Todo dia um sneak attack diferente

Se você está lendo isso, sabe o que é o #DndGateBR (se não, aqui tem tudo). Algumas pessoas pediram pra eu escrever sobre o assunto aqui no blog, mas como a coisa já está muito bem explicada, vou falar sobre como a parada me afeta.

Apesar de eu ter passado muito tempo com raiva de D&D e mestrando outras coisas, é o D&D né? Trabalhar com o RPG que me iniciou no hobby, onde passei anos e como acabei virando dono de editora, é outra coisa. Até aceitei a apelação dos meus jogadores com a 5E e passei a mestrar. Tive minhas rusgas com o sistema, mas acabei cedendo.

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A maldição da falta de tempo

Tempo livre é algo cada vez mais raro. O trabalho me deixa com quase nada, e quando tenho preciso decidir entre ficar com a filha e esposa, assistir algo, tocar projetos, estudar e jogar videogame. Ajuda um pouco a patroa gostar das mesmas coisas (nossa campanha solo é a única que temos jogado, e olhe lá), mas ainda assim.

Esses dias estava pensando sobre isso, e me veio à mente a expressão que intitula o post. Aí me lembrei de que ela curiosamente se aplicou, por muitos anos, às minhas campanhas. Vem comigo que eu explico.

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Que fim levou o Fantasytelling?

Pois bem. Vocês pediram, então vou voltar a falar do Fantasytelling (FST), minha adaptação do Storytelling (World of Darkness) para fantasia medieval (mais ênfase no segundo que no primeiro). Mas não tem como falar desse frankestein sem discorrer a respeito da minha Eterna Dissonância Regrática™.

Como já postei há uns anos, desde que me divorciei de D&D, vivo “à procura da batida perfeita”, ou do sistema perfeito. Nunca estou satisfeito com um sistema, e o que pode me empolgar hoje, me irrita amanhã. Nunca encontro o conjunto de regras que se enquadra com o jeito que gosto de criar histórias de fantasia.

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Amizade, confiança e credulidade em jogos de RPG

Uma das coisas que mais gosto de filmes como Guardiões da Galáxia é que estão trazendo de volta à cultura pop valores que estavam fora de moda, como amizade, confiança, credulidade e respeito. Qualidades essas que se perderam no RPG, com intriga gótica, fantasia dark/gritty, etc.

Isso se reflete na sensação amarga de que os grupos de PJs estão juntos sem motivo, e a busca pela profundidade de personagem causa brigas e rachas. Além disso, jogadores desconfiam do cenário inteiro e todos os NPCs estão sempre desconfiados com eles (e haja piada do ‘slot de mago’ no The Gamers).

Lendo O Guerreiro Pagão, de Bernard Cornwell, achei bonito quando o protagonista falou de personagens que são mais que amigos, são irmãos. Portanto, aqui quero ir mais além: argumentar que os PJs podem ser amigos verdadeiros, encontrar amigos no cenário e não achar tosco que as pessoas confiem neles e vice-versa, ao menos de vez em quando.

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A volta dos jogos e o que mudou

Na época do nascimento da minha menina, as coisas estavam meio nebulosas por conta das mudanças de prioridades, falta de tempo, etc. Mas, após alguns ajustes (tempo livre ainda é item mágico raro pra mim), estamos conseguindo retornar com nossos hobbies. E voltamos a jogar RPG!

A animação da patroa voltou e, como não tínhamos como receber jogadores em casa ainda, passamos esses meses rolando nossa campanha solo sensacional, onde Elisa interpreta uma elfa mercenária sem frescura em uma metrópole medieval meio noir.

E aí, nesse sábado fizemos o primeiro teste de um dia de sessão clássico. Infelizmente Elisa estava doente (enxaquecas) e a pequena não dormiu bem à tarde (a gente acha que o bebê sente os humores da mãe), mas no geral deu tudo certo.

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Abaixo os combates absurdamente demorados

Outro dia tivemos uma sessão meio brochante de uma das minhas campanhas de fantasia – até a mencionei no meu post de ano novo. Foi literalmente uma sessão inteira rolando um só combate, porque envolvia um monte de gente.

Basicamente, a companhia mercenária (quatro jogadores, mais seis NPCs) sofreu emboscada de escravagistas, sendo homens, gnolls e ogros. Primeiro os vilões tentaram rendê-los, mas era questão de tempo até um combate começar.

Eles tinham a vantagem do terreno (uma passagem estreita entre duas colinas, e tinha bandido em cima e cercando a entrada e saída), e após algumas flechas e pedradas, a ideia é que outro bando de mercenários, aliados dos PJs, chegassem para ajudar e os PJs só ficassem lutando com alguns dos bandidos.

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