Cometeram mais um filme de D&D… e eu assisti

Pelo menos ela é gatinha

Assisti no fim de semana o novo filme do Dungeons & Dragons, O Livro da Escuridão, meio por curiosidade científica. O bom é que ele não me decepcionou, já que eu esperava uma titica completa. Aquela produção de filme ruim de TV de canal pobre, com uma historinha escrita por dois macacos bêbados e atores fantasticamente porcos. 

Esse tem um “mérito” sobre os dois primeiros, que é ser mais fiel à edição vigente do D&D. Cenas hilárias, como o personagem principal indo ao Adventurer’s Vault e fazendo uma “feirinha” de itens mágicos, incluindo uma bolsa do espaço infinito, uma espada vorpal e uma armadura do warlord (que o lojista prontamente pergunta: “É Heroic ou Paragon?”) e tudo mais. Parecia mesmo um jogo com gamers americanos, com uma seleção bizarra de personagens das classes mais toscas (um verminlord, uma shadar-kai, um ridículo goliath onde pintaram um cara grandão de branco) e situações que dava pra ver que era atitude sacana de jogador. 

A “história” é a seguinte: um mago do mal teve seu corpo transformardo em um livro profano por deuses malignos, e surgiu uma ordem devotada a Pelor (deus do sol) de paladinos para destruir os seguidores da coisa. Aí o livro foi dividido em três partes (oh really), a capa, as páginas e a tinta, e separado. Aí os paladinos hoje são desacreditados. Nisso, um jovem recruta não consegue fazer o monolito fálico do deus brilhar (um antigo ritual de iniciação desta decadente ordem) e fica #xatiado. De repente um monte de vilões atacam os paladinos com raios brilhantes e só sobrevive o protagonista (lógico), mas seu pai é sequestrado. Então, ele basicamente se junta a um grupo de mercenários dumal para resgatar as partes do livro para um Lorde Dumal, a fim de ganhar sua confiança, resgatar o pai e salvar o dia.
No meio dessa brincadeira (lá vem SPOILERS), eles encontram aleatoriamente um dragão que assolava um vilarejo. O monstro sequestra 5 pessoas, e a shadar-kai pergunta ao ladrão quanto tempo eles têm para chegar ao covil enquanto o bicho está entretido lanchando as pessoas. O ladrão calcula 4h30, porque é 1h para cada adulto e meia hora para a criança que o bichano capturou. No covil do bicho, o paladino salva a shadar-kai pegando seu colar de fireballs e usando a palavra de comando para derrubar uma coluna de pedra no bicho, matando-o. Ele encontra o único prisioneiro vivo do dragão enquanto o grupo pilha o monstro, reclamando que ele era um dragão pobre e por isso morreu. Aí o ladrão cultista estereotipado quer sacrificar o prisioneiro, mas o rapaz o salva dizendo que na vila eles serão aclamados. E isso acontece, e eles passam a comer e beber muito bem – e graças a Game of Thrones, o filme mostra que está antenado com os nerds onanistas e bota uns peitinhos e uma cena soft porn com o goliath, e um costume onanista da shadar-kai (você me salvou, tem o direito de fazer o que quiser com meu corpo), prontamente negado pelo paladino bonzinho. 
Somos lembrados que o grupo é dumal quando eles roubam o tesouro da vila e ficam em um impasse para sair dela quando o prefeito descobre o roubo. A shadar-kai então teletransporta (com algum poderzinho de D&D) seu colar para o pescoço do sujeito para chantageá-lo, e mais uma vez o paladino intervém e o prefeito aceita ficar com metade do tesouro. Mas o verminlord mostra que eles são PJs e fala a palavra de comando, explodindo o prefeito. Depois da pancadaria, eles dividem o loot e notam que dá bem mais grana que a recompensa que o lorde dumal daria, então agora é se separar e ir para a baleia. Mas o paladino precisa ir até o fim, porque seu pai está na fortaleza do lorde, e envenena o goliath que estava de guarda, pondo-o junto com todo o tesouro na bolsa do espaço infinito (sim, ele fez isso) e assim forçando o grupo a ficar junto. É ou não é coisa de jogador? A partir daí, começam uma viagem para o shadowfell, onde está o castelo do vilão, mas vou parar por aqui porque você já deve estar bem revoltado. 
Enfim, não posso dizer que perdi 2h da minha vida porque estava curioso, e assisti 2 filmes bacanas (Snow White and The Huntsman, que Elisa resenhou, e Sombras da Noite, bem divertido) e salvei minha noite. Além disso, salvou-se uma criança morta-viva que ficou bem legal no filme. Mas posso dizer que, feliz ou infelizmente, a fantasia medieval está bem representada o suficiente, com filmes como Senhor dos Aneis ou séries como Game of Thrones, para não precisar de mais filmes de D&D. Quem sabe um dia um filme de Dragon Age?

