Kirkwall, a Cidade das Correntes

Olá, amigos! Estou novamente ausente aqui do blog, assim como dando um tempo no ofício de narrador de RPG, mas é por uma boa causa. Como trabalho bastante, preciso pegar o raro tempo livre se quiser me dedicar a algum projeto, e estou escrevendo o documento de referência do meu humilde hack Fantasytelling, a pedidos (e ameaças). Enquanto isso, trago aqui a tradução extremamente livre de uma localização interessantíssima do fascinante mundo de Thedas, do jogo Dragon Age. Como estou avançando no game (finalmente), jogando com meu irmão Rafael e planejando umas aventuras nesse fantástico cenário, comecei a juntar material. Kirkwall (que a Jambô traduziu como Muralha de Kirk, mas eu preferi deixar no original aqui por causa da sonoridade e costume) é uma cidade com uma história intrigante, que pode ser inserida em muitos mundos de fantasia e portanto inspirar vocês mesmo que não curtam/conheçam Dragon Age. Peguei uma tradução feita por Rafael a partir do Dragon Age Wikia e expandi com material adicional tirado da própria wiki e do site da Bioware.

Kirkwall (também conhecida como Cidade das Correntes) é uma cidade-estado costeira e um grande centro populacional localizado nas Planícies Livres, um grupo de cidades-estados situado no leste de Thedas. Está no extremo sul das Montanhas Vimmark, a leste da Floresta Planasene e a norte de Ferelden, do outro lado do Mar Desperto. Ela é o cenário do jogo Dragon Age II, onde o personagem principal Hawke se torna o Campeão de Kirkwall.

Qualquer navio que se aproxime de Kirkwall verá antes as falésias – a “muralha” que dá nome à cidade – a quilômetros de distância. Este penhasco é feito da mesma pedra negra da qual a cidade é construída, um panteão de guardiões vis que representam os Velhos Deuses esculpidos em sua face. Ao longo dos anos, o Coro foi apagando muitos destes profanos sentinelas, mas é quase impossível destruir a todos. Um canal foi escavado neste penhasco, permitindo que navios naveguem através de um corredor escuro com paredes escarpadas de centenas de metros de altura até o interior da cidade. Flanqueando ambos os lados do canal estão os “Gêmeos de Kirkwall”, duas enormes estátuas de bronze que estão presentes aqui por gerações. A cidade fica próxima ao ponto mais estreito do Mar Desperto, e duas correntes maciças ficam erguidas entre as estátuas e um farol localizado em um afloramento de rocha que marca o limite da faixa navegável. Ao estender as correntes do farol até os gêmeos, a cidade é capaz de fechar a linha do mar, podendo cobrar pedágios para conceder passagens aos navios. Este domínio sobre o tráfego marítimo é zelosamente guardado pelos governantes em constante mudança, já que portagens, impostos e extorsões costumam dar muito lucro; as políticas transitórias de Kirkwall são tão brutais e traiçoeiras como suas correntes marítimas.
A cidade é rica graças à sua posição no Mar Desperto, mas ainda há muitas áreas decrépitas. Muito da destruição causada quando o Império caiu nunca foi nem poderá ser reparada. Embora o Coro e o Forte sejam visíveis da maior parte da cidade, é fácil se perder no labirinto dos Salões dos Anões, e grupos de foras-da-lei espreitam aqueles que viajam através da Cidade Baixa sem um guia ou mapa confiável. A Cidade Baixa está perpetuamente sufocada na fumaça preta ondulante das muitas fundições. Quando o ar é limpo pelas tempestades frias de inverno, o uivo funesto do vento soprando sobre as bocas abertas de poços abandonados dificilmente é melhor. Estes poços assombrados ocasionalmente irrompem com jatos de gás sufocante, e não é raro encontrar favelas inteiras silenciosamente sufocadas e congeladas no meio da atividade do dia a dia. Fora de Kirkwall, os restos abandonados das antigas pedreiras de escravos ainda permanecem nas montanhas, algumas assombradas por espíritos agarrados às memórias da tortura infligida a eles muito tempo atrás.
História
Houve um tempo em que Kirkwall era conhecida como o limite do mundo. Fundada com o nome de Emerius, em homenagem a seu fundador Magíster Emerius Krayvan, era um posto avançado na orla do Império Tevinter. Os servos dos magísteres (os governantes magocratas do Império) trabalhavam nas pedreiras para retirar azeviche para construir os imponentes templos de Minrathous, a capital do Império. Depois que uma rebelião de escravos quase incendiou até o chão o templo da grande cidade e o Arconte Vanarius Issar escapou do assassinato nas mãos de um escravo elfo, foi determinado que era necessário que o centro de comércio de escravos fosse estabelecido bem longe das partes mais civilizadas do Império. Uma vez que novo posto de escravatura poderia se tornar rico além da imaginação, a concorrência entre os magísteres levou mais de vinte anos para se resolver, resultando em um grande derramamento de sangue na fronteira, bem longe dos olhos do Arconte, com pequenos exércitos de servos e mercenários pegando em armas. Mais da metade dos escravos supostamente morreram nessas batalhas antes de Emerius ser finalmente escolhido, graças ao casamento de seu filho com a filha do Arconte.

