Coraline e o livro secreto

coralineEsses dias tive a oportunidade de ler Coraline, de Neil Gaiman (emprestado pela cunhada Bia). Eu só tinha visto o filme, e gostado demais dele. Mas não sabia que o livro poderia ser tão mais bacana.

Como você provavelmente já sabe, Coraline é um passeio pela literatura infantil do grande Gaiman (se nunca leu um livro dele, corra logo). Na verdade, é uma história de “horror infantil”, que eu só vou deixar minha Helena ler quando estiver maiorzinha.

O escritor quis mexer com as historinhas tradicionais, e assim nasceu este maravilhoso livro, que você devora rapidamente do começo ao fim com uns bons calafrios.

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Dragões e Rostos de Caveira

Esta é uma das minhas resoluções de ano novo tentando ser cumprida, que é escrever de forma mais pessoal e despreocupada aqui no blog. Afinal, papo de buteco é papo de buteco (embora eu esteja neste momento bebendo chá de maçã :P).

Finalmente, após um tempão, consegui terminar A Dança com Dragões, quinto livro da heptalogia (até agora) de As Crônicas de Gelo e Fogo, a fantasia do momento do Sor Vovô George R. R. Martin. Eu gostei bastante dele – o título de mais chato da série continua com O Festim dos Corvos -, mas é que é um calhamaço de dar medo, com fontes pequenininhas.

Além disso, eu tenho dois problemas: tenho muito pouco tempo livre, e nesse pouco tempo livre tenho que decidir entre ler, ver séries/filmes, jogar videogame, preparar jogo de RPG, ajeitar projetos pessoais e ficar com a patroa (e a patroa é sempre prioridade :P).

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O Pistoleiro (A Torre Negra) e meu preconceito literário

Tenho sérios problemas com livros de autores iniciantes – detesto notar que um escritor está tentando me impressionar a todo momento com um vocabulário desnecessariamente rico e descrições excessivamente “poéticas”. Com o tempo vai-se aprendendo a escrever textos mais sucintos, ou passagens poéticas/ impressionantes com palavras bem escolhidas e apropriadas.

A questão é que há alguns anos atrás, eu não sabia que O Pistoleiro tinha sido escrito por um Stephen King de dezenove anos, cheio da arrogância e “afoitismo” comum a novos escritores. Daí, li só 20% do livro e joguei de lado, achando uma bosta. O tempo passou, li outros autores novatos cheios de hype e pretensiosos (Christopher Paolini e Patrick Rothfuss, por exemplo) que me desagradaram pra caramba.

Eis que há umas semanas meu irmão Rafael (que posta aqui de vez em quando) se apaixonou pelas aventuras de Roland Deschain, comprou todos os livros e insistiu pra que eu deixasse de preconceito e lesse ao menos o primeiro, me contando que era o primeiro livro do King, que tinha suas besteiras mas que no fim das contas era uma ótima história.

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