Campanha Aegis – Capítulo 05

De volta com o reporte da minha campanha atual de fantasia medieval. Nas caóticas terras das Fronteiras Livres, em Thedas, quatro aventureiros tentam sobreviver e quem sabe alcançar as lendas. O arqueiro Duncan (Gabriel), o anão Krank (Rafael), o paladino do sol Moloch (Diego) e a elfa guerreira arcana Noelle (Elisa).

Anteriormente, Noelle passou por maus bocados para chegar ao fazendeiro Brenon e os dois foram pedir ajuda (sua família estava sendo assolada por um nobre) a um cavaleiro. Duncan e Krank chegaram à vila de Hommlet e se juntaram a Moloch, à mercenária Sabinne, ao guarda Crassus e ao lenhador Slade para ajudar um mercador que teve a mercadoria roubada por crias das trevas. No pântano, derrotaram as crias e salvaram um misterioso espadachim (Noelle, após escapar do ataque ao mercador) de lobos flagelados.

Noites Escuras, Palavras Escuras
Slade, Sabinne e Crassus
Slade, Sabinne e Crassus

Enquanto voltavam à vila, Crassus e Slade falavam dos rastros dos monstros, levando a um fortim centro do pântano em ruínas graças a uma chacina perpetrada por um comandante louco. As crias das trevas pelo visto se aquartelavam lá. A estalagem Donzela Acolhedora estava vazia, com o ancião da vila Alvard, o mercador Zoricus (a vítima das crias das trevas), o fazendeiro Brenon (que viera com Noelle na caravana) e o estalajadeiro Gunnar. Zoricus vibrou com a carga recuperada e recompensou os heróis.

Era hora de falar da situação. Segundo Alvard, a vila era protegida pelo cavaleiro Ser Rodrik, que servia o Barão de Standen (de onde Duncan viera) e fora pedir ajuda, e 16 soldados dos heróis aposentados Rufus e Berne. Krank sugeriu deixar os filhos do nobre em Hommlet (eles salvaram as crianças na última sessão) e dizer a ele que elas também estão em perigo, obtendo ajuda, mas Duncan e Moloch achavam que isso era sequestro.

Foi uma cena bacana, com pequenas tensões. Brenon insinuou que Duncan podia estar trabalhando para o Barão Kelric, e este disse que podia também meter uma flecha na sua testa (diante disso até eu murchei, que dirá o NPC, hehe). Moloch acabou concordando, Krank convenceu Jaek/Noelle e os dois tranquilizaram Sabinne (que estava disposta a lutar para usar as crianças), e o anão ficou de convencer o arqueiro, e após uma longa conversa Duncan concordou com o plano.

Malditas aranhas

Duncan estranhamente adormeceu na vigília e acordou com as crianças sumidas, sem sinais de sequestro ou fuga. O grupo cavalgou pelas colinas acidentadas em busca dos dois, e ao ouvir um grito, apearam e correram até uma área de pedras num bosque, onde uma aranha gigante ameaçava Daeron e Haleena, os jovens fidalgos. Iniciativa!

A luta foi rápida, emocionante e visceral como sempre. Os heróis estraçalharam a aranha e quando outra apareceu das árvores, Moloch estava bom nos dados e em golpes de lança “solou” a pobre criatura no melhor estilo Oberyn Martell (ele até decidiu continuar com a lança ao invés de espada e escudo).

Alvard, Gunnar, Rufus, Berne, Jellen e Brenon
Alvard, Gunnar, Rufus,
Berne, Jellen e Brenon

Na volta, as crianças confessaram que fugiam do pai, que matara o avô (o antigo barão) após retornar de uma expedição nas Estradas Profundas e queria usar Haleena por ela ser uma recém-descoberta feiticeira (o que explica como eles escaparam de Duncan). O grupo então garantiu não devolvê-los. Na estalagem, Krank os fez se limparem e prometer não fugir de novo, e a menina o curou magicamente (a aranha ferira seu ombro na luta).

Enquanto isso, Noelle e Moloch invadiram uma assembleia da vila e a elfa ampliou magicamente a voz para acalmar todos. Rufus dispensou os aldeões e reuniu o conselho (ele, o mago senil Berne, a curandeira Jellen, Alvard e Gunnar) e o grupo na estalagem. Eles ficaram de investigar o levante dos mortos, descobrir o que as crias das trevas queriam, avisar Ser Rodrik em Standen (se ele estivesse vivo) e pedir-lhe um selo oficial para pedir ajuda à nobreza em Bagrada, a cidade mais próxima (preciso fazer um mapinha, aliás).

Perdido com os plots? Eu recapitulo. O Barão Kelric de Standen voltou de uma expedição mudado, matou o pai e tem anexado terras por meio do terror. Noelle chamou Brenon para salvar a estalagem de seus pais, mas os desmortos mataram sua esposa e filhos e ele queria ajuda de Ser Rodrik. Hommlet estava ameaçada por cria das trevas, que mataram os anões de Vale do Escudo (thaig que Krank ia guarnecer) e infestaram o pântano perto da vila. O protetor das terras, Ser Rodrik, fora pedir ajuda ao Barão Kelric, mas jamais retornara.

Parede de escudos

Crassus levou o grupo ao cemitério da região (cemitérios medievais eram longe das vilas para os mortos não acharem o caminho de volta) e eles viram as tumbas abertas e pegadas indo ao norte; Noelle lembrou da horda de walking dead que viu na viagem com Brenon. Crassus voltou e os heróis foram ao Forte do Massacre, a tal ruína no pântano.

Jaek/Noelle e Duncan se esgueiraram pelo forte, passando por um genlock no passadiço, e através de uma abertura no aposento maior assistiram uma cena grotesca: um hurlock alfa mutilando uma pobre camponesa. Algo rugia em outro aposento, e os dois contaram os inimigos. Uma patrulha voltou, mas os dois escaparam sem ser pegos.

Forte do Massacre, ou Casa Fosso para os entendedores
Forte do Massacre, ou Casa Fosso para os entendedores

Após discutir, os jogadores usaram a abordagem heroica com seus heróis noobs. Duncan deu cabo do genlock e subiu na torre. Noelle, do teto, achou o trunfo das crias – um dragonete flagelado enjaulado – e o matou com suas rajadas de ar (a estratégia foi boa, fazer o que). O resto fez uma mini-parede de escudos e atacou os sentinelas do portão. A elfa derrubou o hurlock alfa no fosso com uma onda trovejante; o líder levantou fulo e a acertou com um machado (e quase a mata), subiu na torre mas Duncan o varou de flechas antes que o alcançasse. Moloch, Krank e Sabinne, no júbilo da batalha, fizeram o sangue das crias das trevas jorrar.

No final estávamos desgastados. Passamos o jogo para D&D 5E (falo disso aqui) no começo da sessão, meio na gambiarra. Usei fichas muito fortes para as crias e a luta durou muito. Mas foi uma carnificina bacana, e todo mundo já sabia a essa altura (e ria em off) que tinha “algo errado” com Jaek, que disfarçava mal sua identidade falsa. :P

O clima segue tenso com a pressão da história e o inverno chegando. Interessante que mesmo usando coisas de D&D e lotando o jogo de plots, até agora o jogo não degringolou. Ainda tem material para alguns reportes antes de chegar ao ponto que paramos (a campanha está em hiato), mas espero que voltemos a jogar logo!

3 comentários em “Campanha Aegis – Capítulo 05

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