Os 10 RPGs que mais me marcaram

Os desafios voltaram à moda, e os blogs de RPG brasileiros não ficaram de fora. Há alguns anos tínhamos esse tipo de coisa (que chamávamos de “memes”), e era bem legal.

Pois bem, o Diogo Nogueira (que inventou esse desafio) e o Rafão Araújo me desafiaram a dizer quais os 10 RPGs que me marcaram, e apesar da demora, cá estou eu respondendo.

Pra falar a verdade nem sei se tiveram dez jogos que marcaram minha vida, porque não sou lá um grande experimentador, sou desses quadradões que gostam de jogar efetivamente poucas coisas. Mas vamos tentar.

1) AD&D: comecei a jogar RPG com o D&Dzinho português, mas foi no Advanced Dungeons & Dragons que virei um RPGista de verdade. As mais memoráveis campanhas foram roladas nesse sistema, e a nostalgia só me deixa lembrar dos jogos mais despreocupados, irmãos de armas leais e histórias épicas.

2) 3D&T: quando eu ainda era nível baixo no RPG, esse revolucionário RPG (você tem que reconhecer, mesmo que não goste) tornou o jogo bem mais acessível e trouxe muita gente para o hobby. Comecei a jogar com meus irmãos e primos com ele e narrei muitas campanhas legais de mechas, ação e super-heróis (e Pokémon!).

3) Mago A Ascenção: um jogo que mudou meu modo de ver RPG – geralmente é Vampiro, mas esse nunca me interessou muito. Mago me fez embarcar em tramas densas, me obrigou a ser muito criativo e apresentou todo um mundo novo de possibilidades RPGísticas. Segunda edição, por favor.

4) Castelo Falkenstein: joguei muito pouco, mas junto com Mago, esse jogo me trouxe outra visão do RPG. Ele me voltou mais para o lado narrativo, me deixou tranquilo com sistemas leves sem muita preocupação com equilíbrio e o mais importante, sendo o predileto da minha amada esposa, me fez apreciar mais drama e romance no RPG.

5) Fiasco: responsável pela minha OUTRA mudança na forma de ver o RPG. Depois desse fantástico mezzo-RPG-mezzo-partygame, a narrativa compartilhada entrou de vez nas minhas mesas e as relações de personagens e estruturas de história ficaram muito mais claras (o que facilitou horrores no pouco planejamento de aventuras que faço hoje).

6) D&D 3.0 a 4.0: impossível não citar essas famigeradas edições do Dungeons & Dragons, que a gente associa à derrocada das campanhas que convertemos (segundo um jogador meu). É, no entanto, o jogo onde mais ambientei campanhas como mestre, para o bem ou para o mal. Foi tentando mestrar a 4E para agradar jogadores que cansei de vez do D&D e entrei na busca incessante que culminou nos jogos que mestro hoje.

7) Storytelling: um caso de amor e ódio. O sistema consertou muitos bugs do Storyteller e, estando eu farto do D&D super-heroico, me deu números menores e histórias mais “críveis” e pesadas (não sei explicar, hehe), e me levou a criar o hack que uso para fantasia medieval (o que chamo de Fantasytelling), mesmo que viva às voltas com ele.

8) Old Dragon: quando abusei de vez do D&D, me juntei ao Antonio e ao Fabiano e criamos os conceitos desse d20 simples, clássico e divertidíssimo. Ele passou a ser um dos sistemas cativos que mestro, e só não é o único por algumas diferenças criativas. Mas quando vou a um evento, ou quero rolar um one-shot com o grupo, nem penso em outra coisa: saco logo minha caixa do OD e rolamos aventuras clássicas do balacobaco trik trik rolimã.

9) Dragon Age RPG: junto com os games, ajudaram a definir como é a fantasia medieval que gosto hoje. O RPG tem vários conceitos que me agradaram e inspiraram, principalmente o sistema financeiro (e com o Set 3, tem equipamento a dar com o pau). Não o uso porque (acredite) não gosto de usar só d6 e por algumas diferenças criativas.

10) Tormenta: não cheguei a jogá-lo como jogo completo (TRPG), mas o cenário foi palco das minhas campanhas por um bom tempo, desde 1999 quando nosso mestre nos levou de seu mundo pessoal para Arton. De lá para cá minha mania de mudar e criar em cima deixou o cenário irreconhecível (no começo não tinha muita informação, portanto não tínhamos muita opção, aí já viu) e hoje estou colado em Dragon Age, mas mesmo assim o maior cenário de RPG do Brasil marcou minha vida!

Vou desafiar os companheiros Fabiano Neme (escreve no Redblog rapá), Daniel do Adrenalina RPG (ressuscite o blog!) e o Nume do RPGista!

4 comentários em “Os 10 RPGs que mais me marcaram

  1. No meu caso a lista acho que seria menor, mas seria:

    D&D 3.5 (foi o sistema que me introduziu ao RPG)
    D&D 4e (pra muitos aqui é um tabu, mas foi o sistema que mais narrei, tive uma campanha longa e bem sucedida, exceto no final que deu uma decaida criativa e de decisões que tomei na mesa. Me ensinou bastante a tornar combates interessantes, variados, além de fazer os NPCs e monstros terem regras próprias e não seguir minunciosamente cada regrinha de PC como eu fazia com o 3.5)
    Mutants & Masterminds (primeiro sistema de supers que realmente curti, aprendi o 2e e migrei pro 3e em seguida. Atualmente usarei pra narrar mesas de fantasia mais exóticas)
    Marvel heroic RPG (pra mim virou o sistema definitivo de narrar aventuras de super heróis, muito bom e narrativista)
    Dungeon World (nunca consegui jogar ou narrar mais que uma sessão por tentativa de campanha. Uma pena, ótimo RPG de fantasia estilo D&D, bem simples, narrativista e focado em fazer a ficção se movimentar. Recomendo a todos os fãs de fantasia tanto Old School quanto de ambientações mais modernas, bastando para isso alguns ajustes)

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  2. Como sempre fui o provedor de todos os livros da mesa usando uma mesada que não chegava a 30 reais, sempre tive que conseguir um livro por vez e não tive a chance de variar muito. Não cheguei a experimentar 10 deles mas todos os sistemas que experimentei gostei muito.
    Comecei pelo 3d&T, ainda naquelas revistas especiais que tinham tudo que você precisava saber pra começar seu jogo. A minha era a de Mega Man. Amo o sistema até hoje e cenários como Brigada Ligeira Estelar deram nova vida a ele. Além do fato de que sempre soube combinar preço baixo e diversão.
    Depois conheci o Primeira Aventura, uma porta de entrada criada pelo pessoal da Tormenta quando deixaram a Dragão Brasil ao sistema de licença aberta D20.
    Aí conheci o Ação/D20 System e comecei a explorar. Embora limitado era possível por conta da compatibilidade adaptar regras de outros cenários para ele.
    Só então fui para o clássico D&D, mas em sua edição 3.5.
    E mais recentemente troquei todos os livros de D&D por Tormenta RPG. Já era o cenário que usávamos e como passou a ser atualizado diretamente nesse sistema preferimos fazer a migração.

    Saudações,
    Ace Barros
    Capitão do drakkar Interlúdio, navegando pelo Multiverso X
    multiversox.com.br

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  3. Fala Ace! Não comecei a jogar pelo 3D&T, mas certamente foi um dos primeirões, e mestrei com ele por muito tempo. Inclusive já tive um site famosinho nos anos 2000 (chamava Página dos Defensores, aparecia na DB de vez em quando :P). Sempre gostei do sistema e de tudo de benéfico que ele trouxe pro Brasil. :D

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