O corredor, cheio de tristes estátuas de escravos

Dentro de apenas uma década, uma poderosa fortaleza (que hoje se chama A Forca) foi erguida no penhasco onde Kirkwall está nos dias de hoje. A família Krayvan apadrinhou os próximos três Arcontes e foi uma das forças motrizes por trás da extensão da Estrada Imperial no vale de Ferelden, um movimento que poderia custar-lhes considerável influência política após a resistência das tribos Alamarri (os descendentes dos fereldenianos), lideradas pela profetisa Andraste. Durante seu auge, Emerius era uma joia para rivalizar com as mais poderosas cidades imperiais e o maior centro de civilização fora de Tevinter.

Como as fronteiras do Império lentamente recuaram após a devastação do Primeiro Flagelo e a invasão bárbara posterior, muitos postos na região agora conhecida como Planícies Livres foram cortados dos centros de poder. Numerosos senhores da guerra tentaram consolidar a região em um único reino, mas a resistência prevaleceu. Mais de um milhão de escravos passou pelos seus portões antes do Império eventualmente cair, trazidos pelo de terras élficas e regiões mais bárbaras ao leste e sul através do mar. Eles alimentavam as pedreiras e os fogos das fundições, para produzir o azeviche e o aço que o restante do Império precisava. Os traficantes de escravos enriqueceram sobre as costas dos oprimidos. Emerius era um lugar de escuridão e desespero, um fosso do qual poucos escapavam. Isso se estendeu por quase um século antes da cidade cair em uma revolta de escravos em 25 Antiga (o 25º ano da Era Antiga), que mudou sua história. Na época, Kirkwall era defendida pelo Cadre XIV (também conhecido por Cadre Negro), e servir na cidade era considerado uma punição pela maioria dos soldados imperiais.
A rebelião derradeira começou quando um escravo Alamarri chamado Radun começou a ganhar popularidade e pressionar o poder por melhores condições. Sua crescente influência impedia o tornava intocável para os magísteres, mas eles acabaram o envenenando. Um grupo furioso de simpatizantes de Radun invadiu a Forca e foi massacrado, e assim começou uma sangrenta rebelião. Emerius ardeu em chamas e a Cidade Alta foi saqueada. Os magísteres foram enforcados perante a turba exaltada. Emerius assumiu o novo nome de Kirkwall, com o termo “kirk” remetendo a “preto”, por causa de suas falésias de azeviche. O brasão da cidade, gravado em suas cores heráldicas vermelho e branco, lembra esses dias: uma representação estilizada de um dragão, que evoluiu de um símbolo de rebelião gravado nas incontáveis muralhas durante o tempo que a cidade era um centro de comércio de escravos de Tevinter. A imagem catalizou os escravos que derrubaram os magísteres, e embora seu desenho tenha mudado, o significado continuou o mesmo: é uma cidade em si mesma, em dívida com ninguém.

Uma cidade “industrializada” desde a Era Antiga

A nova cidade, porém, mergulhou na anarquia por mais de uma década, e suas defesas caíram em ruínas. Kirkwall foi conquistada muitas vezes, sua própria independência sofrendo desde a libertação dos escravos. Até que em 7:56 Tempestade (56º ano da Era da Tempestade, a sétima), invasores Qunari trovejaram em Kirkwall durante a última das Novas Marchas Exaltadas (as cruzadas religiosas lideradas pelo Coro). As nações de Thedas haviam se juntado em uma tentativa de expulsar os Qunari do continente norte de uma vez por todas. Os exércitos Qunari estavam em retirada, mas em uma jogada desesperada, sua esquadra circundou a costa de Amaranthine e aterrou uma grande força perto da cidade de Ostwick, nas Planícies Livres. Seu plano era surpreender as cidades de Starkhaven e Kirkwall, a primeira para bloquear as estradas que conduzem ao norte e a segunda para bloquear navios vindos de Orlais pelo mar desperto, tudo em um esforço para impedir os suprimentos de chegar aos exércitos de Thedas, que assediavam Rivain. 

