O homem é o animal mais cruel

Quando eu era um jovem mestre iniciante, usava mais vilões e adversários humanos. Talvez pelas referências de animes, livros e filmes e/ou por não ter grana pra comprar os livros de AD&D (especialmente o dos Monstros). Geralmente estereótipos como mago maligno, guerreirão do mal, cultista-mor, etc. Era mais fácil fazer stats pra eles, porque eu já sabia como fazer enquanto jogador.

Ao longo dos anos, já com livros e internet, os oponentes dos jogadores ficaram cada vez mais monstruosos. Mesmo quando eram vilões, pertenciam a alguma raça monstruosa, como goblinóide, dragão, beholder, devorador de mentes, vampiro, entre outros. Só recentemente voltei a usar mais inimigos humanos. Talvez por ter largado o D&D em prol do Storytelling, um jogo que – não sei explicar a razão – me faz buscar mais referências fora da fantasia “d&deica”, como cinema e literatura, e estruturar melhor as histórias.

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True Detective, que série fantástica

Esses dias tenho falado lá no Facebook de uma série excelente da HBO que eu e minha esposa Elisa acompanhamos, True Detective. Cada episódio é uma porrada de te deixar arrepiado.

Nic Pizzolatto (roteiro e argumento) e Cary Fukunaga (direção) não são nomes muito conhecidos, mas trouxeram uma produção para bater fácil de frente com as melhores séries da emissora (sim, incluindo Sopranos :P).

True Detective parte de uma premissa conhecida: dois policiais investigando um crime estranho e ritualístico, algo como Seven ou O Colecionador de Ossos. São parceiros e possuem problemas de relacionamento, sendo um durão e família e o outro esquisitão e genial.

Mas isto é apenas a superfície das águas negras e profundas de uma história muito bem amarrada, densa e niilista, cheia de pequenos e sutis elementos que te deixam de cabelo em pé.

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Dragões e Rostos de Caveira

Esta é uma das minhas resoluções de ano novo tentando ser cumprida, que é escrever de forma mais pessoal e despreocupada aqui no blog. Afinal, papo de buteco é papo de buteco (embora eu esteja neste momento bebendo chá de maçã :P).

Finalmente, após um tempão, consegui terminar A Dança com Dragões, quinto livro da heptalogia (até agora) de As Crônicas de Gelo e Fogo, a fantasia do momento do Sor Vovô George R. R. Martin. Eu gostei bastante dele – o título de mais chato da série continua com O Festim dos Corvos -, mas é que é um calhamaço de dar medo, com fontes pequenininhas.

Além disso, eu tenho dois problemas: tenho muito pouco tempo livre, e nesse pouco tempo livre tenho que decidir entre ler, ver séries/filmes, jogar videogame, preparar jogo de RPG, ajeitar projetos pessoais e ficar com a patroa (e a patroa é sempre prioridade :P).

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