Canção Escarlate

Este é o diário de campanha de uma das campanhas mais sensacionais que já mestrei de fantasia medieval. Ela começou como um playtest do meu sistema Fantasytelling, mas logo se tornou regular, uma crônica sobre laços de sangue, juramentos e destinos grandiosos e terríveis.

Jogadores

A primeira sessão, um mero playtest, contou com minha esposa Elisa, meu irmão Rafael e meus amigos Megaron e o casal Allana e Nino. Os dois últimos não continuaram, e no lugar deles entrou Bianca (namorada de Rafael). O grupo permaneceu este até perto do final da campanha, onde nosso velho amigo Diego jogou algumas partidas mas teve que sair antes do final, por falta de tempo.

Sistema de regras

Usamos durante toda a campanha o meu Fantasytelling, um hack do Storytelling, sistema de regras do Novo Mundo das Trevas (Vampiro, Lobisomem, Mago, etc). Com influências de Exalted, do Idade das Trevas (Vampiro e Lobisomem), Vampire: Requiem for Rome, D&D e Dragon Age RPG, levamos a campanha até o fim com alguns tropeços de regra e muitas mudanças, que meus jogadores suportaram e eu agradeço a paciência.

Cenário

Jogamos a campanha inteira no cenário de Tormenta, embora muitíssimo diferente da versão da Jambô Editora. Eu comecei a usar o setting desde o início, quando era um mundo despovoado da finada (agora renascida) Dragão Brasil, e criei tanta coisa que no fim das contas de Tormenta tinha pouco mais de nomes de alguns reinos e deuses.

Toda a campanha se passou no próspero reino de Samburdia, de ricas terras agrícolas, enormes florestas e comércio muito forte. É dito que samburdianos são caipiras ricos que nadam em ouro e vivem bêbados, festejando. A fama vem dos mercadores ao longo do continente artoniano, da rápida frota mercante e dos visitantes e imigrantes do reino.

De fato, Samburdia anda de mãos dadas com o ouro. Seu sistema de comércio está fortemente entrelaçado na cultura, nobreza e latifúndios. Grandes famílias nobres controlam terras e companhias comerciais, a escravidão é legal (teoricamente apenas para pagar dívidas e cumprir penas) e os impostos são altos.

Fora isto, a intensa migração, influência e tentativas de controle de países estrangeiros transformou Samburdia em um imenso caldeirão cultural. Um império chamado Barkal (inspirado em Al-Qadim) dominou o reino por muito tempo, e as nações vizinhas fazem com que cada cantinho de Samburdia traga um pouco de Arton.

Lembra algum país que você conheça? :P

Estilo e tom

Canção Escarlate tem um pouco de tudo. No geral flerta bastante com a fantasia sombria, embora tenha um bocado de aventura estilo Sinbad e Prince of Persia, e um pouquinho de comédia. Metade dos personagens é bastante dramática e a outra é mais tranquila, como é possível notar ao ler os reportes.

A gente já estava bem influenciado por Dragon Age na época que jogou a campanha, e creio que foi a última que rolamos em Arton. A prova é que a primeira aventura eu tirei do Kit do Mestre de DARPG, e usei elementos do jogo em várias histórias a seguir.

Personagens

Tivemos algumas substituições nos personagens que empreenderam essa jornada de vingança, fúria e poder, então vou listar todos, incluindo NPCs que andaram com o grupo.

Eles são:

Moira Brannon (Allana) – Terceira filha da família Brannon, tolloneses que se estabeleceram na fronteira de Samburdia com Portsmouth (aqui, Portian). Criada para ser uma guerreira Templária da Ordem da Espada Justa de Khalmyr, Moira enterrou o pai doente e viu, com tristeza, o inescrupuloso irmão mais velho tomar o controle da família.

Decidida a esquecer sua ascendência, a jovem seguiu com afinco seu treinamento na igreja. Quando sua única irmã querida manifestou os poderes de uma feiticeira e precisou de ajuda para escapar do feudo, tomou para si o fardo de protegê-la e partiu.

Karsus (Rafael) – este guerreiro portiano nasceu pobre e perdeu os pais cedo, em Portian. Acolhido por salteadores de estradas do Bando da Caveira, cresceu assolando as terras de fronteira entre Portian e Samburdia. Ao encontrar o mapa de um tesouro valioso em meio ao butim de uma caravana, foi traído pela gangue, espancado e deixado para morrer nos arredores da vila de Cambur.

