Multiclasse e outras regras da casa para Old Dragon

Faz tempo que quero atualizar direito o blog, e estava com o mesmo problema que meu sócio Fabiano Neme, olhando aqui e vendo o #DnDGateBR como primeiro artigo. Reportes geralmente são demorados de escrever (pra mim), então quando surgiu uma discussão no grupo do Old Dragon no Facebook, aproveitei que escrevi um textão por lá pra dar uma agitada por aqui.

Nosso querido Old Dragon é um sistema simples por uma razão, dar combustível para os jogadores e mestres criarem o que quiserem em cima. Tem toneladas de material na internet, e todo mundo tem suas regras da casa e propostas – eu incluso. Este ano o suplemento Companion vai vir com uma porção de regras opcionais com respaldo oficial, mas enquanto ele não chega, vou começar a colocar minhas regras caseiras aqui na mesa do bar, começando pelo combate com duas armas, posturas e multiclasse.

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Dano ou consequência

Em RPG, supõe-se que as regras servem à história, mas na maioria dos sistemas que conheço acontece o contrário. Para evitar que a mecânica atrapalhe a narração, a gente costuma quebrar as regras ou improvisar algo na hora.

É o caso, por exemplo, dos hit points (ou similar). Conheço poucos sistemas diferentões que lidam de forma mais servil à narrativa o “caminho para a derrota” (cansaço, stress, ferimentos, whatevs), e de qualquer modo só tenho mestrado D&D (e afins) mesmo. Pra diminuir um pouco esse efeito, ultimamente tenho pensado nessa regrinha meio maluca, que chamo de “dano ou consequência”.

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Um ensaio sobre monstros com imunidades

Estava pensando esses dias sobre monstros com imunidades. Na época do AD&D alguns monstros, como elementais, demônios, fantasmas e múmias só podiam ser feridos por armas mágicas e às vezes nem isso.

Isso foi substituído por uma redução de dano na 3E (solução que a gente usou no Old Dragon) e quase abolido na 4E (embora alguns monstros reduzissem tipos de dano como veneno e fogo, você podia bater em tudo). Acredito que isso aconteceu que apesar de trazer um desafio em si, a imunidade fazia com que os jogadores dependessem muito de armas mágicas (alguns monstros precisavam de armas +3 ou maiores para serem atingidos!) e engrandecia ainda mais o mago. Tipo, se aparece um demônio, Constantine manda o Batman ficar na dele e vai encarar o bichão.

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Abaixo os combates absurdamente demorados

Outro dia tivemos uma sessão meio brochante de uma das minhas campanhas de fantasia – até a mencionei no meu post de ano novo. Foi literalmente uma sessão inteira rolando um só combate, porque envolvia um monte de gente.

Basicamente, a companhia mercenária (quatro jogadores, mais seis NPCs) sofreu emboscada de escravagistas, sendo homens, gnolls e ogros. Primeiro os vilões tentaram rendê-los, mas era questão de tempo até um combate começar.

Eles tinham a vantagem do terreno (uma passagem estreita entre duas colinas, e tinha bandido em cima e cercando a entrada e saída), e após algumas flechas e pedradas, a ideia é que outro bando de mercenários, aliados dos PJs, chegassem para ajudar e os PJs só ficassem lutando com alguns dos bandidos.

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