IV Arena das Peças

Neste fim de semana rolou o Arena das Peças, evento mensal de boardgames aqui em João Pessoa. A ação aconteceu das 9h às 19h, numa escola municipal de fácil acesso. Os fãs locais dos jogos de tabuleiros modernos levam muitos jogos e deixam disponíveis para quem quiser babar e jogar, sem frescura. Dessa vez fui determinado a jogar alguma coisa, já que nos anteriores só pude dar uma passada e nem joguei nada – e tome zoação dos colegas :P.
Cheguei às 14h e a coisa já estava fervilhando, reencontrando os broders e viajando naquela enorme mesa cheia de jogos dos mais diversos. Depois de algumas rodadas de papo, era hora de procurar alguém para jogar alguma coisa – acho que a única angústia em um evento de boardgame é essa. Mas os sempre prestativos companheiros organizadores rapidamente arranjaram as coisas e depois de muita indecisão (Elisa entrou em uma mesa de DixIt), apesar de estar a fim de testar também o Munchkin de piratas, optei por finalmente jogar o boardgame Castle Ravenloft.

Ok, jogar D&D em um encontro de boardgames pode soar idiota, mas além de eu realmente querer testar uma versão jogável e honesta da 4E (brincadeira, haters!), não tinha achado jogadores para o Lords of Waterdeep. O jogo é muito bacana e simples de aprender, mesmo que você não jogue RPG. É basicamente exploração clássica de dungeons com miniaturas (muito lindas, por sinal), onde você tem um livro repleto de “aventuras”, bem parecido com Hero Quest. A diferença é que ao invés de uma dungeon prontinha, temos tiles quadrados que se encaixam como um quebra-cabeça, de forma que nenhuma dungeon é igual à outra.
São cinco personagens para os jogadores: guerreiro, clérigo, mago, ladra e ranger. Cada um possui uma categoria de armadura, pontos de vida e uma pequena habilidade que encoraja os jogadores a explorarem a dungeon juntos (o clérigo cura um herói na tile que ele está caso não ataque, o mago dá +1 no ataque a todo mundo na sua tile, etc.). Temos ainda alguns poderes à vontade, utilitários e diários – os dois últimos só podem ser usados uma vez, e você vira a cartinha até aparecer algo que permita que você recupere. Toda rodada você pode atacar, mover, explorar o lugar (aumentando a dungeon e pondo um monstro no tabuleiro) e geralmente puxar uma carta de encontro, que pode ser um evento, ambiente, armadilha ou evento-ataque. Todos os encontros trazem implicações mecânicas que geralmente ferram a galera :P. Matar um monstro dá direito a puxar uma carta de tesouro e ganhar XP por ele (há uma pilha de Experiência onde se coloca as cartas), que serve para passar de nível e negar eventos. Quando um herói cai a 0 PV, pode usar um healing surge (é amigos, nem aqui estamos livres) de uma reserva do grupo.
Se um herói cai e não há mais healing surges, ou se a aventura os derrotar, os jogadores perdem. Se derrotarem a aventura, ganham. Devo dizer que o jogo é muito difícil, e a aventura que jogamos (invadir o Castelo Ravenloft de dia para roubar 12 tesouros) nos derrotou sem dó, apesar de ainda chegarmos a 11 itens mágicos. Há aventuras mais fáceis e difíceis no livro, dando a impressão de ser um BG bastante desafiador.
Infelizmente não pude experimentar nem 10% dos jogos do pessoal, mas já tenho uma sessão de LoW para amanhã marcada e bem, mês que vem tem evento de novo né? Se você é de João Pessoa ou das redondezas, apareça que vale muito a pena!

Atualização: o Rodrigo Costa, um dos organizadores, acabou de me contar uma história muito interessante. Pela manhã apareceram três meninos (e a mãe de um deles) e jogaram um boardgame, e um deles ficou lá pelo resto do dia, jogou Dominion e ganhou de todo mundo! Esse tipo de resposta positiva, de trazer gente para nossos hobbies (especialmente gente tão nova), é o que faz valer o trabalho valer a pena. Vemos isso aqui na editora todos os dias, com testemunhos de gente que trouxe todo um grupo ou que está mestrando Old Dragon para os filhos pequenos. É muito bom!

3 comentários em “IV Arena das Peças

  1. O muleque esqueceu de tudo: da fome, da mãe preocupada em casa, dos amigos (e provavelmente do caminho de volta pra casa). Se ele não tivesse um lapso repentino de memória e tivesse lembrado dessas coisas, acho que ele ficaria até o final do evento. =D

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  2. Foi muito divertido. A presença de Tedson e seus jogos especialmente fantásticos também foi um bônus escelente. Sou suspeita porque simplesmente adoro Dixit. =)

    Fora os jogos de cartas rápidos que são um show à parte. Da próxima vez espero poder jogar Muchikin Chutullu ou de piratas.

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