Dano ou consequência

Em RPG, supõe-se que as regras servem à história, mas na maioria dos sistemas que conheço acontece o contrário. Para evitar que a mecânica atrapalhe a narração, a gente costuma quebrar as regras ou improvisar algo na hora.

É o caso, por exemplo, dos hit points (ou similar). Conheço poucos sistemas diferentões que lidam de forma mais servil à narrativa o “caminho para a derrota” (cansaço, stress, ferimentos, whatevs), e de qualquer modo só tenho mestrado D&D (e afins) mesmo. Pra diminuir um pouco esse efeito, ultimamente tenho pensado nessa regrinha meio maluca, que chamo de “dano ou consequência”.

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Minha visão sobre itens mágicos

Olá, companheiros! Voltando após um sumicinho. Faz tempo que postergo esse post, mas veio um insight e cá estamos.

Dia desses um jogador estava fazendo uma ficha de Old Dragon de 8º nível e não achou preços de itens mágicos (e não tem mesmo). A pergunta foi inocente, porque ele tinha um bocado de ouro sobrando. Mesmo assim, reflete o pensamento de “mercado de itens mágicos” que D&D tornou comum nas mesas de jogo.

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Dicas para apresentar um Vilão Principal eficaz na sua campanha

Se tem uma coisa que gosto de estabelecer nos meus jogos, é uma trama principal bem amarrada com um vilão bem estabelecido.

Nos moldes das melhores séries contínuas, mesmo com várias sidequests, o grande plot está sempre lá voltando e mordendo a bunda dos personagens. Essa grande missão vai se tornando mais presente na história até que um dia ocorre a batalha final contra o vilão, no fim da campanha.

Muitos épicos acontecem assim, com uma grande ameaça que aterroriza os heróis capítulo por capítulo, tendo seus planos frustrados e tentando acabar com a carreira dos heróis sempre que podem.

A Dragon Magazine brasileira #13 tem um artigo (escrito por Peter C. Zelinski e traduzido por Alberto A. Lopes) muito legal que dá dicas para criar uma ameaça que seja duradoura por toda a campanha, mas ainda assim não pareça forçada – porque vamos combinar, com o desenvolvimento dos PJs, é um desafio e tanto não criar vilões que sejam fortes e matem os personagens, ou que sejam fracos e morram e sejam substituídos, criando a velha “galeria de vilões do Batman”.

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