O ataque em Starkhaven acabou falhando, mas Kirkwall foi atacada em uma incursão ousada à noite, onde os Qunari usaram seus magos amarrados saarebas em uma exposição de feitiçaria sem precedentes. As muralhas foram derrubadas e a cidade foi tomada, e durante os quatro anos seguintes Kirkwall suportou sua mais árdua ocupação. Boa parte da população foi forçadamente convertida à sua religião e posta em campos de trabalho brutais. As antigas senzalas da Cidade Baixa, ainda intactas depois de séculos, serviram perfeitamente para os Qunari controlar o povo da cidade. Ela foi libertada pelo famoso chevalier orlesiano Ser Michel Lafaille. Quando ele entreou na cidade, após derrotar os defensores Qunari, escreveu: “Kirkwall está cheio de pessoas com olhos vazios que tiveram todo o pensamento independente tirado de si.” Lafaille foi nomeado Visconde da cidade pelo imperador orlesiano em 7:60 Tempestade, e tomou como missão pessoal desfazer o condicionamento religioso, além de formar a Guarda de Kirkwall para atuar como defensores da cidade. Sua linhagem permaneceu popular o suficiente para que, quando a cidade finalmente se rebelasse contra o domínio orlesiano em 8:05 Abençoada (5º ano da Era Abençoada, a oitava), o título de “Visconde” foi mantido para os governantes de Kirkwall, apesar de sua origem.
O símbolo da vitória sobre os Qunari

A família Threnhold assumiu um controle agourento da cidade no início da Era do Dragão (a nona), menos de uma semana antes de Maric Theirin retomar o trono de Ferelden das mãos de Orlais. Uma vez que isto foi seguido por uma guerra civil em Antiva (a era maligna das “Três Rainhas”) e um golpe no Império Tevinter, muitos pensaram que a Era do Dragão traria mudanças devastadoras. Talvez fosse uma estimativa precipitada, mas era verdade para Kirkwall. O Visconde de cavalaria Threnhold era um homem cruel que tomou o poder através de uma campanha de intimidação, e seu filho Perrin, que o sucedeu a partir de 9:14 Dragão, foi bem pior. Os impostos eram incapacitantes, e Perrin Threnhold usou as antigas correntes estendidas dos Gêmeos no porto de Kirkwall – que não eram usadas desde as Novas Marchas Exaltadas – para bloquear o tráfego marítimo e cobrar taxas exorbitantes dos navios orlesianos. O império ameaçou invasão após o fechamento da passagem do mar desperto, e pela primeira vez o Coro utilizou os Templários para pressionar o Visconde. Apesar de poderem, sendo a maior força armada da cidade, os Templários não haviam feito nada até então para combater os Threnhold (uma carta do Cavaleiro-Comandante Guylian dizia à Divina Beatrix III que não iria interferir em assuntos políticos, já que estavam em Kirkwall para protegê-la da magia e não dela mesma).

Em resposta à pressão dos Templários, o Visconde Perrin contratou um exército de mercenários para confrontá-los, que invadiram a Forca e penduraram na corda o Cavaleiro-Comandante Guylian. Isto iniciou uma série de batalhas que terminaram com a prisão de Perrin pela Templária Meredith Stannard e o fim do governo da sua família. Promovida a Cavaleira-Comandante, Meredith nomeou Lorde Marlowe Dumar como novo Visconde em 9:21 Dragão com o apoio do Coro. Ficou estabelecido que se a linhagem de um Visconde acabar devido à falta de herdeiros vivos, a nobreza de Kirkwall irá se reunir para eleger uma nova linhagem. Saudados como heróis, os Templários acabaram com uma grande influência na cidade desde então. Kirkwall é independente há mais de cem anos, mas não totalmente livre para definir seus rumos, com a autoridade realmente exercida por uma Templária a partir de um bairro onde escravos eram enforcados (a Forca). Vários nobres da cidade são de origem orlesiana (como as famílias Launcet e Carrac) – como a cidade foi “libertada” dos Qunari por Orlais, assim como Ferelden ou Nevarra, nem todos os habitantes se ressentem dos orlesianos. 
Assim, fundamentalmente, Kirkwall ainda se assemelha à sua antepassada. Sua costa amaldiçoada atrai a gananciosa e esfarrapada escória de Thedas, que é consumida pelos inescrupulosos assim que chega à cidade.
Localidades de Kirkwall



