3:16 Carnificina nas Estrelas – mini-reporte e regras alternativas

Como vão, fiéis companheiros de aventuras? Antes de mais nada gostaria de celebrar as quase 800 visitas em apenas um mês deste despretencioso blog pessoal. 
Como eu só acesso logado (e o WP não conta essas visitas), minha mãe está sem internet em casa e minha esposa está sem tempo para tietar o blog, imagino que alguém se interesse por ler as besteiras que escrevo aqui.
Há um tempinho estreei meu 3:16 Carnificina Nas Estrelas, comprado no RPGCON, com meu habitual grupo de jogo. O 3:16 é um dos jogos indies superbacanas que a parceira Retropunk está trazendo, com uma temática bem Starship Troopers (o livro de sci-fi que iniciou essa onda de soldados em battle suits explodindo hordas de aliens), onde os jogadores encarnam soldados que viajam pelas galáxias detonando a escória do universo ou morrendo sem deixar vestígios (mas sempre catando outros personagens para substituir!). 
O jogo ganhou prêmios pelo sistema simples e mortal, e o clima de ação e sarcasmo comum ao gênero. Aliás, sinto que esse sisteminha serve muito bem para jogos de guerra e ação que precise de muita gente na refrega.

Nessa minha sessão, utilizei de forma bem descarada as ideias que o mestre yoda Nitro publicou em seu blog. Narrei essa historinha no planeta de selva que o tio Nitro também pegou emprestado do exemplo do próprio livro, alterando uma coisa aqui e outra ali.

A tropa dos personagens tinha que investigar uma base com quem as tropas perderam contato, e ao chegar no planeta pousaram perto e tiveram de fazer o caminho a pé, porque a base estava envolta em uma névoa radioativa.

