Ação maluca e desenfreada!

De vez em quando entro numa maré de ação e violência midiática, e dessa vez entrei na onda depois de passear novamente por alguns filmes e séries de pancadaria e jogar um tiroteio numa sessão de Storytelling. Por isso, vou falar de duas notícias que me chamaram a atenção essa semana, e depois falar um pouco sobre o assunto no RPG. Então, continue lendo antes de me xingar!

A primeira é que MACHETE vai ganhar uma continuação. Esse foi o filme B exploitation mais esperado de 2010, que trouxe o badass mexicano Danny Trejo e cumpriu as expectativas de sangue, putaria e explosões. Apesar de ter vindo seis meses depois de The Expendables, explodiu cabeças desde que apareceu em um fake trailer de Planet Terror, em 2007. E agora, Robert Rodriguez disse que já tem um roteiro pronto e quer começar a filmar em abril. Nele, Machete seria recrutado pela CIA (!!!) para dar cabo de um grande comerciante de armas que gerencia também vários cartéis no México, e quer usar satélites para provocar guerras e vender armas, em uma aventura bem 007 ou MI. Rodriguez disse ainda que planeja uma trilogia, e ainda tirou uma onda dando a entender que o terceiro pode levar o personagem para matar gente no espaço!!! Machete mata e pega as mulheres!

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A liberdade para narrar em RPGs adaptados

No começo do ano passado escrevi um post no Paragons falando sobre a liberdade que podemos ter ao mestrar um RPG adaptado de alguma franquia de sucesso, porque estava com dificuldades em tocar a trama central de uma crônica de Supernatural (aquela, vcs sabem, tem o link em algum lugar aqui). Essas franquias costumam trazer certos limites na criação de histórias alternativas ambientadas em seus universos, por causa da possível desprotagonização dos personagens e a falta de importância de tais spin-offs em face aos eventos maiores que elas trazem.

O Starkiller não tá nem aí pros filmes

No caso de séries, filmes, games ou livros baseados, isso acaba nem tendo uma importância muito grande, porque geralmente falamos de histórias fechadas ou menos importantes (e algumas franquias, como Star Wars, são abertas o bastante para permitir várias explorações do universo). Mas no RPG sentimos uma necessidade muito grande de ditar os rumos do cenário, e isso acaba se apresentando um desafio para o narrador. No post, divaguei sobre algumas alternativas, e o pessoal nos comentários me deu uma ajuda enorme com outras ideias, e eu acabei concluindo que duas eram as melhores abordagens: situar a história muito longe da original (seja em termos de local ou de tempo), ou mantar o cânone pras cucuias. Do mesmo jeito que o mestre Tarantino riu da cara da história em Inglorious Basterds, passei a ter essas diretrizes em mente no meu jogo de “D&D across America” (fala sério, Supernatural não é isso? =D).

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Morre Al Rio

Soube há poucas horas que Al Rio morreu. O desenhista cearense era uma das minhas maiores inspirações nacionais – apesar de não ter tentado o mercado de quadrinhos, comecei aspirando por essa área, e caras como Deodato Jr (e seu pai), Al Rio e Bené Nascimento sempre foram referências, mesmo no estilo mais comercial e ilustrativo que desenvolvi.

Conheci Al Rio já nas páginas do Gen 13, quando ele sucedeu com competência Jeff Campbell. Passei a admirar os traços firmes e garotas perfeitinhas do cara, e até o conheci pessoalmente num evento de quadrinhos desse (na época que eu ia; perdoe a falta de memória, se você já me leu antes sabe que sou perdido assim). Gente boa como a maioria dos artistas aqui da terrinha.

Estão dizendo que foi suicídio. Fico imaginando o que leva alguém a fazer isso, e só lamento. =/

Os heróis estão morrendo… Descanse em paz, Al.


Preparando aventuras rapidamente (ou Manual do DM desmemoriado e sem tempo)

Há algum tempo que venho sofrendo pra preparar sessões de jogo, por falta de tempo, algo que também minou minha criatividade. Passei a usar aventuras prontas mais do que o normal para tentar remediar, mas isso foi minando minha capacidade de improvisar. Então, tenho me esforçado para mudar meu jeito de preparar jogos e voltar a ter menos dor de cabeça para mestrar. Depois de ler alguns textos sobre o assunto, incluindo este post do Epic Kingdom e um artigo do Richard Hunt na saudosa Dragon Magazine brasileira (arrumando a bagunça, andei olhando umas revistas véias!), tenho aplicado com sucesso alguns métodos na preparação das minhas aventuras.

Um escritor de aventuras de responsa

Acredito que a chave de tudo reside em uma palavra: organização. Hoje em dia, temos que otimizar o nosso tempo escolhendo exatamente o que vamos usar, mantendo referências e lembretes por perto e evitar mal-entendidos, e é nisso que meu esforço tem se baseado. Então, vou repassar essas dicas que, de certa forma, mostram minha visão sobre o caso.

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Matando os vícios do D&D

Não precisa ser Conan pra apreciar uma boa história hiboriana

Quem me conhece sabe que sou um fã inconteste de fantasia medieval clássica. Ao contrário de vários de vocês que já enjoaram dela, eu nunca me canso de histórias com o sabor de Senhor dos Anéis, Conan, Elric, Robin Hood, Beowulf e correlatos. Por mais que eu flerte com conceitos mais vanguardistas como Reinos de Ferro e Eberron, ou até outros gêneros, os elfos e dragões reinam em 90% do que eu mestro (para o horror da minha patroa). De uns tempos pra cá ainda passei a preferir o tom mais sóbrio e hardcore da fantasia, com intrigas, magia perigosa e personagens mais humanos, em parte culpa de Berserk (e os romances que inspiraram o mangá, The Black Company de Glen Cook), As Crônicas de Gelo e Fogo, os livros de Bernard Cornwell e mais recentemente os contos de Conan, que estou lendo hoje – shame on me.

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Plot points para uma narrativa mais compartilhada

Olá, amigos! Sumi nesta semana, mas é por um bom motivo, peguei 15 dias de férias e queria dormir o máximo que podia neste fim de semana (apesar de ter mestrado bastante). Depois de um jogo esperto da minha crônica de Supernatural em Storytelling, terminei de traduzir e adaptar as minhas regras de plot points, ou pontos de trama (mas decidi deixar no original aqui pelo costume).

Como falei nesse post, esse tipo de mecânica é muito interessante e sempre traz bons frutos à narrativa, e estou aqui compartilhando com vocês tudo que defini para a minha mesa de jogo. Essas regras são para Storytelling, mas assim como tirei elas do Cortex System e adaptei umas coisinhas de outros sistemas, dá pra usar no seu D&D ou GURPS se você quiser – para tanto, deixei algumas notas no meio do texto para possíveis adaptações necessárias. Vamos lá!

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