Cidade Escura: uma área abandonada e esquecida de Kirkwall, a Cidade Escura é um antro de desigualdade, onde vivem somente as almas mais dignas de pena. Eles dizem que estão apenas um passo acima do Alienário Élfico, mas ao menos o Alienário não é poluído com o gás sufocante que cobre as ruas em uma névoa tóxica. Muitos refugiados fugiram em desespero para a Cidade Escura através do subsolo e esgotos, depois de encontrar os portões de Kirkwall firmemente fechados devido ao excesso de refugiados do Flagelo de Ferelden.

A Cidade Escura é um antro de crime, com muitas bases de criminosos. Isto se deve à não-existência de guardas nos esgotos, devido ou a Cidade Escura ser um bairro desconhecido, ou a ser considerada uma causa perdida. Escravagistas espreitam a Cidade Escura, provavelmente buscando uma presa muito frágil para lutar. Bandidos e contrabandistas de lyrium usam os túneis o tempo todo. A doença também é comum em Cidade Escura, e seus habitantes doentes dependem da benevolência de estranhos entendidos para curá-los, ou simplesmente esperam a doença se espalhar, sem recursos para comprar remédios.



















Docas: as docas, localizadas na Cidade Baixa, foram construídas com a rocha da pedreira por escravos quando Kirkwall era parte do Império Tevinter. Elas se localizam do lado de fora dos muros crescentes da cidade, que separam a Cidade Baixa do norte da cidade. Ao sul, a Forca pode ser vista através do porto. As docas incluem os distritos ocidental e oriental de armazéns.
Uma seção das docas foi temporariamente “agraciada” com uma comitiva visitante Qunari, cuja esquadra naufragou em Kirkwall graças a uma tempestade em torno de 9:31 Dragão, embora a visita parecesse muito mais com uma tentativa de confinamento do que com uma cortesia. Eles fixaram permanência na cidade em uma área cedida pelo Visconde para “acalmar as tensões”, onde foi construído um edifício chamado Complexo Qunari. Os restos da esquadra destruída foram reciclados para erigir o Complexo, confirmando a intenção da expedição de ficar por tempo indeterminado (já que não repararam os navios).

A Forca





















Forca: estátuas de escravos torturados enchem o pátio da Forca, uma lembrança medonha da história de Kirkwall. Elas não são monumentos ao sofrimento dos escravos – cada centímetro e ângulo do pátio foi concebido pelos magísteres empenhados em quebrar o espírito dos recém-chegados. Execuções ocorriam aqui diariamente, às vezes de hora em hora, e os cadáveres eram pendurados em forcas por todo o pátio. Novos escravos vindos das docas avistavam as punições que os esperavam. A Forca também sedia o Círculo de Magos, a Prisão da Forca, fortaleza da Ordem dos Templários (liderado pela Cavaleira-Comandante Meredith e o Primeiro Encantador Orsino) e vários bazares.

Cidade Baixa: um navio que passa pelas estátuas gêmeas e atravessa o estreito corredor entra em uma área em forma de caldeirão chamada Cidade Baixa de Kirkwall. Esta foi a primeira pedreira, onde os escravos construíram o porto e seus alojamentos na própria face da rocha, antes de novas pedreiras serem necessárias nas montanhas Vimmark além da cidade. A Cidade Baixa é literalmente um fosso onde os escravos eram alojados em salões de engenharia anã, chamado de “calços” na língua popular local. Os calços da Cidade Baixa são planos e marcados pelas cicatrizes de danos não reparados do dano causado pelo desmoronamento de paredes.