17 comentários em “Cometeram mais um filme de D&D… e eu assisti

  1. Já me bastou ver o primeiro e segundo filmes de D&D. Eu adoraria ver um filme de D&D com orçamento de blockbuster, um bom diretor e coisa e tal. Seria um jeito de honrarem o nome manchado.

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  2. Eu curti, ainda mais depois dos dois primeiros. Realmente lembra RPG e D&D só que jogando com vilões :3

    Recomendei pro pessoal daqui e gostaram.

    Claro vc tem que ter em mente que é um filme baixo orçamento e meio Indie.

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  3. Youkai, eu pessoalmente acho que qualidade cinematográfica e fidelidade com D&D são coisas inversamente proporcionais. Tipo, fazer um D&D extremamente fiel, na minha opinião, fica meio isso aí, meio galhofa. Claro, posso estar enganado e aparecer um maluco que consiga fazer o que Joss Whedon fez com os Avengers (todos achavam uma tarefa hercúlea um filme de um grupo de Supers egocêntricos dar certo).

    Anderson, o negócio (pra mim) é que ele lembra mais a 4E, que eu não curto :P

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  4. Sim, o filme é sobre a 4ed, e parece q o novo mmo de neverwinter tmb será… mas na boa? eu curti o filme. Tipo, os efeitos sao fracos mesmo, mas o enredo é uma aventura tradicional de D&D, a divergencia de tendencias tmb, as atitudes dos personagens do grupo eu ja vi aos montes nas mesas e player x player entao? mil vezes…. esconder cadaver em bag of hold? varias vezes!!!

    eu acho q no final de tudo, se os filmes fieis a D&D tiverem de ser galhofados, a culpa é nossa hahahah

    gostei do bruxo dos vermes, gostei do “paladino” humano q faz merda, pq a maioria q vejo nas mesas é assim…curti o visual do cara sem boca de shadowfell, o golias ta bem parecido com o esteriotipo do D&D mesmo e so a shardarkai q nao curti… achei a maquiagem um lixo, achei q ela se sentia fodona e no final todo mundo enganava ela e a dublagem nao foi maneira tmb hahaha

    mas eu consegui ver ate o final hehehe

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  5. Bom, pra mim o problema é esse, essas situações de jogo e atitudes de jogadores são ridículas pra serem transpostas pra um filme que faça sucesso. Teriam que dar uma modificada, e tal. Mas enfim, é gosto :P

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  6. ah dan, mas se fosse um filme pra fazer sucesso eu acho q nao iria ser uma producao direto pra tv/dvd…e tlvz fosse usada alguma saga ou conto famoso de D&D…

    eu sempre quis ver uma animação ou filme decente da historia do Drizzt, os tempos das perturbações e as cronicas de dragon lance e ate mesmo o enredo de baldurs gate

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  7. Tem o Dawn of the Seeker, do Dragon Age, e a protagonista é uma NPC que aparece no 2, Cassandra Pentagarst, salvo engano (a escrita tá errada, certeza). Não pareceu ser grande coisa, mas verei quando tiver a oportunidade. :D

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