Multiclasse e outras regras da casa para Old Dragon

Faz tempo que quero atualizar direito o blog, e estava com o mesmo problema que meu sócio Fabiano Neme, olhando aqui e vendo o #DnDGateBR como primeiro artigo. Reportes geralmente são demorados de escrever (pra mim), então quando surgiu uma discussão no grupo do Old Dragon no Facebook, aproveitei que escrevi um textão por lá pra dar uma agitada por aqui.

Nosso querido Old Dragon é um sistema simples por uma razão, dar combustível para os jogadores e mestres criarem o que quiserem em cima. Tem toneladas de material na internet, e todo mundo tem suas regras da casa e propostas – eu incluso. Este ano o suplemento Companion vai vir com uma porção de regras opcionais com respaldo oficial, mas enquanto ele não chega, vou começar a colocar minhas regras caseiras aqui na mesa do bar, começando pelo combate com duas armas, posturas e multiclasse.

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Preparando aventuras rapidamente (ou Manual do Mestre Sem Tempo)

Há algum tempo sofro com a falta de tempo para preparar sessões de jogo, algo que também minou minha criatividade. Acaba que tenho usado muitas aventuras e ganchos prontos; embora sempre mude as coisas pra adequar ao que gosto, é mais fácil. E nunca fui um mestre da improvisação, ou seja, tenho que ter alguma preparação. Assim, tenho procurado métodos mais práticos.

Depois de ler alguns textos sobre o assunto, incluindo este post do Epic Kingdom e um artigo de Richard Hunt na saudosa Dragon Magazine brasileira (arrumando a bagunça das revistas!), tenho aplicado com sucesso alguns métodos na preparação das minhas aventuras.

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Dano ou consequência

Em RPG, supõe-se que as regras servem à história, mas na maioria dos sistemas que conheço acontece o contrário. Para evitar que a mecânica atrapalhe a narração, a gente costuma quebrar as regras ou improvisar algo na hora.

É o caso, por exemplo, dos hit points (ou similar). Conheço poucos sistemas diferentões que lidam de forma mais servil à narrativa o “caminho para a derrota” (cansaço, stress, ferimentos, whatevs), e de qualquer modo só tenho mestrado D&D (e afins) mesmo. Pra diminuir um pouco esse efeito, ultimamente tenho pensado nessa regrinha meio maluca, que chamo de “dano ou consequência”.

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Um Halloween à brasileira

O Dia das Bruxas (ou Dia do Saci, aqui) surgiu entre os celtas, que associavam o início do ano e do inverno aos mortos. Eles acreditavam que durante a noite havia criaturas sobrenaturais à solta, e isto com o tempo virou uma festa de fantasias de monstros e mídias temáticas.

Não sou muito ufanista, mas também temos lendas bacanas. Elas são uma mistura de mitos indígenas, europeus e outros povos e – como toda lenda original – educavam crianças por meio do medo.

Nossa memória de folclore (folk lore) vem de Monteiro Lobato, e nós nerds achamos tosco ou infantil. Mas essas lendas não são palatáveis para o RPGista médio porque não parecem evocativas o suficiente para o nosso ideal – eurocêntrico – de fantasia.

Então, trago aqui as lendas originais com dicas para adaptá-las ou apenas deixá-las com “mais cara de RPG”.

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O poder do ordinário

Vivemos na era da reviravolta. Praticamente toda história precisa ter plot twists fantásticos, de preferência com mortes de personagens importantes, traições estarrecedoras e verdades secretas que viram o mundo de ponta-cabeça.

Saturamos tanto a reviravolta que hoje ela é lugar comum na narrativa. Ficou previsível. Nas histórias de George R.R. Martin já esperamos que personagens importantes sejam descartados (da forma mais horrenda possível). Pipocam teorias sobre o novo Star Wars, criando mistérios e twists para explodir a cabeça. Está cada vez mais difícil esconder o assassino debaixo do nosso nariz.

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As verdades mutáveis do cenário de campanha

Sempre tive dificuldades para usar um cenário de campanha by the book (acontece com sistemas e aventuras também, mas é outra história). Tenho mania de ajustar ao meu gosto quase sempre a maioria dos aspectos a ponto do produto perder a identidade e eu passar a chamá-lo de “minha versão”. Mas sempre sou assombrado pela ideia de que poderia estar usando o material oficial que não gosto de alguma forma mais inteligente sem desperdiçar.

Hoje mestro minhas campanhas em Thedas, mundo de Dragon Age. Quando terminei DA Inquisition (e sua última expansão, Trespasser), curiosíssimo pra saber mais detalhes sobre o cenário, me deparei com algumas verdades que me deixaram maluco. O jogo revela muitos dos mistérios principais da franquia, coisa grande capaz de enlouquecer qualquer um.

Inicialmente decidi mudar as coisas que não gostei, achei superlativas demais ou que melariam minhas criações para o cenário. Mas então decidi por em prática algumas coisas que já falei aqui no blog sobre a fantasia dentro da fantasia e sabedoria superficial dos anões. Parece confuso, mas já explico.

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