De volta outra vez

É tempo de tentar, mais uma vez, voltar com meu blog, agora no WordPress (de volta), com visual novo. Novamente vou tentar manter os posts aqui rápidos, pessoais e descompromissados (duvido que consiga, mas não espere muito profissionalismo).

Ironicamente, enquanto escrevo isto, estou preparando jogo pra voltar (amanhã) com minha campanha Canção Escarlate, que reportei toda aqui, inicialmente com um interlúdio e em seguida uma passagem de tempo para o segundo arco, onde ela vai se chamar Guerra Esmeralda.

Mas o foco do post é outro. Falando em voltar, vocês costumam revisitar as coisas das suas campanhas? Trazem de volta locais, NPCs, e até mesmo velhos acontecimentos? Eu faço bastante.

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As verdades mutáveis do cenário de campanha

Sempre tive dificuldades para usar um cenário de campanha by the book (acontece com sistemas e aventuras também, mas é outra história). Tenho mania de ajustar ao meu gosto quase sempre a maioria dos aspectos a ponto do produto perder a identidade e eu passar a chamá-lo de “minha versão”. Mas sempre sou assombrado pela ideia de que poderia estar usando o material oficial que não gosto de alguma forma mais inteligente sem desperdiçar.

Hoje mestro minhas campanhas em Thedas, mundo de Dragon Age. Quando terminei DA Inquisition (e sua última expansão, Trespasser), curiosíssimo pra saber mais detalhes sobre o cenário, me deparei com algumas verdades que me deixaram maluco. O jogo revela muitos dos mistérios principais da franquia, coisa grande capaz de enlouquecer qualquer um.

Inicialmente decidi mudar as coisas que não gostei, achei superlativas demais ou que melariam minhas criações para o cenário. Mas então decidi por em prática algumas coisas que já falei aqui no blog sobre a fantasia dentro da fantasia e sabedoria superficial dos anões. Parece confuso, mas já explico.

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O homem é o animal mais cruel

Quando eu era um jovem mestre iniciante, usava mais vilões e adversários humanos. Talvez pelas referências de animes, livros e filmes e/ou por não ter grana pra comprar os livros de AD&D (especialmente o dos Monstros). Geralmente estereótipos como mago maligno, guerreirão do mal, cultista-mor, etc. Era mais fácil fazer stats pra eles, porque eu já sabia como fazer enquanto jogador.

Ao longo dos anos, já com livros e internet, os oponentes dos jogadores ficaram cada vez mais monstruosos. Mesmo quando eram vilões, pertenciam a alguma raça monstruosa, como goblinóide, dragão, beholder, devorador de mentes, vampiro, entre outros. Só recentemente voltei a usar mais inimigos humanos. Talvez por ter largado o D&D em prol do Storytelling, um jogo que – não sei explicar a razão – me faz buscar mais referências fora da fantasia “d&deica”, como cinema e literatura, e estruturar melhor as histórias.

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A trabalhosa arte de iniciar campanhas

Ah, inícios de campanha. Um dos assuntos mais abordados em artigos e posts. Como recentemente comecei uma e nunca falei disso, vou divagar também.

Um jogo one-shot é como um filme e é preciso capturar o interesse do grupo logo no começo (até escrevi sobre). Uma campanha é mais como uma série, onde um começo ruim nem arruina tudo, mas é muito melhor quando o processo funciona bem.

Já tive todo tipo de começos (muito mais que finais, infelizmente; falo disso outro dia), e aprendi que tudo depende do grupo e tipo de campanha.

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Entrevistas, eventos e RPGismos

Estamos quase no fim de janeiro e eu só tenho seis posts publicados (com este, sete). Por incrível que pareça não é mais falta de inspiração; como voltei a mestrar, tenho tido um assunto pra falar aqui, incluindo algumas dificuldades que enfrentei com combates grandes (e as soluções que tenho imaginado para contorná-las), um pouco sobre mais criaturas fantásticas, umas traduções e outras coisas.

O negócio, como sempre, é a falta de tempo. Além da estar ralando bastante tentando levantar uma empresa de games (já temos um jogo educativo publicado, o Trash & Fun, olha só), estamos trabalhando duro na editora e a gravidez conturbada da patroa já prenuncia todo o trabalhão que eu vou ter com a minha Helena (e tem mais essa, a médica se enganou na primeira ultra-som e será uma menina, hahaha). Mas vamos tentando, vamos tentando.

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Jornais em cenários de fantasia

No cenário oficial de Tormenta, há um famoso jornal chamado Gazeta do Reinado, que espalha notícias mensais para todos os reinos (e cuja sede, se não me falha a memória, é em Valkaria, a maior metrópole do mundo) através de um engenhoso sistema com jornalistas-magos e tudo mais, e que vem encartado na Dragon Slayer como um handout.

Eberron, se não me engano, também tem jornais periódicos, incluindo jornalistas como classes de prestígio de D&D. Sempre fui meio avesso a este elemento, talvez por estar preso ao modelo de fantasia mais tradicional de Tolkien, que inspirou mundos selvagens com “pontos de luz” que mal se comunicam. Mas agora, com uma cabeça mais aberta e mais segurança dos “níveis de tecnologia” das regiões da minha versão de Tormenta, estou pensando em inserir os jornais, tribunas, gazetas e clarins nas minhas campanhas.

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