Personagem: Remo Soza

E não é que o blog está me ajudando no bloqueio criativo? Depois de postar sobre a síndrome de narrador e minha dificuldade em pensar bons personagens enquanto jogador (bah, não vou linkar, é esse post aí de baixo), alguns amigos me ajudaram nos comentários e eu finalmente consegui parar e pensar num conceito legal. 
Pensei numa ideia, catei várias referências e conceitos legais com as quais queria jogar para incrementar (e resgatei um personagem de um livro bacana de nWoD pra usar de NPC) e deu certo. 
E o melhor, saiu um personagem completinho pra crônica que vou começar a jogar amanhã (True Blood em Mutantes & Malfeitores). Valeu Allana, Bob Mota, Moisés, e um obrigado especial à esposa Elisa, que também ajudou bastante, mas offline. ;)
Aí está o resultado:
Histórico: o mafioso Marc Rocca se aposentou há alguns anos, quando se cansou da vida que levava. Era um dos melhores assassinos da máfia siciliana. Matou mais de 20 sujeitos em toda a sua carreira e nunca foi apanhado. Filhos da puta que mereceram o castigo, e não valiam o que cagavam – mas ainda eram muitas vidas, e ele estava cansado. Fumava e bebia demais para disfarçar o que o corroía por dentro, e em todo bar que entrava, via o rosto daqueles homens.
Então, Marc largou tudo para mudar de vida. Deus sabe que ele ganhava bastante dinheiro e estava mesmo ficando velho. Os rapazes mais jovens queriam ser como ele, e não tardaria a ser a sua cabeça na recompensa oferecida por alguém. Arrancou a promessa dos tios de que o deixariam partir, desde que não interferisse nos negócios. Pegou um avião para os Estados Unidos e sumiu de sua antiga vida.

Remo cresceu forte e esbelto, com o porte italiano e a cor mexicana. Era muito ativo e tinha um futuro garantido de esportista, sendo um dos melhores nadadores, corredores e jogadores de futebol do condado – mas era meio ingênuo, dada sua criação espartana e rígida por parte de pai, onde velhas paranoias nunca morrem. 
Logo cedo se interessou por mecânica, e acabou como ajudante de Mike O´hearn em sua oficina. O garoto tinha um trabalho de adolescente, ia ganhar um carro e o futuro esportivo estava garantido. Porém, era a calma que precede a tempestade.
Ainda assim, Marc não era um cara de ficar parado. Em poucos anos, já comandava um pequeno corredor de tráfico entre Monterrey e Oklahoma City. Nessa época, conheceu Luana Soza, uma bela mexicana cuja família trabalhava para ele. Se apaixonaram, e ele a raptou – deixando novamente seus negócios para trás. Os dois foram morar em Wichita, Texas, onde Marc comprou algumas terras e atipicamente adotou o sobrenome de Luana. Anos felizes se passaram, e eles tiveram um filho.
Os primeiros tiros estilhaçaram vasos, explodiram janelas e arruinaram o escapamento do velho Hummer de Marc. A casa isolada era implacavelmente metralhada enquanto empregados e família corriam pra lá e pra cá em polvorosa, com o combalido ex-mafioso-traficante tentando atirar de volta e proteger os seus. 
O primeiro a morrer foi Juan, o caseiro, com mais de treze buracos ao passar na frente de uma janela de vidro. As camareiras e a governanta Jackie vieram logo depois. Quem, dentre os fantasmas do passado do velho, estavam retornando para cobrar antigas dívidas?
A resposta veio com uma pausa e um grito. Era Enrico, irmão de Luana, atrás de uma vingança efêmera. O mesmo Enrico que ficara em posse dos negócios de Marc em troca da irmã… As maliciosas ironias da vida. Quando o inferno recomeçou, a própria Luana, já com seus quarenta, tentou correr até o irmão para convencê-lo de que aprendera a amar aquele homem. 
Nem Marc, nem Remo conseguiram segurá-la: foi alvejada, repetidas vezes, antes de sequer atravessar os jardins. O próprio Remo, em um tiro de sorte, acertou a cabeça do irmão revoltado, e os demais capangas fugiram ao ouvir sirenes.
Era demais para Marc. Assombrado e destruído, simplesmente deixou algum dinheiro e uma casa na cidade para Remo, e se mudou para um residencial geriátrico, para jogar pôquer com velhos corretores de seguro e nunca mais causar a morte de ninguém. 
Remo, um sobrevivente, acabou herdando a pequena oficina familiar de Mike, incluindo a amizade e contatos com os Dust Ravens MC, um clube nômade de motoqueiros da região. Esta amizade levou Charlie Blackmoor e seus rapazes em uma perseguição em duas rodas que desencavou todos os ex-capangas de Enrico Soza, escondidos por toda a região próxima à fronteira, e enterrá-los em um cânion qualquer.
Hoje em dia, Remo vive uma vida pacata, trabalhando duro e aguardando alerta o próximo fantasma de um passado que não era o seu aparecer para ajustar contas.
Aparência: com seus 25 anos, 1,89m e 91 kg, Remo Soza é um homem de porte, mas esbelto e com ombros largos, graças à ascendência italiana. Era o tipo de criança alta e desajeitada, que fez crescer músculos com a puberdade. Os cabelos castanho-escuros e olhos apertados foram herdados da mãe, bem como o nariz afilado. 
Mantém o cabelo curto e um cavanhaque ralo, e no dia-dia está sempre sujo de óleo de motor, com uma camiseta preta que é sua marca registrada. Bebe pouco e não fuma, mas anda sempre com um zippo clássico cromado no bolso e um óculos de aviador espelhado no rosto, ambos do pai. Dirige o Hummer antigo do pai, que ele mesmo consertou, e tem algum dinheiro guardado que herdou de Marc, mas vive com poucos luxos.
Personalidade: Remo é um sujeito reservado, de poucas palavras e muito trabalho, mas tem um sorriso fácil, sincero e cativante. Faz mais sucesso do que gostaria com as garotas, e tenta ao máximo honrar a memória católica da mãe. É um tanto ingênuo – alguns diriam até simplório -, o tipo clichê de bom moço que não se vê hoje em dia. Porém, aprendeu com o pai a não levar desaforo para casa.
É muito paciente, sobretudo com velhos e crianças, mas das poucas vezes que foi visto furioso, foram necessários cinco homens para segurá-lo. Não espera muito do futuro, e sente que sua vida não tem um propósito muito acertado, além de acreditar que vive os resquícios da vida de outras pessoas (seus pais, seu velho chefe). Talvez tenha perdido as ambições com a morte da mãe. Todavia, quem sabe algo de novo aconteça e sua vida mude, afinal.
Mote: “Se não tem nada de bom pra dizer, melhor não dizer nada.”
Pessoas próximas: Laura, viúva de Mike, seu jovem filho Eric e sua filha Maureen, uma garotinha nerd. Robbie, velho companheiro de corridas e jogador do Wichita Cowboys, sua esposa Dianna e seu filho pequeno Luke. Regina, uma garçonete do Brett´s Pub, um bar local, que vive se jogando nele. Brett Alderman, dono e barman do Brett´s Pub. Charlie Blackmoor, presidente dos Dust Ravens MC, Larry Hunnam, VP, e Raul Munoz, man-at-arms; Pelayo (Pee) e Bernardo (Bernie), ajudantes da oficina. Elena, prima (de Eric) policial. Xerife Damon Carmona, irmão de um dos empregados mortos no ataque à fazenda.

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