homepage">Game of Thrones</a> (que resenharei aqui em breve) e outros jogos de luta pelo poder com um mapa. A ação acontece em um tabuleiro representando o mapa da cidade, dividida pelos bairros e regiões morporkianas. Nele, os jogadores tentam colocar seus <em>minions</em> e construir edifícios com cartas. Algumas cartas puxam eventos, outras possuem coisas para destruir os edifícios e minions alheios, enquanto outras impedem essas ações. Cada uma das 132 cartas é única, e um monte delas tem muitos, mas muitos dos personagens famosos da série &#8211; ao menos os que passam a maior parte dos livros dentro da cidade; ou seja, nada de Duasflor ou Cohen, O Bárbaro. Mas nada paga pegar a carta de Rincewind ou do Bibliotecário!</p>
<p style="text-align:justify;">Ele contém, além do tabuleiro colorido (na edição Deluxe que joguei, mede 64,5 x 56 cm), 132 cartas (101 de jogo, 12 de eventos, 12 de City Area, 7 de personalidades), 91 peças pintadas de resina (sendo 48 minions, 24 edifícios, 4 marcadores de demônios, 3 de troll e 12 de problemas), várias moedas de ouro e prata (feitas de madeira), 4 plaquetas de ajuda para personagens, 1 d12, o manual e um pôster fodão com todos os personagens e a arte da caixa (que eu sinto que o dono NUNCA vai pendurar na parede).</p>
<p style="text-align:justify;">As regras do jogo são ridiculamente simples. Cada jogador tem uma mão, e na sua vez joga uma carta e faz o que ela diz. As cartas têm símbolos muito simples, e cada jogador tem uma plaqueta que explica tudo que elas fazem, as motivações de cada personalidade na cidade e outras coisas. Algumas cartas permitem jogar outra carta (e assim temos jogadores apelões fazendo ações gigantescas), descartar cartas, pedir ou dar cartas a outros jogadores, etc. No fim do seu turno, você repõe sua mão com cartas da pilha de puxar, ficando sempre com cinco. Cada bairro possui um valor de construção, e assim que tiver um minion seu em um bairro você pode construir, e assim usar a “habilidade” daquele bairro (explicada em cartas e na plaqueta de cada jogador). Se mais de um jogador tem minions em determinada região, ninguém pode construir e é colocado um marcador chamado “trouble marker”, para indicar que está rolando confusão naquela parte da cidade (e também porque cada área com um trouble marker impede a construção). Algumas cartas retiram trouble markers, outras inserem, outras tiram minions, e assim vai.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-449" title="disc03" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/disc03.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">Temos ainda moedas de ouro e de prata, tanto para pagar pelas construções e servir de pontos (já explico), quanto para pagar impostos para outros jogadores (que os cobram através de cartas). Algumas cartas te dão empréstimos do banco, a serem pagos no fim do jogo. Alguns eventos são bem legais, como o do dragão, que escolhe aleatoriamente no d12 que área da cidade é varrida do mapa, e o incêndio, que escolhe com o d12 para onde o fogo vai se espalhar. Falando no dado, aliás, esse d12 simplesmente não tem o número 8 &#8211; em Discworld, este é um número arcano e extremamente perigoso, então no lugar de mencioná-lo, as pessoas usam 7+1, 9-1, 4+4… E assim vai. Mais uma das peculiaridades escrotas de Pratchett! O jogo tem ainda marcadores de trolls e demônios, que não usamos dessa vez, mas imagino que sejam postos no tabuleiro através de eventos, e causem muitos problemas (como quase tudo no Disco).</p>
<p style="text-align:justify;">O jogo acaba quando certas condições são cumpridas, de acordo com as personalidades e suas condições. Alguns personagens ganham se todas as cartas da pilha acabarem, outros acabam automaticamente o jogo quando seu turno começa e há mais de 7+1 marcadores no tabuleiro… Aí, a não ser que a regra da personalidade explicitamente diga que alguém ganhou, é hora de contar os pontos, comparando construções, dinheiro e tudo mais.</p>
<p style="text-align:justify;">O redesenho da cidade e seus ilustres habitantes foi feito por uma equipe coordenada por <a class="zem_slink" title="Bernard Pearson" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bernard_Pearson" rel="wikipedia">Bernard Pearson</a> (amigo de Terry Pratchett e escultor de figuras dos personagens e edifícios dos livros). O jogo em si foi criado por Martin Wallace para a Treefrog Games, licenciado pela <a class="zem_slink" title="Mayfair Games" href="http://www.mayfairgames.com" rel="homepage">Mayfair Games</a> nos EUA e Kosmos na Alemanha. Segundo a Boardgamegeek.com, é um jogo diferente do comum de Martin, acostumado a desenhar jogos históricos de guerra.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-450" title="disc04" src="http://biroscanerd.files.wordpress.com/2012/01/disc04.jpg?w=590" alt=""   /></p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, Discworld: Ankh-Morpork é totalmente excelente dentro do que eu espero de boargames. Fácil de aprender (todos jogamos pela primeira vez e foi super rápido), ligeiro de jogar (terminamos cada uma das duas partidas em no máximo 1h30) e muito bem-humorado, proporcionando diversão sem brigas além do amigável. Sei que a versão que joguei é a frescurenta de luxo, mas andei vendo imagens na internet e vi que mesmo a versão normal é muito bonita. Além disso, a história é legal e coerente com o cenário dos livros, coisa que também considero importante.</p>
<p style="text-align:justify;">Então é isso, amigos. Espero que tenham gostado da resenha e ficado curiosos sobre o jogo. Se quiserem comprar, <a href="http://www.amazon.com/MayFair-Games-MFG3305-Discworld-Ankh-Morpork/dp/B005M2629E/ref=sr_1_fkmr0_1?ie=UTF8&amp;qid=1325692090&amp;sr=8-1-fkmr0" target="_blank">aqui o link da Amazon</a>, que está por 39 obamas, e <a href="http://www.treefroggames.com/ankh-morpork-deluxe-edition" target="_blank">aqui o da versão de luxo</a>, por 100 <em>bonovoxes</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Ooook!</em></p>
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