Meu breve passeio no D&D Next (em Thedas)

Hoje o leitor Leonam me perguntou se vale a pena usar o D&D 5E (ou Next) com Thedas, o cenário de Dragon Age. Daí aproveitei para falar da minha breve aventura – trocadilho não-intencional – com o sistema, enquanto respondo e dou dicas.

Como vocês sabem, sou um eterno frustrado com sistemas de fantasia; nenhum satisfez minhas frescuras com as histórias que quero contar. O que chegou mais perto do meu ideal foi minha simplificação do Storytelling, mas a falta de tempo não me deixava trabalhar nele, cheio de defeitos e buracos na estrutura.

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Um ensaio sobre monstros com imunidades

Estava pensando esses dias sobre monstros com imunidades. Na época do AD&D alguns monstros, como elementais, demônios, fantasmas e múmias só podiam ser feridos por armas mágicas e às vezes nem isso.

Isso foi substituído por uma redução de dano na 3E (solução que a gente usou no Old Dragon) e quase abolido na 4E (embora alguns monstros reduzissem tipos de dano como veneno e fogo, você podia bater em tudo). Acredito que isso aconteceu que apesar de trazer um desafio em si, a imunidade fazia com que os jogadores dependessem muito de armas mágicas (alguns monstros precisavam de armas +3 ou maiores para serem atingidos!) e engrandecia ainda mais o mago. Tipo, se aparece um demônio, Constantine manda o Batman ficar na dele e vai encarar o bichão.

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Os 10 RPGs que mais me marcaram

Os desafios voltaram à moda, e os blogs de RPG brasileiros não ficaram de fora. Há alguns anos tínhamos esse tipo de coisa (que chamávamos de “memes”), e era bem legal.

Pois bem, o Diogo Nogueira (que inventou esse desafio) e o Rafão Araújo me desafiaram a dizer quais os 10 RPGs que me marcaram, e apesar da demora, cá estou eu respondendo.

Pra falar a verdade nem sei se tiveram dez jogos que marcaram minha vida, porque não sou lá um grande experimentador, sou desses quadradões que gostam de jogar efetivamente poucas coisas. Mas vamos tentar.

1) AD&D: comecei a jogar RPG com o D&Dzinho português, mas foi no Advanced Dungeons & Dragons que virei um RPGista de verdade. As mais memoráveis campanhas foram roladas nesse sistema, e a nostalgia só me deixa lembrar dos jogos mais despreocupados, irmãos de armas leais e histórias épicas.

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Abaixo os combates absurdamente demorados

Outro dia tivemos uma sessão meio brochante de uma das minhas campanhas de fantasia – até a mencionei no meu post de ano novo. Foi literalmente uma sessão inteira rolando um só combate, porque envolvia um monte de gente.

Basicamente, a companhia mercenária (quatro jogadores, mais seis NPCs) sofreu emboscada de escravagistas, sendo homens, gnolls e ogros. Primeiro os vilões tentaram rendê-los, mas era questão de tempo até um combate começar.

Eles tinham a vantagem do terreno (uma passagem estreita entre duas colinas, e tinha bandido em cima e cercando a entrada e saída), e após algumas flechas e pedradas, a ideia é que outro bando de mercenários, aliados dos PJs, chegassem para ajudar e os PJs só ficassem lutando com alguns dos bandidos.

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D&D, esse quarentão

Neste domingo o Dungeons & Dragons completou 40 anos. Dez anos antes de eu nascer, foi inventado a partir dos wargames o RPG mais famoso e importante de todos. Obviamente você o conhece e já jogou ao menos uma vez; a maioria jogou por muitos anos. Eu já estava escrevendo sobre isso, e inspirado pelo post do JM Trevisan, terminei.

Ainda hoje me lembro do cara que me apresentou ao jogo, e ao RPG em si, em 1995. Um colega de classe chamado Mateus tinha acabado de voltar das férias na Europa, e trazido um certo livro vermelho de Portugal. Nos chamou para jogar nos intervalos, e fizemos lá nossos personagens. Alguns meses depois, jogávamos no meio da aula e não muito raramente tínhamos os apetrechos de jogo confiscados pelos professores. Na época o jogo era maluco, uma mistureba de Caverna do Dragão, Shadows Over Mystara e Tower of Doom (que tinha em todo fliperama daqui) e outros games, como Resident Evil. Mas era massa demais.

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