Este é o local onde se pode encontrar o Alienário de Kirkwall, elfos que se isolaram em um dos maiores calços, com um grande portão que a Guarda da Cidade fecha durante a noite (para sua segurança, é claro). No Alienário pode-se encontrar a enorme árvore retorcida que os elfos chamam de “vhenadahl”, e possivelmente a única área verde no distrito inteiro. Alguns consideram que é estranho a parte mais pobre da Cidade Baixa ser também a mais colorida e vivaz. Os elfos, pelo menos, confortam-se com o pensamento de que são pobres mas ainda não são os piores em Kirkwall. Esta honra pertence àqueles abaixo, na Cidade Escura, o apelido dado aos verdadeiramente desesperados que se refugiaram nos túneis de esgoto da cidade.
Um recém-chegado vai encontrar na Cidade Baixa um enorme labirinto de favelas e corredores confusos, todos agrupados em torno do movimentado porto feito pelo homem. Claramente visível do centro do porto está a alta fortaleza conhecida como a Forca. Lá, os navios de escravos eram recebidos e seus escravos processados e vendidos. Era uma prisão brutal, reservada para qualquer um que se atreviam a desafiar a autoridade dos magísteres imperiais. Um símbolo de opressão que foi incendiado após a rebelião, mas nunca destruído. Hoje, o Coro a converteu em um quartel maciço para a Ordem dos Templários e uma sede para o Círculo de Magos. Ironicamente, os magos vivem nas celas antes reservadas para os escravos.
As muralhas rochosas que cercam a Cidade Baixa são as maiores além do porto, com ruas mais movimentadas que levam diretamente à Cidade Alta, onde os cidadãos mais ricos de Kirkwall se empoleiram sobre o resto. As escadas para a Cidade Alta sobem por centenas de metros, e costumam gerar uma economia inteira de carregadores que transportam mercadorias de cima abaixo e vice-versa, para não mencionar engenhocas anãs que trazem sextas diretamente e rapidamente pela face do penhasco por uma taxa. Quando alguém está na Cidade Baixa, as paredes rochosas do fosso ao seu redor são tudo que realmente será capaz de ver (se puderem ver algo além dos edifícios abarrotados) – e a Cidade Alta brilha lá no alto, com a Fortaleza do Visconde e o Coro sempre à vista mas sempre fora de alcance.

Cidade Alta: os figurões de Kirwall vivem na Cidade Alta, e dão pouca atenção ao que se passa na Cidade Baixa além de reclamar quando o vento traz o mau cheiro das suas fundições e minas antigas. As pessoas na Cidade Alta se sentem seguras, não porque os muros da cidade são inexpugnáveis, mas porque um invasor teria que subir as escadas da Cidade Baixa para alcançá-los. Muitas batalhas sangrentas foram travadas sobre essas escadas estreitas, e em várias guerras a Cidade Alta se manteve por meses após a Cidade Baixa ser tomada. Os ricos muitas vezes se esquecem, porém, que essas escadas também são a única saída.

Além da Fortaleza do Visconde e da sede do Coro, a Cidade Alta tem lojas refinadas, como a Lâminas de Korval, a Armoraria de Olaf, a Vestes de Jean Luc, a Mercadorias Refinadas de Hubert e a guilda de mercadores, onde se sedia a Bens de Bodahn e Encantamentos Sandals. Embora a Cidade Alta seja uma área tranquila de Kirkwall durante o dia, muitas operações de gangues surgem durante a noite: a Cidade Alta é um centro para muitas facções criminosas. Dizem que o crime é mais forte na Cidade Alta do que em toda Kirkwall.
Montanhas Vimmark: uma longa cadeia de montanhas nas Planícies Livres que se estende paralelamente à costa do mar desperto e separa a estreita faixa costeira no sul (cuja maior cidade é Kirkwall) da bacia do Rio Minanter ao norte (cuja maior cidade é Starkhaven). As Vimmark são repletas de aparições, wyverns e crias das trevas. Os Guardiões Cinzentos deixaram sua marca nas montanhas, deixando para trás estruturas antigas e túneis que datam do Primeiro e do Quarto Flagelo. Dizem que a razão das pragas, violência e maldade de Kirkwall reside no fato de que a cidade foi construída nas cercanias da Prisão de Corypheus, uma antiga cria das trevas preso pelos Guardiões Cinzentos nas montanhas.

As Vimmark e o Monte Partido

A mais alta das montanhas Vimmark é o Monte Partido, com uma temível reputação. A lenda diz que foi o local de uma batalha feroz onde ambos os lados desencadearam horrores do mundo desperto, e criaturas profanas rondam as alturas até o dia presente, sem saber que a guerra para a qual foram convocadas acabou há muito tempo.

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3 comentários em “Kirkwall, a Cidade das Correntes

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