Campanha Aegis – Capítulo 02

Continuando o reporte da campanha reboot. Usamos adaptações de sistema (Storytelling) e cenário (Dragon Age), e dessa vez optei por dividir em capítulos ao invés de sessões, já que vou postar mais (ou menos) de uma sessão.

Anteriormente, o brevalês arqueiro Duncan (Gabriel) foi contratado para buscar os filhos do Barão de Standen, que não haviam retornado de uma viagem. No caminho, encontrou uma aldeia devastada por crias das trevas e o cavaleiro tutor das crianças, moribundo, lhe disse que elas haviam sido levadas para a Floresta Antiga. Ele rastreou as criaturas e encontrou algumas lutando com três anões, a quem ajudou e se juntou.

Esses anões, o guerreiro anão religioso Krank (Rafael) e o batedor anão Faldrik (NPC) faziam parte de um destacamento que chegou a um thaig (colônia) e o encontrou abandonado, seus compatriotas mortos por crias das trevas. Após um combate terrível onde Krank demonstrou dons mágicos de cura (anões não podem usar magia), o líder o baniu para a superfície com a missão de avisar os humanos da ameaça.

Faldrik e seu irmão Barundar (também NPC) seguiram com ele, e não demorou para encontrarem crias das trevas. No combate, um hurlock derrubou Barundar barranco abaixo para a morte. Eles então se juntaram com o arqueiro humano que os ajudou para buscar seu irmão e salvar as crianças que ele procurava.

Neste capítulo, nosso amigo Diego começou a jogar.

Moloch (Diego)

Moloch
Moloch, o Leal e Bom

Moloch Eton é um nevarrano (Nevarra, na minha versão inspirada em Rohan, Dothrakis, etc) paladino (aqui, um caçador de monstros, tipo um Witcher, um guerreiro que tem uma afinidade especial com o Fade e seus espíritos). Ele faz parte da Ordem da Chama Dourada, guerreiros e feiticeiros santos de Azor (deus do sol, bem estilo muçulmano). Na minha versão do cenário, o andrasteanismo é menos poderoso fora de Orlais, Ferelden e Tevinter.

Moloch foi prometido junto ao irmão gêmeo à ordem para curá-los de uma peste. Sete anos depois, o demônio que causara a peste e fora aprisionado pela ordem raptou seu irmão, e um oráculo disse a seu pai que apenas Moloch poderia salvá-lo, pela ligação de gêmeo. Após sagrado paladino, Moloch encontrou a irmã Aleena também sumida. Então seu pai o mandou atrás da Senhora Élfica de Radelathen (uma floresta dos elfos na região onde mestro), para que o guiasse na recuperação de seus irmãos.

Aqui o jogo começou para ele. Após viajar muito chegou a Darrow, uma aldeia pequena com terras de fazenda bem irrigadas. A primeira coisa que viu foi um cadáver rodeado de aldeões. Os camponeses se surpreenderam com a chegada do nevarrano, e a esposa do fazendeiro lhe pediu ajuda ao ver o medalhão do sol em seu peito. O Xerife Dale permitiu a intervenção do paladino. Segundo ele, havia um “demônio” assolando as terras.

Moloch analisou o cadáver, com um buraco chamuscado no lugar do coração. Em seguida se instalou na estalagem do Arvoredo e foi à casa mortuária do Coro para examinar melhor o corpo. Parecia que o coração queimara com algo mais quente que fogo (gelo?). Após a rolagem de Mente + Conhecimento, elenquei algumas possibilidades ao jogador: demônio da ira, fantasma, sombra. Ele já desconfiava o que era.

Na saída, foi abordado pelo sacerdote Hawayn de Azor, que deixou disponível a ele sua biblioteca pessoal (na aldeia há a igreja de Azor e a do Coro, e o sacerdote Hawayn e a madre Linora convivem bem, apesar das diferenças entre sua fé). O sacerdote já combatera criaturas das trevas no passado, e tinha acumulado algum conhecimento.

Voltando para a estalagem, foi abordado por Kathryn, viúva do fazendeiro morto. Ela falou sobre um eremita ancião da floresta chamado O Presciente, que poderia saber algo sobre o “demônio”. Moloch assentiu, e os dois se embrenharam na floresta.

Lá dentro, era hora de um pouco de ação. A mulher gritou quando dois defuntos ambulantes vieram atacá-los! Defendendo o ataque dos mortos (também com o buraco chamuscado no peito), Moloch notou Kathryn exposta ao perigo, tomou sua mão e eles fugiram dos zumbis. Aqui é tenso, até mesmo “meros” zumbis são perigosos, com uma pancada de 6 dados!

