Um Halloween à brasileira

O Dia das Bruxas (ou Dia do Saci, aqui) surgiu entre os celtas, que associavam o início do ano e do inverno aos mortos. Eles acreditavam que durante a noite havia criaturas sobrenaturais à solta, e isto com o tempo virou uma festa de fantasias de monstros e mídias temáticas.

Não sou muito ufanista, mas também temos lendas bacanas. Elas são uma mistura de mitos indígenas, europeus e outros povos e – como toda lenda original – educavam crianças por meio do medo.

Nossa memória de folclore (folk lore) vem de Monteiro Lobato, e nós nerds achamos tosco ou infantil. Mas essas lendas não são palatáveis para o RPGista médio porque não parecem evocativas o suficiente para o nosso ideal – eurocêntrico – de fantasia.

Então, trago aqui as lendas originais com dicas para adaptá-las ou apenas deixá-las com “mais cara de RPG”.

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De volta outra vez

É tempo de tentar, mais uma vez, voltar com meu blog, agora no WordPress (de volta), com visual novo. Novamente vou tentar manter os posts aqui rápidos, pessoais e descompromissados (duvido que consiga, mas não espere muito profissionalismo).

Ironicamente, enquanto escrevo isto, estou preparando jogo pra voltar (amanhã) com minha campanha Canção Escarlate, que reportei toda aqui, inicialmente com um interlúdio e em seguida uma passagem de tempo para o segundo arco, onde ela vai se chamar Guerra Esmeralda.

Mas o foco do post é outro. Falando em voltar, vocês costumam revisitar as coisas das suas campanhas? Trazem de volta locais, NPCs, e até mesmo velhos acontecimentos? Eu faço bastante.

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O poder do ordinário

Vivemos na era da reviravolta. Praticamente toda história precisa ter plot twists fantásticos, de preferência com mortes de personagens importantes, traições estarrecedoras e verdades secretas que viram o mundo de ponta-cabeça.

Saturamos tanto a reviravolta que hoje ela é lugar comum na narrativa. Ficou previsível. Nas histórias de George R.R. Martin já esperamos que personagens importantes sejam descartados (da forma mais horrenda possível). Pipocam teorias sobre o novo Star Wars, criando mistérios e twists para explodir a cabeça. Está cada vez mais difícil esconder o assassino debaixo do nosso nariz.

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As verdades mutáveis do cenário de campanha

Sempre tive dificuldades para usar um cenário de campanha by the book (acontece com sistemas e aventuras também, mas é outra história). Tenho mania de ajustar ao meu gosto quase sempre a maioria dos aspectos a ponto do produto perder a identidade e eu passar a chamá-lo de “minha versão”. Mas sempre sou assombrado pela ideia de que poderia estar usando o material oficial que não gosto de alguma forma mais inteligente sem desperdiçar.

Hoje mestro minhas campanhas em Thedas, mundo de Dragon Age. Quando terminei DA Inquisition (e sua última expansão, Trespasser), curiosíssimo pra saber mais detalhes sobre o cenário, me deparei com algumas verdades que me deixaram maluco. O jogo revela muitos dos mistérios principais da franquia, coisa grande capaz de enlouquecer qualquer um.

Inicialmente decidi mudar as coisas que não gostei, achei superlativas demais ou que melariam minhas criações para o cenário. Mas então decidi por em prática algumas coisas que já falei aqui no blog sobre a fantasia dentro da fantasia e sabedoria superficial dos anões. Parece confuso, mas já explico.

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O homem é o animal mais cruel

Quando eu era um jovem mestre iniciante, usava mais vilões e adversários humanos. Talvez pelas referências de animes, livros e filmes e/ou por não ter grana pra comprar os livros de AD&D (especialmente o dos Monstros). Geralmente estereótipos como mago maligno, guerreirão do mal, cultista-mor, etc. Era mais fácil fazer stats pra eles, porque eu já sabia como fazer enquanto jogador.

Ao longo dos anos, já com livros e internet, os oponentes dos jogadores ficaram cada vez mais monstruosos. Mesmo quando eram vilões, pertenciam a alguma raça monstruosa, como goblinóide, dragão, beholder, devorador de mentes, vampiro, entre outros. Só recentemente voltei a usar mais inimigos humanos. Talvez por ter largado o D&D em prol do Storytelling, um jogo que – não sei explicar a razão – me faz buscar mais referências fora da fantasia “d&deica”, como cinema e literatura, e estruturar melhor as histórias.

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Campanha Aegis – Capítulo 05

De volta com o reporte da minha campanha atual de fantasia medieval. Em Thedas (mundo de Dragon Age), no reino de Artoria (que eu criei, entre as Fronteiras Livres e Nevarra), o anão devoto Krank (Rafael), o nevarrano paladino Moloch (Diego), o arqueiro das terras frias além-fereldanas Duncan (Gabriel) e a elfa guerreira arcana Noelle (Elisa) tentam sobreviver, mas estão destinados a se tornar lendas.

Anteriormente, Noelle passou por maus bocados para chegar ao fazendeiro Brenon e os dois foram pedir ajuda (sua família estava sendo assolada por um nobre) a um cavaleiro. Duncan e Krank chegaram à vila de Hommlet e se juntaram a Moloch, à mercenária Sabinne, ao guarda Crassus e ao lenhador Slade para ajudar um mercador que teve a mercadoria roubada por crias das trevas. No pântano, derrotaram as crias e salvaram um misterioso espadachim (Noelle, após escapar do ataque ao mercador) de lobos flagelados.

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