Homem de Ferro 3

E aí, pessoal. Não posto nada há dias porque passei umas raivas e estou sem inspiração para o blog (depois posto sobre isso), mas aqui estou tentando retomar o que curto escrever. E aqui minha opinião sobre o filme de quadrinhos do momento.
Apesar do Homem de Ferro ter se tornado bem mais popular depois do primeiro filme, em 2008, sempre foi um dos meus super-heróis favoritos, junto com Homem-Aranha, Gambit, Wolverine e Batman. Aliás, eu (e um monte de gente) sempre achei ele o Batman da Marvel. Um gênio, playboy, milionário e sacana, mas no fim de tudo apenas um mecânico – é assim que Tony Stark se define no terceiro filme da franquia, que veio arrebentando depois do fantástico Vingadores e mostrando que ainda há espaço para os heróis solo da editora no cinema.
Uma das coisas mais legais sobre essa leva de filme da Marvel Studios, aliás, é a sinergia. Em Homem de Ferro 3, os acontecimentos de Vingadores fizeram diferença no mundo. Todos sabem que existem aliens, se referem a “Nova York” como um acontecimento histórico (e foi), e vamos Tony Stark com crises de pânico e muito medo de perder a única pessoa que aprendeu a amar (Pepper Potts). Veja: ele enfrentou terroristas e malucos, mas em Vingadores, se meteu com deuses nórdicos pandimensionais, experimentos malucos e alienígena, e em um evento onde centenas morreram, simplesmente teve que jogar uma ogiva nuclear em um portal para o espaço profundo, para impedir uma invasão alienígena em massa. É ou não é de pirar a cabeça de qualquer um?
Para piorar, problemas cada vez maiores batem à sua porta: o terror mais uma vez ataca a América na figura do Mandarin, o Governo resolve responder às ameaças com seu próprio herói de armadura (James Rhodes, usando a armadura Máquina de Guerra, rebatizada como Patriota de Ferro) e como sempre acaba refém das próprias ações, e Tony acaba sendo envolvido no contexto. O melhor desse enredo para mim é a coerência – terroristas, bombas, política e uma história sólida. O universo cinematográfico da Marvel é largamente inspirado no universo Ultimate dos quadrinhos, que me fez voltar a ler comics por ser bem mais coerente que o convencional.
Se Homem de Ferro 2 foi quase um passeio no parque (e um filme mediano, para mim), agora Tony Stark é tirado da sua zona de conforto. O Mandarin e o outro vilão, o cientista Aldrich Killian – alguém que foi sacaneado por Tony no passado – transformam sua vida num inferno, e ele passa boa parte da história fora da armadura, tendo que confiar na sua genialidade para escapar dos perigos e resolver os problemas. Ele está mais humano – e suas armaduras, destrutíveis – que nunca, lidando com uma tecnologia chamada Extremis, que transforma humanos em supersoldados com fator de cura, muita força e poder de esquentar as coisas (no pun intended).
Todos os atores estão muito bem em seus papeis aqui, de Rebeca Hall (Maya Hansen) a Jon Fraveau (Happy Hogan), mas o que mais curti foi Guy Pearce e seu teatral Aldrich Killian. É bem legal ver a evolução do relacionamento do casal Stark-Potts nesses filmes, da estabilidade problemática às preocupações um com o outro. E nada melhor do que a dinâmica de Tony com o moleque Harley Keener, ver que o herói ainda é um garotão que se troca com um pirralho é sensacional.
Quando fui assistir à segunda vez, um colega me disse que sentiu falta dos combates de armadura. Bem, eu já acho que este filme está mais movimentado, com uma enorme carga dramática (senti muita falta disso no 2) e tem todos os elementos na dose certa – tiroteios, cenas alucinantes (preste bem atenção na cena do avião, ela fará muito mais sentido se você entender o diálogo!) e humor, a marca do diretor Shane Black (Beijos e Tiros, um filmaço também com Robert Downey Jr.). Além disso, temos um desfile de armaduras no filme, um combate enorme e emocionante onde os fãs dos quadrinhos vão reconhecer diversos trajes de algumas fases do personagem, incluindo a Hulk Buster e aquela toscona dos anos 90 com ombreiras em “tiras”.
Algumas coisas no filme podem irritar, como o fato de ter poucas lutas de armadura. Tem uma coisa lá que frustra MUITA gente num primeiro momento, mas ao menos pra nós, faz todo sentido se considerada a proposta “Ultimate” dos filmes da Marvel. Senti falta de menções ao Capitão América e à Shield, em uma trama com eventos grandes e tudo mais. E o 3D eu não faço ideia (eu e a patroa não podemos mais ver filmes em 3D graças à enxaqueca dela), mas me disseram que não é bom. Mas estou pra ver até hoje um que seja!
Enfim, para mim Homem de Ferro 3 está no top do primeiro, e até agora é o herói da Marvel com os melhores filmes. A propósito, como todo filme da editora, espere para ver a cena pós-creditos. :)
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6 comentários em “Homem de Ferro 3

  1. Eu gostei muito do filme, achei divertido e engraçado, como o universo do homem de ferro é tratado no cinema. Achei meio corrido e achei sensacional a supresa bizarra no meio do filme, tem gnt falando q foi infantil, mas eu achei FODA ahha

    Abç

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