No meio do caminho, se depararam com aliens estilo velociraptors que faziam boas emboscadas. No segundo encontro, foram forçados a fugir por um dino colossal (que a gente chamou de overssauro =D). Investigaram um entreposto abandonado, lutaram com aliens voadores em cima de hoverbikes e finalmente encontraram a base. 
Lá, descobriram através do computador central que um cientista estava fazendo experimentos para controlar os dinos, e o confrontaram bem quando ele ia se mandar da base. Mas o overssauro, que estava sofrendo com os sinais de controle, apareceu e devorou o cara, e os personagens tiveram que lidar com ele e um bando de velociraptors furiosos antes de voltar para casa.
Foi muito foda o jogo, apesar de 3:16 ter um quêzinho de campanha (entre as missões, os personagens podem requisitar armas melhores, ganham insígnias, são promovidos…) e eu ter quase certeza que meus jogadores acham ele one-shot demais e não vão querer mais jogar. 
Porém, a experiência me trouxe um zilhão de ideias para expandir o sisteminha e criar novos jogos e adaptações a partir dele. Já tenho em mente uma versão mais propícia para campanhas, com enredo, personagens importantes, descrição de mundos e tudo mais, e uma adaptação de um game antigo que gosto muito, Metroid, já iniciada.
Enquanto isso não acontece, vou trazendo aqui algumas ideias de expansões do jogo e material que eu vá inventando. Por agora, o conceito de marcadores alternativos.
Regra opcional: Marcadores Alternativos
Se você está familiarizado com 3:16, sabe que o narrador usa marcadores de ameaça para contar o tamanho aproximado da força de inimigos que os personagens dos jogadores estão enfrentando em cada encontro. 
Minha ideia é expandir um pouco esse conceito, tanto para criar vilões “solo” que podem ser enfrentados pelos PJs, quanto para criar tropas paupáveis para lutar do lado dos jogadores ou outros tipos legais de contagens.
Como regra geral, dê um jeito de diferenciar os marcadores alternativos dos marcadores de ameaça comuns. Eu uso fichas de pôquer verdinhas pros aliens, então no meu caso foi só pegar as branquinhas e azuis e tudo mais.
Inimigos únicos
Para criar a sensação de inimigos únicos, mais poderosos, como “chefões” ou ameaças “de elite”, basta incluir alguns destes marcadores, diminuindo alguns dos marcadores de ameaça. 
Para não deixar a coisa muito terrível para os jogadores, sugiro que para ameaças ligeiramente mais poderosas (que vão vir aos montes, também), apenas substitua de um para um, mas para ameaças únicas (o velho monstro “solo”), substitua de dois para um (tire dois marcadores de ameaça para cada marcador de solo que colocar).
Ameaças de “elite” agem junto com a geral, mas possuem uma habilidade especial extra (ou apenas diferente, se você for bonzinho) à escolha do narrador. Se os aliens comuns possuem “Emboscada”, esses aliens mais poderosos podem possuir “Blindado”. 
Além disso, todas as mortes dos PJs são consideradas um nível abaixo (um ataque que causaria 2d6 mortes causa apenas d10, e assim vai) para afetar esses aliens.
Ameaças “solo” agem por si só. Ou seja, se você tem aliens normais E um solo, este rola o predomínio e ataques como se fosse um personagem extra. Ele tem uma habilidade especial própria, que pode ser igual à dos outros ou outra (ou ambas), e age com a mesma HA dos demais. Quando os PJs atacam este alienígena, removem um dos seus marcadores de ameaça. 
Logicamente, a ameaça solo deve ter uma quantidade de “pontos de vida” representada por mais de um marcador de ameaça alternativo – eu recomendo entre 3 e 5. Quando os PJs removem todos os marcadores, o bicho morreu. Obviamente, ele conta como UMA morte depois de tudo isso.
Tropas aliadas
Eu particularmente acho que em um jogo de exército, apesar dos PJs serem as estrelas, os aliados e minions devem ser mais que mero cenário, e acho legal os jogadores se sentirem verdadeiramente ajudados pela tropa. Pois bem: ao usar esta regra, o grupo põe um “personagem extra” na mesa, que representa a tropa aliada, e é controlada em combate por todos os jogadores (porém, os jogadores com patente maior deveriam ter mais poder de decisão e rolar os dados).
Este “personagem” tem igualmente 10 pontos entre HC e HFC, um marcador de drogas de combate, um de armadura Mandelbrite e um conjunto de armas referente a um soldado. Ele pode passar de nível e receber upgrades nos equipamentos, mas apenas com um sucesso em HFC do personagem de maior patente no grupo (que não conta como seu Teste de Evolução, mas só pode ser feito uma vez a cada fim de missão). 
Ele não tem Saúde – a integridade da tropa é definida por marcadores alternativos. A tropa tem uma quantidade de marcadores igual a HC + HFC / 2. A quantidade inicial é, logicamente, de 5 marcadores.
Quando os alienígenas causam dano, o narrador joga um valor de “mortes causadas” para eles, apenas para sabermos quantos pobres soldadinhos foram para o saco nesta rodada; a quantidade padrão é bem abstrata, porque não sabemos quantos alienígenas estão fatiando quantos soldados – então, d6 para curta distância, d10 para média e 2d6 para longa (assumindo que os aliens podem atacar à distância, claro). Para outros casos o narrador pode usar o bom senso, ou não. Quando não houverem mais marcadores de tropa aliada na mesa, bem… #EpicFail.
Como a tropa aliada é considerada um personagem extra, não esqueça de contá-la ao distribuir os marcadores de ameaça. Um grupo de 4 personagem + tropa aliada, por exemplo, recebe missões com 25 marcadores ao invés de 20.
Superação de desafios
Se o narrador quiser incluir certos desafios fora de combate para serem superados com jogadas de dados, como impedir o piloto de fugir ou desmantelar um computador, pode usar marcadores alternativos para determinar a dificuldade da coisa. 
A cada sucesso de um personagem, ele retira um marcador da cena. Considere uma tarefa simples como um “encontro” com 2 marcadores, e uma muito difícil com 5. Esses usos não retiram marcadores de ameaça de alienígenas do planeta. Uptade: como muito bem lembrado pelo Vitor, esses testes tipo “desafio de perícias” é feito com jogadas de HFC, sendo que cada sucesso “mataria” um marcador!
Então por hoje é só, pessoals. Espero que tenham curtido, e vaporizem muitos aliens por aí!

5 comentários em “3:16 Carnificina nas Estrelas – mini-reporte e regras alternativas

  1. Muito boas as ideias e acho que dá uma boa melhorada num sistema já ótimo. No “Superação de Desafios” você não faz nenhuma menção, mas acredito que os testes deveriam ser feitos com HFC para “causar dano” na situação ao invés de HC. Assim já diferencia o tipo de ação e faz a galera penar se bombou as Habilidades de Combate :D

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  2. Olá Dan, Adoro tresdesesseis principalmente para apresentar RPG a novatos! O que eu faço com “Solos” é o seguinte, a criatura é enorme e perigosa, incluindo ai uns estágios de evoluçaõ no combate, tipo habilidades, ela vai ter todas as fichas ou parte delas se tiver bolos de minions, e a cada acerto que a criatura receber nas fuças se tira 1, no fim quem dá o golpe derradeiro ou mais golpes ganha uma medalha do comando, conta-se isso como critério de desempate para promoções e quem sabe uma arminha inicial extra no proximo planeta se a criatura realmente era poderosa, ou um upgrande na mendelbrite! Eu sei, estou jogando muito Metroid uhauahuahauha

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  3. Eu sou doido para jogar 3:16. Ainda não consegui meu exemplar, mas nada não. E tu também tá pensando em adaptar Metroid??!?!?!?
    Foi uma das primeiras coisas que eu pensei em fazer quando tivesse familiarizado com o sistema! Por favor poste isso! huahauhauha!

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