A sombra
A sombra

Quando chegaram à cabana d’O Presciente, descrevi algo como a de Ragadhast, bem maluca. O velho permitiu apenas que Moloch entrasse na choça cheia de coisas esotéricas e objetos de bruxaria. Ele disse que o vilarejo estava sofrendo pela obra de seus próprios pecados, e que ele devia ficar antento.

Por fim, liberou a saída de Moloch. Como todo vidente de filme, O Presciente já sabia da missão do paladino e lhe disse para não recusar ajuda e que ele dissesse à Senhora de Radelathen que ele, Arcodrax, o enviara. O jogador quase pirou, porque na versão original de seu personagem, um dragão com esse mesmo nome o enviou atrás do grupo. Nostalgia!

Moloch passou o resto da tarde hitting the books like a Wichester (:D). À noitinha, ouviu-se um grito nas redondezas, e ele e o Xerife foram averiguar. Trilha sonora tensa e eu narrando naquela voz mais grave (é o máximo de terror que consigo), encontraram uma jovem morta na ponte, e seguiram gritos de um rapaz até a floresta. Lá o encontraram prestes a ser morto por uma sombra.

Os dois homens de armas atacaram a criatura, e suas espadas meramente atravessaram a matéria de trevas. Esquivaram de seu toque gélido, e Moloch pegou a tocha do Xerife e a brandiu como uma espada, fazendo a sombra sumir na escuridão da noite (nem precisou de teste para saber disso, afinal é um paladino e o jogador é esperto).

Antes da criatura sumir, no entanto, Moloch pôde ver que ela envergava um medalhão com a mesma marca dos cadáveres…

Duncan e Krank

Alguns quilômetros a norte de Darrow, na Floresta Antiga, Duncan (Gabriel) seguia rastros das crias das trevas por cima de um barranco, enquanto Krank (Rafael) procurava abaixo, sem sucesso, seu irmão no rio enevoado (achou apenas o cadáver do hurlock). Ele discutia com Faldrik (NPC), que insistia que eles voltassem a Korundal.

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De repente uma revoada de corvos de sangue, enormes aves de rapinas maculadas pela doença das crias das trevas, os atacou. Aqui usei as regras de enxame (o pack todo ataca como um só, na rodada de cada personagem, e lhe dá penalidades; além disso, sofre pouco dano físico). Krank ficou “chamando o agro” dos corvos (não precisa de regra pra isso), se protegendo atrás de seu escudo (ele fica com uma boa Defesa e, por usar uma armadura de escamas, reduz bastante dano), enquanto Faldrik atirava virotes nos monstros.

Enquanto isso, Duncan seguiu as crias até achar outra turma se deslocando para o rio, e os viu chegar e se divertir vendo os anões em apuros na outra margem. Notou que um tronco caído servia de ponte, se esgueirou até metade do caminho e matou um genlock com uma flechada. Chamada a atenção, jogou uma corda para Krank e se pendurou no tronco ao levar uma flecha de raspão de outro genlock.

Logo os anões notaram o plano (sem combinação em off!). Krank segurou a corda e passou ao redor de uma árvore ainda levando bicadas, e Faldrik deu um lindo dropkick no tronco bem na hora que as crias das trevas o atravessavam, confiantes; a árvore podre se soltou dos restos de raízes e saiu rolando rio abaixo, levando os monstros (um fugiu). Muito, mas muito legal mesmo quando os jogadores inventam esquemas para dar cabo dos inimigos!

Após enxotar os últimos corvos, os PJs com sangue nos zóio foram atrás do hurlock fujão. Se esconderam em uma saliência abaixo de uma trilha ao ver nada menos que uma grande tropa (!) de crias das trevas, alguns carregando sacolas nas costas. Krank logo se preocupou ao notar que eram mulheres, provavelmente sendo levadas para virarem mães da prole. O líder do destacamento mandou o hurlock fujão e mais alguns para matarem os PJs (mal sabiam que eles estavam ali), e Duncan pôde ver que com um deles, estavam os filhos do Barão. A magia do RPG!

Uma coisa que eu adoro nesse sistema e nunca me canso de dizer é que tem algo nele que deixa monstros que deveriam ser buchas em outros sistemas como inimigos fortes e assustadores, ainda que os PJs se sobressaiam quase sempre.

No próximo capítulo, Moloch caça a sombra do mal ao som de classic rock e Duncan e Krank (com Essência, a medida de heroísmo e força de vontade, zerada) enfrentam mais e mais crias das trevas. Até lá!

9 comentários em “Campanha Aegis – Capítulo 02

  1. Impressionante em como a mortalidade incentiva a criatividade dos jogadores, quando jogo o Old Dragon o pessoal fica louco procurando por formas de derrotar determinada criatura, enquanto que com outros eles esqueciam aquele monte de talentos e ficava no “eu ataco”.

    A organização deste capítulo ficou ótimo, e que ilustração foda a do Moloch! Aguardando ansiosamente pelo próximo capítulo.

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