As verdades mutáveis do cenário de campanha

Sempre tive dificuldades para usar um cenário de campanha by the book (acontece com sistemas e aventuras também, mas é outra história). Tenho mania de ajustar ao meu gosto quase sempre a maioria dos aspectos a ponto do produto perder a identidade e eu passar a chamá-lo de “minha versão”. Mas sempre sou assombrado pela ideia de que poderia estar usando o material oficial que não gosto de alguma forma mais inteligente sem desperdiçar.

Hoje mestro minhas campanhas em Thedas, mundo de Dragon Age. Quando terminei DA Inquisition (e sua última expansão, Trespasser), curiosíssimo pra saber mais detalhes sobre o cenário, me deparei com algumas verdades que me deixaram maluco. O jogo revela muitos dos mistérios principais da franquia, coisa grande capaz de enlouquecer qualquer um.

Inicialmente decidi mudar as coisas que não gostei, achei superlativas demais ou que melariam minhas criações para o cenário. Mas então decidi por em prática algumas coisas que já falei aqui no blog sobre a fantasia dentro da fantasia e sabedoria superficial dos anões. Parece confuso, mas já explico.

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Meu breve passeio no D&D Next (em Thedas)

Hoje o leitor Leonam me perguntou se vale a pena usar o D&D 5E (ou Next) com Thedas, o cenário de Dragon Age. Daí aproveitei para falar da minha breve aventura – trocadilho não-intencional – com o sistema, enquanto respondo e dou dicas.

Como vocês sabem, sou um eterno frustrado com sistemas de fantasia; nenhum satisfez minhas frescuras com as histórias que quero contar. O que chegou mais perto do meu ideal foi minha simplificação do Storytelling, mas a falta de tempo não me deixava trabalhar nele, cheio de defeitos e buracos na estrutura.

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Conto – Good times

WOOOOOOOOOOOOOSH

Os planadores ensurdececiam rasando por cima dos caras, mas ShinRa não estava nem aí – deixava os fones ligados no máximo enquanto se divertia. Era bom para caralho no que fazia, e nada atrapalhava sua mágica. Post-hardcore e dubstep eram os sons perfeitos para a guerra.

A infantaria escrota percorria becos fudidos na cidade em ruínas. Um sol vermelho castigando todo mundo, ruas labirínticas e escória pra todo lado, implorando pra morrer. A bateria do fuzil miava enquanto cuspia insanamente balas de grosso calibre nas cabeças de montes de fucking formas de vida.

Caras do seu batalhão passavam por ele, e ele lhes dava cobertura (depois cobraria umas rodadas de cada um). Lá de cima, os rapazes tresloucados da infantaria mecha explodiam naves inimigas como se não houvesse amanhã, passando em voos cortantes e levantando poeira do deserto onde passavam. Irado!

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