Brave

Faz tempo que a Pixar me fascina, tanto porque sou fã inconteste de animação, quanto porque as histórias dos seus “filmes de computador” sempre são belas e emocionantes. Salvo poucas exceções, sempre fico animado com os lançamentos do estúdio, e posso dizer que Valente (Brave) foi um dos que mais esperei este ano. Apesar dos críticos (os chatos de sempre) estarem dizendo que eles perderam a mão e a criatividade graças à Disney, minha expectativa vem do tema – fantasia escocesa pré-medieval, pra me deixar maluco – e da sempre confiança nas animações de qualidade deles. O filme pode não ser o mais original do mundo, mas ainda assim é uma das melhores animações que já assisti, uma fantástica história que no gênero, até tem coisas inovadoras.

Merida, a primeira princesa Disney escocesa e primeira protagonista feminina da Pixar, cresceu absorvendo os valores do pai guerreiro fanfarrão, mas com sua mãe tentando a todo custo transformá-la numa princesa de verdade. Porém, a garota estava decidida a seguir seu destino livre, não queria saber de realeza ou casar com um jovem lorde qualquer, e quando vieram os pretendentes dos clãs para disputar sua mão, resolveu desafiar as tradições e sua mãe e fazer um trato com uma bruxa para mudar completamente o seu destino. Mas as coisas saem errado (senão não teria filme :D), e o reino e sua mãe são postos em um grande perigo. A partir de então todos, inclusive Merida e sua mãe, precisam mudar e aprender para restaurar a paz e a ordem. O filme tem as vozes de Kelly Macdonald (Merida), Billy Connolly (Rei Fergus), Emma Thompson (Rainha Elinor), Julie Walters (A Bruxa), Robbie Coltrane (Lorde Dingwall), Kevin McKidd (Lorde MacGuffin e seu filho) e Craig Ferguson (Lorde Macintosh), e é dirigido/escrito por Mark Andrews, Brenda Chapman e Steve Purcell.
O filme aborda, em sua história simples, os clássicos conceitos da jornada do herói e do conflito mãe e filha (ou pai e filho) de uma maneira mais sóbria e menos melosa que os contos de fada da empresa do Mickey. A protagonista é muito cativante (o cabelo de Merida é um dos maiores #epicwin da história da animação), os demais personagens são todos divertidos e a aparente vilã, a Rainha, acaba sendo apenas uma pessoa crível e nada maligna. A jornada de aprendizado de Merida é pontuada por gags que quase matam de rir, elementos empolgantes de aventura e fantasia, e um visual sensacional, do figurino aos castelos e paisagens naturais escocesas. Impossível evitar os momentos “magia Disney para toda a família”, especialmente nas musiquinhas vergonha-alheia, mas todo o resto compensa, especialmente no fato de Merida não cair em alguns clichês de Hollywood (entenderá quem assistir). Além disso, para nós RPGistas, o filme tem umas sacadas muito legais, incluindo o urso-demônio Mor’du.
No meu caso, além da animação soberba e do visual, meu fanatismo por fantasia e pela civilização celta me fizeram vibrar com tudo, da trilha fantástica (as músicas instrumentais são lindíssimas, e dão uma trilha de RPG soberba) às referências de nomes nos créditos. Em suma, Valente pode até não ser genial como Up ou Wall-E, mas já é um clássico instantâneo e fez seu nome no hall de boas animações, no meu coração e fará na minha estante assim que chegar em DVD. :D

Atualização: esqueci de falar do curta que já é tradição ter antes dos filmes da Pixar! Este em especial, La Luna, é sem dúvida o mais bonito, poético e bem feito de todos. Não posso falar nada dele pra não estragar a surpresa, mas não deixe de assistir (aqui tem um trechinho).

5 comentários em “Brave

  1. Concordo com você, é um filme visualmente muito bacana e mergulha na cultura celta, apesar dos anacronismos… sem os quais, porém, o filme perderia muito do seu apelo. Por exemplo, na época os escoceses ainda não usavam tartan (aquele tecido quadriculado) e muito menos kilt, isso apareceu séculos depois, mas dá pra imaginar aqueles clãs briguentos vestidos de calças e túnicas simples? Nem a pau. :)

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  2. Levei meu filhote de cinco anos para ver Valente e ele adorou cada momento, e lembrando do La Luna (hein? Não, o papai não está chorando, é só um cisco), foi um dos filmes (curto, eu sei, mas preciso) onde ele passou mais tempo de boca aberta fazendo “UAAAUUUU” (logo após Kung Fu Panda). Também ouvi toneladas de críticas derrotistas sobre o Valente antes de assisti-lo, mas senti-me vindicado ao sair da sala de projeção. Aqueles críticos celenterados não saberiam reconhecer um filme bonito e emocionante nem se ele os mordesse em um de seus flagelos.

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