Os 10 RPGs que mais me marcaram

Os desafios voltaram à moda, e os blogs de RPG brasileiros não ficaram de fora. Há alguns anos tínhamos esse tipo de coisa (que chamávamos de “memes”), e era bem legal.

Pois bem, o Diogo Nogueira (que inventou esse desafio) e o Rafão Araújo me desafiaram a dizer quais os 10 RPGs que me marcaram, e apesar da demora, cá estou eu respondendo.

Pra falar a verdade nem sei se tiveram dez jogos que marcaram minha vida, porque não sou lá um grande experimentador, sou desses quadradões que gostam de jogar efetivamente poucas coisas. Mas vamos tentar.

1) AD&D: comecei a jogar RPG com o D&Dzinho português, mas foi no Advanced Dungeons & Dragons que virei um RPGista de verdade. As mais memoráveis campanhas foram roladas nesse sistema, e a nostalgia só me deixa lembrar dos jogos mais despreocupados, irmãos de armas leais e histórias épicas.

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Cenários de fantasia e suas inspirações

A ideia desse post surgiu quando há alguns anos, quando joguei uma aventura em um evento em Khubar, um reino de Tormenta. O narrador, Bob Mota, ficou surpreso quando mencionei que meus khubarianos eram inspirados nos maori e samoanos.

Hoje em dia é muito mais notável que autores de fantasia tomam referência em culturas, lugares e pessoas do nosso mundo para compor seus cenários. Porém, ainda existe muita gente que não atinou para este fato, ou nunca pensou em pesquisar e achar referências para apoiar seu cenário pessoal, ou mesmo achou que estaria “trapaceando” ao usar ideias do nosso mundo ao invés de “criar sua própria fantasia”.

Pensar em referências reais – e reconhecer essas inspirações nos cenários de fantasia – pode ajudar qualquer narrador a ambientar melhor suas histórias. Confira comigo no replay.

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Minha visão sobre NPCs poderosos

Uma reclamação comum cenários de RPG (Tormenta e Forgotten Realms são campeões) é que eles estão (sic) saturados de NPCs muito poderosos, o que costuma acarretar experiências ruins de jogo ou problemas de expectativa – os PJs nunca vão ser tão poderosos quanto os NPCs épicos, ou o narrador se frustra quando os jogadores ficam apelões demais, etc.

Eu pessoalmente acho que esse tipo de frustração acontece muito mais graças ao uso que o narrador dá a esses NPCs do que ao fato deles existirem. Ou seja, o que importa é o modo como você vê o fato.

Imagine que cada cenário de campanha é um mundo, com milhões de seres vivendo nele, espalhados por todo o território. Vamos chutar que uma dessas ambientações alvo de reclamações tenham vinte a trinta NPCs oficiais que sejam absurdamente poderosos – personagens de nível épico, anciões, semideuses ou algo assim. Agora considere os cinquenta extra que virão em suplementos ou que os narradores criam para as suas próprias campanhas. Adivinha? É muito pouca gente quando você vê a coisa como um todo.

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