Encontrado pela freira Leliana da igreja de Khalmyr, recebeu cuidados e se arrependeu de seus pecados. Juntou-se então à recém-formada Templária Moira em sua marcha exaltada, para se redimir e banir seus fantasmas.

Delphyne Brannon (Elisa) – Segunda dos Brannon de Tollon. Nasceu sob uma lua de sangue, prenunciando uma vida amaldiçoada com a marca de Tenebra. Foi criada pelo tio, o mago Irwin, e despertou mesmo poderes arcanos.

Quando o pai morreu, seu tio não pôde protegê-la da fúria do novo patriarca e do povo, que culpavam sua fama de mau augúrio pelo falecimento. Assim, o enviou com sua irmã mais nova Moira, Templária da Ordem da Espada Justa de Khalmyr, para longe dali.

Delphyne é viciada em magia com poderes da natureza, cura e morte. Ela busca uma cura para sua suposta maldição.

Javier (Megaron) – este jovem e espirituoso espadachim cresceu com a criadagem no castelo de um nobre em Petrynia. Ao encontrar uma carta escrita pelo pai Inigo, que o deixara ali para poupá-lo da vida de pirata, decidiu encontrá-lo. Entrou na tripulação do navio de seu pai, mas descobriu que Inigo desaparecera em um naufrágio e o imediato Vizzini tomara seu lugar. Desconfiado, trouxe a verdade da traição do novo capitão e acabou largado na cadeia do porto de Cambur, deixado para trás quando bandidos levaram o navio e seus tripulantes.

Liberto pela Templária Moira Brannon sob ordem de ajudá-la em sua missão sagrada, conheceu outro homem traído pelos bandidos, o guerreiro Karsus, e os três se tornaram amigos.

Thordric (Nino) – após uma revolta contra o rígido sistema vigente da sociedade anã, Thordric e outros rebelados foram expulsos de Dun Azkral, cidadela anã em Bielefeld (reino próximo a Samburdia). Após vagar por terras ermas, o besteiro encontrou trabalho como guarda-caças para a casa Brannon.

Durante seu tempo com a família, se afeiçoou com os quatro jovens irmãos que viu crescer, e via as donzelas Brannon como filhas. Quando Moira e Delphyne se juntaram em uma viagem sem destino, jurou ao tio delas que as protegeria.

Eeve (Bianca) – uma órfã tollonesa criada no bordel Pérola, na cidade de Mehnat, em Samburdia. Aprendeu desde cedo as artes do prazer e tornou-se uma excelente rameira da cidade.

Ao se meter numa enrascada, foi salva por um grupo de heróis improváveis, e se juntou a eles numa jornada que também a fez tomar gosto pelo arco e flecha, tornando-se uma boa arqueira.

Willer (Diego) – fruto do amor proibido de uma nobre humana e um anão mestre de armas, este tollonês passou a infância fugindo com os pais das famílias da nobre e seu antigo marido. Eles então se esconderam em uma remota ilha no mar próximo a Samburdia.

Seu pai o criou como guerreiro, mas Willer tinha estranhas visões. Foi levado a um círculo de druidas, onde recebeu algum treinamento em divinações, até ver seus pais mortos e sua casa em chamas em um de seus transes. Soube então que aqueles que destruíram sua família estavam em Samburdia, e para lá rumou.

Status e reportes

Canção Escarlate é uma das minhas duas únicas campanhas que foram do início ao fim. Foi muito bom ver que toda a crônica girou em torno dos personagens, baseada em algo que eles precisavam fazer para resolver um problema interno.

A história dos personagens em si não acabou, de modo que um dia devamos voltar a jogar o segundo e conclusivo arco (com outro nome, afinal será outra campanha), mas houve um fechamento aqui.

Sessão 00
Sessão 01
Sessão 02
Sessão 03
Sessão 04
Sessão 05
Sessão 06
Sessão 07
Sessão 08
Sessão 09
Sessão 10
Sessão 11
Sessão 12
Sessão 13
Sessão 14
Sessão 15
Sessão 16
Sessão 17
Sessão 18
Sessão 19
Sessão 20
Sessão 21
Retrospectiva
Sessão 22 (final)

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